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O Resumé de Opiniões IV





E parece não acabar os mini-resumos que fiz sobre os vários livros que li antes do ano 2014 terminar, e estes são os contemplados de hoje.

Série Shatter Me II e III:


E terminei mais uma série em 2014: Shatter Me da Tahereh Mafi. E posso dizer que foi uma agradável surpresa.

Em Unravel Me foi difícil acompanhar as constantes flutuações de humor e ideias da Juliette, andar constantemente a chorar, triste, desesperada não fez propriamente as minhas delícias, contudo Tahereh compensou com a criação de personagens masculinas semi-perfeitas. Warner o vilão que só quer amar, Adam o protetor que só quer sentir segurança e Kenji o bem-disposto que só quer partilhar bons momentos com os outros. 
Conhecemos o mundo dos Omega Point e quais os poderes que reservam a cada personagem, mas ficámos a conhecer mais um vilão, o pai do Warner. Mesmo que a tenham unravel, a Julietta continuou a ser o meu ódio de estimação.
4*

Já em Ignite Me há uma diferença na atitude da Juliette mas senti que ela passou de permissiva para fria e egoísta. Por isso, apesar do Adam não ser de todo a minha personagem preferida, há que ter um bom senso para lidar com as situações e ela não o soube fazer, sabendo que de alguma maneira eles já se conheciam de pequenos, podia existir mais respeito. Adam passou de discreto a desesperado permanente mas não o consegui odiar pois ele fez bastante por ela e pareceu que foi descartado facilmente. Já tinha adorado o Warner nos livros anteriores mas neste ele entra a matar. Kenji é aquela personagem que queremos que tenha um livro só para si pois não é possível criá-la e não dar continuidade à alma.
Achei que o final foi demasiado apressado para o que ia acontecer, pensei que este livro tivesse mais momentos de combate mas quando tudo se passa pareceu tão rápido e fácil, que o assombração do pai do Warner desde o início da leitura não fez muito sentido quando se termina. E claro um epílogo não teria ficado mal.
4*

De destacar a escrita desta senhora que faz com que estejamos a ler prosa como se fosse poesia, ela dá às palavras a emoção exacta para que consigamos sentir o que a personagem está a vivenciar em determinado momento. As metáforas e as comparações foram feitas pela ela e perfeitas para muitas vezes entender, a já complicada, cabeça da Juliette.

Classificação total da série: 4*


Série Os Jogos da Fome III:



Sinceramente nem sei o que achar deste final da série Os Jogos da Fome. Gostei do primeiro, consegui compreender melhor o segundo, mas este nem me seduziu nem me desesperou.
Foi uma leitura arrefecida, em que tentava perceber em que ponto estava a Katniss, se estava revoltada com a captura do Peeta ou se estava revoltada com a mudança brusca dele (convém dizer que é devido a uma droga). A rapariga passou de lutadora que se coloca na frente da batalha para proteger tudo e todos, mas que neste livro quando tinha a oportunidade perfeita de ser um símbolo de uma nação revolucionário, teve de ser "obrigada"?! O que nos leva a um livro mais triste e depressivo, quando devia ter uma aura de força e batalha.
O que nunca me convenceu nesta história foi o triângulo amoroso, que só me fez chegar à conclusão que a Katniss é carente e que só quer que gostem dela, seja ele quem for. Mas como sempre fui a favor do Peeta, fiquei feliz com o epílogo.
3*

Sobre toda a série, gostei do ambiente que a autora construir a constante matança e sobrevivência, achei que muitas vezes se alongava demais nos pensamentos da Katniss, e ela nem sempre é a melhor narradora, mas compensava com os momentos na arena e talvez neste capítulo final faltou um verdadeiro ambiente parecido com a acção dos Jogos da Fome.

Classificação total da série: 4*

The Do-Over:



Homem que pensa que é o maior, dorme com tudo o que mexe e apesar de não se sentir atraído por uma rapariga com demasiadas camadas de roupa, também não a consegue esquecer. Conheçam Kyle Manchester que acha que é demasiado bom para este mundo até que conhece Lanie Carmichael e finalmente caí-lhe a ficha e vê que não é bem assim. Enquanto um é confiante em tudo na vida, Lanie é apenas na sua profissão de advogada. Quando propõe a Kyle ajudá-la a conquistar o seu melhor amigo aka namorado da irmã, de forma a melhor a sua aparência e auto-estima, chegam a um consenso que é melhor fingirem que namoram para dar credibilidade à aproximação e amizade crescente. E por isso é que não esperavam enquanto andavam a brincar aos namorados.
Uma óptima interacção entre as personagens que gradualmente passou da amizade a algo mais, uma leitura bem agradável e satisfatória.
4*


Série On Dublin Street III:


