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Opinião Livro

Attachments, Rainbow Rowell



Título Original: Attachments
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Dutton Adult
Género: Romance Contemporâneo
Páginas: 323
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2011

Sinopse

"Hi, I'm the guy who reads your e-mail, and also, I love you . . . "

From the award-winning author of Eleanor & Park and Fangirl comes a hilarious and heartfelt novel about love in the workplace.

Beth Fremont and Jennifer Scribner-Snyder know that somebody is monitoring their work e-mail. (Everybody in the newsroom knows. It's company policy.) But they can't quite bring themselves to take it seriously. They go on sending each other endless and endlessly hilarious e-mails, discussing every aspect of their personal lives.

Meanwhile, Lincoln O'Neill can't believe this is his job now- reading other people's e-mail. When he applied to be "internet security officer," he pictured himself building firewalls and crushing hackers- not writing up a report every time a sports reporter forwards a dirty joke.

When Lincoln comes across Beth's and Jennifer's messages, he knows he should turn them in. But he can't help being entertained-and captivated-by their stories.

By the time Lincoln realizes he's falling for Beth, it's way too late to introduce himself.

What would he say . . . ?




No ano de 1999, o medo era mais que muito com o que diziam ser o fim do mundo, assim como, o surgimento da internet e das novas modalidades sociais. Caracterizado pela forte competente cultural da época, Rainbow Rowell parece usar e abusar deste aspecto, para júbilo dos seus leitores. 


Lincoln faz parte do jornal The Courier mas como segurança na internet. O seu papel é ler todos os emails, pessoais ou não, das pessoas que trabalham naquele jornal. Não é um trabalho que aprecie mas fá-lo para ganhar dinheiro, depois de ter deixado a universidade e voltar a viver com a mãe, precisa de se manter ocupado com alguma coisa mesmo que não seja o trabalho ideal. No meio de tanta correspondência electrónica é com entusiasmo que segue os emails trocados entre duas amigas – Beth e Jennifer – e apesar de várias vezes o detector de palavras proibidas lhe dar sinal nestes emails, nunca as advertiu. A razão para não o fazer é que apesar não as conhecer começa a desenvolver um certo carinho e amizade para com estas raparigas, especialmente por Beth.


Beth é crítica de cinema no The Courier, namora há bastante tempo com um guitarrista que faz sucesso entre as mulheres, apesar deste viver no seu mundo. O facto de as irmãs já serem casadas e desejar o mesmo, complica quando o namorado não está para aí virado. Já Jennifer é casada porém não quer ter filhos apesar do marido não ser da mesma opinião. Estas são algumas das conversas trocadas que Lincoln lê quotidianamente sobre a vida destas duas amigas, escritas ainda de uma maneira muito inocente como se fossem cartas, afinal ainda se estavam a habituar às novas tecnologias.

Entre a dificuldade de se apresentar a Beth, de dizer a verdade sobre o seu trabalho, e ainda de saber exactamente quem é o namorado dela e quem é o “My Super Cute Guy”, Lincoln balança entre a verdade ou manter-se no anonimato. Enquanto tenta conjugar estes aspectos vai arranjando artifícios para melhorar a sua vida: ginásio, convívios com os amigos, nova casa, novo emprego. Depois de poucos esperam algo de diferente na sua vida, é quando Lincoln os surpreende, assim como, a si próprio. Afinal o que custa é arranjar força de vontade para mudar.


O que me surpreendeu foi a facilidade com que a autora consegue ir desbravando caminho de uma forma muito lenta para que o leitor crie uma certa empatia para ver no que a história vai dar e depois já não a consiga largar. A forma encantadora como vai entabulando a vida do Lincoln com os emails das raparigas traz progressão à narrativa tal como à vida do protagonista. Se no início estava estagnada, a caminho do final consegue dar uma volta de 180º. 
Depois todas as referências a programas de tv, filmes, músicas e artistas da moda nos Anos 90 servem de pretexto para, não só contextualizar a história, mas atrair a atenção do leitor com elementos que lhes são comuns ou nostalgicos.

Rainbow Rowell continua a fascinar-me com uma escrita simples mas delicada ao servir-se de mecanismos que fazem acontecer “história “ sem quaisquer pressas. Sendo este o seu primeiro romance acho que merece os parabéns. O Fangirl já cá canta deste lado e mal posso esperar para lhe por a mão.

Citações:

“Every woman wants a man who'll fall in love with her soul as well as her body.”  

“There are moments when you can't believe something wonderful is happening. And there are moments when your entire consciousness is filled with knowing absolutely that something wonderful is happening.” 

“I pictured a girl who made every moment, everything she touched, and everyone around her feel lighter and sweeter.
“I pictured you,” he said. “I just didn’t know what you looked like.
“And then, when I did know what you looked like, you looked like the girl who was all those things. You looked like the girl I loved.” 

