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O Resumé de Opiniões V





Estes foram os livros que escolhi com a temática natalícia, mas claro o último não tem nada a ver, apenas foi lançado nesse altura.


Dash and Lily's Book of Dares:



Sob os pontos de vista de Dash e Lily vamos acompanhando a jornada de ambos enquanto se conhecem através de um livro de capa vermelha. Através de desafios vão passando os dias deambulando por Nova Iorque antes e após Natal com o sentido de obrigação de completar os testes proposto pelo outro.
Foi uma leitura agradável mas não me deixou super entusiasmada, talvez porque não tenha gostado particularmente de nenhum deles, ela sempre me pareceu uma rapariga demasiado histérica - tanto emocionalmente como fisicamente -, ele porque quis ter mais aquela aura de filosofo que "se te conheci assim, então significa que não era para sermos um casal."
Senti falta da magia do Natal, pois neste livro houve apenas a magia da Passagem de Ano.
3*

Let It Snow:



Com três contos passados no Natal que abordam as aventuras de várias personagens em que cada história individual se cruza, eventualmente, com a de todos os outros. Já estou familiarizada com John Green porém não estava com as duas outras autoras, e não acho que tenha ficado particularmente fã de nenhuma.
Não me senti direccionada para nenhuma história, cada uma teve os seus prós e contras, mas acho que a história final de Lauren Myracle lhe faltou essência, se a personagem principal já é egocêntrica o conto foi até ao momento final todo ele focado nela e nem mesmo o reencontro com o namorado e todas as outras personagens dos contos anteriores, fez com que melhorasse. 
De John Green gostei mas faltou-lhe mais magia natalícia, pois se sou uma sucker por amigos que se tornam namorados, podia ter tido mais alma. E o primeiro conto de Maureen Jonhson gostei como se desenrolou mas tenho de admitir que história é a mais irreal e mais inocente, mas talvez por isso fosse aquele que senti a magia do Natal a funcionar.
3*

Série Wallflower V:


Rafe Bowman não só tem uma personalidade semelhante à da irmã Lillian, como o mesmo jogo de sedução odeio-te/adoro-te, funciona nas suas relações amorosas. 
E se gostei tanto do Sedução Intensa com a Lillian e o Marcus, tinha de gostar deste pois para mim este tipo de história que "odeio-te mas não consigo deixar de pensar em ti", deixa-me sempre a pedir por mais.
Aqui vemos todas as Encalhadas felizes e realizadas com a suas famílias e amigos mas agora veem se na iminência de ajudarem mais uma rapariga recrutada para o grupo, Hannah. E entre encontros inquietantes entre ela e Rafe, em que nenhum quer assumir a verdade, a época que retrata e o conto de Natal de Dickens parecem surtir os efeitos necessários para que ambos se entendam.
Lisa Kleypas não desilude e continuo cada vez com mais vontade de ler as suas restantes obras.
4*

Série  Friday Harbor I:




Uma história fofinha de novas oportunidades para a pequena Holly, para a destroçada Maggie e para o novo homem de família Mark.
Indirectamente Holly consegue com que o tio passe a conhecer gradualmente Maggie e sem saber como o seu pedido de Natal é atendido. Afinal a magia do Natal está sempre presente nos corações dos mais pequenos e naqueles que acreditam em fadas e princesas.
E ainda apanhamos um vislumbre do que poderá acontecer nas histórias seguintes que contemplam os dois irmãos de Mark, Alex e Sam.
Apesar de não me ter entusiasmado tanto quantos os romances históricos, este contemporâneo é lesse bem.
3*

 Olhos de Vidro:


A minha primeira aventura com a Carina Rosa foi com este conto. E que conto!
Acho que fui apanhada bem desprevenida pois não estava mesmo nada à espera de algo tão pouco abonatório para esta altura do ano (Natal).
Apesar da surpresa, foi uma leitura que me deixou com um sorriso de choque e sadismo no final. 

Gosto de história mórbidas e que nos deem várias realidades pois definitivamente não vivemos num mundo cor-de-rosa.
Amanda não consegue separar a linha ténue entre a realidade da sua vida e a da personagem de ficção Milena que dá corpo, e aparentemente toda a sua alma. Demente, intensa e trágica, assim defino Amanda.
4* 

E vocês têm curiosidade em relação a algum deles?











Opinião Livro

À Procura de Alaska, John Green



Título Original: Looking For Alaska
Autor: John Green
Género: YA
Ano Publicação PT: 2012
Editora: ASA
Páginas: 256
ISBN: 9789892316826

Sinopse

Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa."
Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional.
Nunca mais nada será o mesmo. 