Se há um tipo de romance que gosto é quando aborda melhores amigos que passam a namorados.
Olivia e Nate são muito diferentes, enquanto ela é tímida e não sabe reagir ao sexo oposto, Nate é cheio de si e o sexo oposto é o que o faz perder a cabeça. Porém a amizade que têm, fá-los procurar a companhia um do outro para descontrair e conviver sem qualquer tipo de barreiras e sentimentos mais fortes. Até ao dia que Olivia pede ajuda a Nate para que a ajude a melhorar os seus atributos para captar a atenção dos homens, só que no jogo de mestre/aluno, a sedução passa a atingir outros limites. E será que Nate está disposto a esquecer de vez o passado para poder dar um futuro a Olivia?
Adorei este casal, super engraçados, inteligentes e carinhosos, Olivia foi mesmo uma grande protagonista que não se deixou amedrontar e sempre soube pensar correctamente no momento certo, só não era preciso fazer sofrer tanto o homem.
Acho que o meu senão começa a ser que todos os livros da série estão a seguir a mesma linha final: casam e/ou engravidam.
4,5*

E vocês que opinião partilham destes livros?


Opinião Livro

Down London Road, Samantha Young


Título em Português: Tatuado em Mim
Autor: Samantha Young
Editora: Penguin
Género: NA
Série: On Dublin Street #2
Páginas: 370
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Johanna Walker is used to taking charge. But she’s about to meet someone who will make her lose control...

It has always been up to Johanna to care for her family, particularly her younger brother, Cole. With an absent father and a useless mother, she’s been making decisions based on what’s best for Cole for as long as she can remember. She even determines what men to date by how much they can provide for her brother and her, not on whatever sparks may—or may not—fly.

But with Cameron MacCabe, the attraction is undeniable. The sexy new bartender at work gives her butterflies every time she looks at him. And for once, Jo is tempted to put her needs first. Cam is just as obsessed with getting to know Jo, but her walls are too solid to let him get close enough to even try.

Then Cam moves into the flat below Jo’s, and their blistering connection becomes impossible to ignore. Especially since Cam is determined to uncover all of Jo’s secrets... even if it means taking apart her defenses piece by piece.




Depois de iniciado viagem com o homónimo da série, On Dublin Street, quis continuar a aventura, não tanto porque tenha ficado satisfeita com o primeiro, mas mais pela curiosidade que tenho em acompanhar personagens que nos são dadas a conhecer nos primeiros volumes.

Quem inicia este romance fica bastante frustrado com o andamento da narrativa, e também é certo que nada dê pelo final. Pois mais tenho a dizer que bastou os protagonistas resolverem questões que era imperativo solucionarem, para que tudo entre no caminho certo.

Johanna Walker é-nos dada a conhecer por trabalhar num bar com Jocelyn, a protagonista do primeiro volume. Se ficamos com a ideia que é bonita, sexy e que adora andar atrás de homens com dinheiro, neste continuamos com essa mesma ideia, que é fútil e interesseira. Todavia as suas motivações não são as que dá à primeira vista, pois o seu único objectivo é conseguir arranjar alguém com posses, que porventura se venha a apaixonar, e que consiga lidar com a sua bagagem: Cole, o irmão mais novo e a mãe alcoólica.


Quando entra em cena Cameron MacCabe, com o seu ar arrogante cheio de tatuagens, vira do avesso a imagem idealizada de felicidade e sustento que Jo pretendia para si e a sua família. Mas será ele a atravessar a linha que Jo mantém para afastar a vida social da vida privada, quando se torna seu vizinho e colega de trabalho. A partir daí, depois de perceber as verdadeiras razões de Jo, Cam passa a vê-la e a tratá-la de outra forma, até que esta caia na teia que começa a traçar.

Este livro foi interessante pois pega na ideia dos juízos pré-concebidos que fazemos uns dos outros. E que muitas vezes são infundados. 
Quis tanto criticar este ponto no início da leitura, que não me apercebi que, muitas são as vezes que, mostramos aos outros a imagem que queremos que eles vejam de nós, por isso é normal criarmos uma ideia da maneira de ser do outro completamente diferente da verdadeira. E estas personagens não são excepção, têm problemas de percepção um do outro no início, porém assim que começam a conhecer os segredos e recantos escondidos que ambos têm, percebem que tudo não é preto e branco.


E quando alguém nos conhece verdadeiramente, será muitas vezes essa pessoa o factor motivacional para conseguir puxar a auto-estima para cima. Basta que haja esperança e confiança que tudo melhora e que somos capazes de lutar. E é a entrada destas pessoas na nossa vida que nos fazem abrir os olhos que afinal há outros caminhos a seguir e outras possibilidades. E é isto que Cam proporciona a Jo quando esta permite a entrada na sua vida pessoal.

Apesar de um início tremido, achei melhor este que o 1º da série. Há um bom equilíbrio entre o que está mal e o que está bem e as personagens Jo e Cam têm uma sintonia perfeita. Com um pouco de drama à mistura, não podia ter ficado mais do que satisfeita com o final escolhido por Samantha Young.