Classificação: 4 de 5*


 

 
 

Opinião Livro

Eleanor & Park, Rainbow Rowell


Título Original: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: St. Martin's Press
Género: YA
Páginas: 328
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2012
ISBN: 1250012570

Sinopse

Set over the course of one school year in 1986, ELEANOR AND PARK is the story of two star-crossed misfits – smart enough to know that first love almost never lasts, but brave and desperate enough to try. When Eleanor meets Park, you’ll remember your own first love – and just how hard it pulled you under.




É a minha estreia com Rainbow Rowell e só posso dizer que esta história vai ficar durante muito tempo na minha cabeça. O jeito com que esta autora contou uma história de amor de uma maneira tão simples e franca deixou-me completamente rendida. 

Eleanor tem 16 anos e volta a viver novamente com a mãe, os 4 irmãos e o padrasto. Numa casa muito mais pequena e desorganizada que aquela em que costumavam habitar. Não tem uma relação fácil com o padrasto, e consequentemente, com a mãe, e quase nenhuma com o pai. Agora tem de frequentar uma nova escola, o que fica complicado para uma rapariga que todos apelidam de estranha devido à maneira como se veste e ao cabelo selvagem ruivo. É no autocarro que tudo se torna mais complicado porque cada um parece já deter uma patente em relação ao lugar onde se assenta. Por isso no 1º dia ninguém está com vontade de lhe dar lugar ou ser simpático com ela. Quando finalmente arranja um lugar, fá-lo mais porque tem de se sentar do que obedecer ao tom de voz de Park.
 


Park tem descendência irlandesa e coreana, tornando-o um rapaz com um aspecto exótico. É o filho mais velho numa casa onde amor entre os pais sempre esteve presente e os avós também têm um grande papel naquilo que ele é. É tímido e discreto mas à medida que vai conhecendo Eleanor torna-se mais activo, protector e o grande pilar dela. Se no início tentava não lhe passar cartão, passa para o estado em que está sempre alerta sobre o que ela estará a fazer ou pensar, para num terceiro momento, já dentro da relação conseguir descortiná-la e baixar as muitas defesas dela, assim como as suas.

O que me apaixonou foi a forma gradual com que este relacionamento começa até culminar naquele final. É feito da maneira mais elementar possível, não são precisas palavras mas acções simpáticas e expressões faciais. Depois só são precisos gestos e um toque aqui ou ali, até que de repente eles são namorados. Só muito depois passa para beijos e abraços. É de uma naturalidade a maneira como cresce o amor e como ambos aprendem a conviver com essa paixão. Ele aprende a lidar com ela, a conhecê-la e a tentar extrair da casca os muitos segredos que possui. Ela aprende a sentir-se confortável na sua pele e na presença de outras pessoas, nomeadamente com os pais de Park, já que a casa dele tem uma aura completamente diferente daquela onde sempre esteve inserida. E sendo a história contada por ambos os pontos de vista fica muito mais fácil saber o que querem e sentem.


As personagens deixam-nos de coração apertado, queremos o melhor para eles e fazemos figas para que tudo corra bem, e que não se decepcionem um ao outro. Houve momentos que duvidei do Park e fiquei meio atordoada mas no momento seguinte ele mostrava que afinal é um bom rapaz e que gosta mesmo dela. E claro, todas as minhas dúvidas dissiparam-se no final, porque aquilo que ele fez por ela nem todos o fariam e tiro-lhe o chapéu por isso.

É super engraçada a história passar-se nos Anos 80, trouxe-me boas recordações de cassetes, do walkman, de BD, do uso do telefone, todos os costumes daquela época que parece já tão longínqua. Mesmo a maneira inocente do namoro comparado com o que é agora, dois jovens que se descobrem através da música e de livros, e que fortalecem a relação de página para página através de pequenos gestos.


Este livro traz ao de cima todo o tipo de emoções sem as forçar, se querem ler algo que vos deixe de sorriso parvo a cara ou que dê aquela pontada na barriga, este é o livro certo. De certeza não vão ficar indiferentes à delicadeza desta história de amor.
 
Citações:

“Eleanor was right. She never looked nice. She looked like art, and art wasn't supposed to look nice; it was supposed to make you feel something.”

“Nothing before you counts," he said. "And I can't even imagine an after."
She shook her head. "Don't."
"What?"
"Don't talk about after."
"I just meant that... I want to be the last person who ever kisses you, too.... That sounds bad, like a death threat or something. What I'm trying to say is, you're it.
This is it for me.”


“You saved my life, she tried to tell him. Not forever, not for good. Probably just temporarily. But you saved my life, and now I'm yours. The me that's me right now is yours. Always.”

“And because I’m so out of control, I can’t help myself. I’m not even mine anymore, I’m yours, and what if you decide that you don’t want me? How could you want me like I want you?”

Classificação: 4,5 de 5*