Comprei este livro por uma troca e comecei logo a lê-lo no fim-de-semana passado. A minha intenção era ler algum que não requeresse muito esforço e que me mantivesse motivada. Conseguiu mas o livro não é nada daquilo que esperava e desiludiu.

Miles Halter tem 17 anos e farto da vida que leva pretende ir para um colégio interno em busca da Grande Incógnita. O rapaz que adora ler biografias sobre pessoas famosas e decorar as últimas palavras destes conhece assim em Culver Creek, o Coronel, colega de quarto, Alaska, Takumi e Lara. Com eles cria empatia e passam a ser a sua nova casa. Só que quando menos se espera o inesperado acontece.

Está dividido entre o antes e o depois do “desaparecimento” de Alaska, se a primeira parte conseguimos perceber o ambiente por onde Miles se move, na segunda parte andamos todos (personagens e leitor) à deriva. Enquanto as personagens tentam perceber o que levou àquele fim trágico e interligar o que se passou naquela noite, eu como leitora senti-me bastante confusa porque aquilo não me levou a lado nenhum. Pensei que iria existir uma epifania no final ou algo que fosse marcar a diferença mas afinal não.

Livro tipicamente adolescente, fala do primeiro amor e primeiras experiências, crises de identidade, das novas amizades e o seu significado, da lealdade, do desamparo e sofrimento, do entendimento do que é importante e a procura dos significados da vida. Porque existimos, porque sou assim ou porque aquilo aconteceu. Só que apesar de tocar nestes pontos não os aprofunda, não me senti suficientemente tocada por este ou aquele acontecimento. Podem existir dilemas mas como não são abordados da melhor maneira dá a entender que “oh mais um/a que sofre sem necessidade”, só dá vontade de dizer “isso passa, cresce e aparece!”, não há a profundidade certa para perceber que a vida de Alaska é tão tumultuosa. 

“Como é que alguma vez haverei de sair deste labirinto?” a questão existencial de Alaska e Miles. Uma porque quer urgentemente sair do labirinto que a sua vida se transformou e encontrar uma saída que a leve para a paz e conforto; o outro porque quer apenas dar um rumo diferente à vida que se materializou à sua frente e dar-lhe significado. Claro que com o fim de Alaska, Miles percebe que é possível sobreviver às adversidades da vida e lutar por algo melhor. Enquanto Alaska sempre viu que o melhor para si era autodestruir-se, por isso, para sair do labirinto o melhor é ir em frente.

De leitura rápida e fluída, John Green apenas falha redondamente em não perscrutar os dramas adolescentes, em particular, o de Alaska. Porque ao fazê-lo eu conseguiria entender muito melhor a Alaska, ela pode ser inconstante mas pensei que todos (leitores e personagens) ficássemos mais esclarecidos de como era realmente a vida dela revoltosa. E a 2º parte não foi digna de nada, não se descobriu nada que mudasse o rumo às coisas.

Apenas quero fazer uma ressaltava, que este livro me ajudou a socorrer uma amiga. 
Só penso que as coisas acontecem porque têm mesmo de acontecer. Tenho tantos livros para ler e este comecei logo a lê-lo mal o adquiri, e esta semana já me foi necessário. Foi graças a ele que me lembrei dos sintomas que as pessoas devem ter como alerta quando alguém está com problemas psicológicos, ou quando querem levar as coisas para outros caminhos. Os factores estavam/estão lá, só não repara quem não quer. E graças a Deus, eu reparei e ela já pediu ajuda psicológica. Podemos saber que não estamos bem, mas quando realmente nos tentam chamar à razão, o click finalmente faz-se! 
 Só por isso obrigada livro, obrigada John Green.

Citações:

“Passamos a vida inteira encurralados no labirinto, a pensar em como sairemos dele um dia e em como será espectacular, e a imaginar que o futuro nos mantém a andar, mas nunca de lá saímos. Limitamo-nos a usar o futuro para fugir ao presente.”

“Éramos tantos a ter de viver com as coisas que foram feitas e as que ficaram por fazer nesse dia. Coisas que não correram bem, coisas que na altura pareceram bem, porque não podíamos ver o futuro. Se ao menos conseguíssemos ver a interminável cadeia de consequências que resultam dos nossos mais pequenos actos. Mas só aprendemos a lição quando a lição se torna escusado.”

Classificação: 3 de 5*