Citações:

“You know, the world will always try to make you into who it wants you to be. People, time, events, they’ll all try to carve away at you and make you think you don’t know who you are. But it doesn’t matter who they try to make you, or what name they try to give you. If you stay true, you can chip off all their machinations and you’re still you underneath it all.”  

“People can be … well, they can be wonderful. And sometimes, unfortunately, they can be monsters we hide from inside our homes. We worry that those monsters will find their way inside. We’re not supposed to fear that they already are inside. Your mom and dad are supposed to protect you from that. They’re not supposed to be the monster.” 

“I guess that’s the problem when you really get to know someone. You learn all their triggers and emotional buttons, and unfortunately, in times of war, you press them.” 

Classificação: 4 de 5*
 

 
 

Opinião Livro

On Dublin Street, Samantha Young



Título Original: On Dublin Street
Autor: Samantha Young
Género: Romance Contemporâneo
Série: On Dublin Street #1
Páginas: 372
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2012
ASIN: B0094J01VG

Sinopse

Jocelyn Butler has been hiding from her past for years. But all her secrets are about to be laid bare…

Four years ago, Jocelyn left her tragic past behind in the States and started over in Scotland, burying her grief, ignoring her demons, and forging ahead without attachments. Her solitary life is working well—until she moves into a new apartment on Dublin Street where she meets a man who shakes her carefully guarded world to its core.

Braden Carmichael is used to getting what he wants, and he’s determined to get Jocelyn into his bed. Knowing how skittish she is about entering a relationship, Braden proposes an arrangement that will satisfy their intense attraction without any strings attached.

But after an intrigued Jocelyn accepts, she realizes that Braden won’t be satisfied with just mind-blowing passion. The stubborn Scotsman is intent on truly knowing her… down to the very soul.




Começo a achar que a base para estes romances é sempre a mesma. Tem de haver um trauma como empecilho para que a relação não possa funcionar. Neste ambos são ricos, jovens e lindos, mas enquanto um é mais terra à terra o outro é mais distante. Falo-vos de Braden e Jocelyn, respectivamente. Ah, e não me podia esquecer que mal se vêem ficam apanhados, e claro, há sempre um que pensa “ mas como é possível estar a reagir assim!” 


Acho que já faz parte certos aspectos neste tipo de romances, mas sinceramente estava a gostar bastante do dinamismo da história. Joss bem se conseguiu manter fiel à sua palavra que não queria nada com ele durante bastante tempo, e sempre achei piada à marcação cerrada que os homens fazem quando não conseguem aquilo que querem. Por isso, simpatizei bastante com Branden, apesar do seu ar galanteador e sou o maior, conseguiu baixar a guarda àquela mulher e mostrar que tem um coração sério e de ouro. Outro elemento típico que partilha com os outros homens dos romances eróticos, é que é possessivo, protector e controlador. Contudo não me fez grande diferença porque não achei que ele estivesse a impor a sua vontade, pelo contrário, estava-lhe a mostrar que há sempre mais possibilidades do que aquelas que ela inicialmente pensava. 


Mas têm de existir sempre alguma coisa para empatar e aqui a personagem Jocelyn irritou-me profundamente. Começa a pensar que deve ser algum tipo de amuleto da má sorte porque quem está à sua volta arranja sempre problemas, nunca vai conseguir fazer ninguém feliz, e então, o melhor que tem a fazer é não viver os problemas, mas ignorá-los completamente. Como se a vida fosse algum mar de rosa e quem mais tenta viver longe de problemas é quem sofrer menos. Errado, é que nem parece que passou por um trauma na adolescência.

E se não fosse o magnetismo que Branden transborda acho que ainda teria ficado mais desiludida com o livro. A atracção entre os dois é de cortar a respiração e os diálogos que mantêm não são a roçar o badalhoco, o que é bom. O outro casal secundário, Ellie e Adam, irmã e melhor amigo de Branden, por momentos deixou-me mais contente do que o principal apesar de ser uma relação gato e rato.


Uma leitura agradável com uma linguagem que consegue manter o nível mesmo nas cenas mais apimentadas. As personagens têm personalidades bem vincadas mas se não fosse o factor estupidez da personagem feminina tinha apreciado muito mais este romance. E mesmo que a minha opinião pareça feita à três pancadas e à base de comparação, achei que se consegue distanciar dos muito romances eróticos no mercado.


Citações:

“I spent last night going over and over the last six months in my head and I know that you’re lying to me. I know you love me, Jocelyn, because there’s no fucking way I can be this much in love with you, and not have you feel the same way. It’s not possible.”


“I love you. You’re mine. I’ll kill any bastard who tries to take you from me. So, here’s how it’s going to go: Ellie comes first, but while we’re taking care of her you can be as pig-headed as you want and pretend that we’re broken up. I’ll even let you. But I’m also going to be here, every day, showing you what you’re missing.”


"Shit happened. You fought, you screamed, and somehow you worked like hell to get out the other side still intact."

Classificação: 3,5 de 5*