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Opinião Livro

Down London Road, Samantha Young


Título em Português: Tatuado em Mim
Autor: Samantha Young
Editora: Penguin
Género: NA
Série: On Dublin Street #2
Páginas: 370
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Johanna Walker is used to taking charge. But she’s about to meet someone who will make her lose control...

It has always been up to Johanna to care for her family, particularly her younger brother, Cole. With an absent father and a useless mother, she’s been making decisions based on what’s best for Cole for as long as she can remember. She even determines what men to date by how much they can provide for her brother and her, not on whatever sparks may—or may not—fly.

But with Cameron MacCabe, the attraction is undeniable. The sexy new bartender at work gives her butterflies every time she looks at him. And for once, Jo is tempted to put her needs first. Cam is just as obsessed with getting to know Jo, but her walls are too solid to let him get close enough to even try.

Then Cam moves into the flat below Jo’s, and their blistering connection becomes impossible to ignore. Especially since Cam is determined to uncover all of Jo’s secrets... even if it means taking apart her defenses piece by piece.




Depois de iniciado viagem com o homónimo da série, On Dublin Street, quis continuar a aventura, não tanto porque tenha ficado satisfeita com o primeiro, mas mais pela curiosidade que tenho em acompanhar personagens que nos são dadas a conhecer nos primeiros volumes.

Quem inicia este romance fica bastante frustrado com o andamento da narrativa, e também é certo que nada dê pelo final. Pois mais tenho a dizer que bastou os protagonistas resolverem questões que era imperativo solucionarem, para que tudo entre no caminho certo.

Johanna Walker é-nos dada a conhecer por trabalhar num bar com Jocelyn, a protagonista do primeiro volume. Se ficamos com a ideia que é bonita, sexy e que adora andar atrás de homens com dinheiro, neste continuamos com essa mesma ideia, que é fútil e interesseira. Todavia as suas motivações não são as que dá à primeira vista, pois o seu único objectivo é conseguir arranjar alguém com posses, que porventura se venha a apaixonar, e que consiga lidar com a sua bagagem: Cole, o irmão mais novo e a mãe alcoólica.


Quando entra em cena Cameron MacCabe, com o seu ar arrogante cheio de tatuagens, vira do avesso a imagem idealizada de felicidade e sustento que Jo pretendia para si e a sua família. Mas será ele a atravessar a linha que Jo mantém para afastar a vida social da vida privada, quando se torna seu vizinho e colega de trabalho. A partir daí, depois de perceber as verdadeiras razões de Jo, Cam passa a vê-la e a tratá-la de outra forma, até que esta caia na teia que começa a traçar.

Este livro foi interessante pois pega na ideia dos juízos pré-concebidos que fazemos uns dos outros. E que muitas vezes são infundados. 
Quis tanto criticar este ponto no início da leitura, que não me apercebi que, muitas são as vezes que, mostramos aos outros a imagem que queremos que eles vejam de nós, por isso é normal criarmos uma ideia da maneira de ser do outro completamente diferente da verdadeira. E estas personagens não são excepção, têm problemas de percepção um do outro no início, porém assim que começam a conhecer os segredos e recantos escondidos que ambos têm, percebem que tudo não é preto e branco.


E quando alguém nos conhece verdadeiramente, será muitas vezes essa pessoa o factor motivacional para conseguir puxar a auto-estima para cima. Basta que haja esperança e confiança que tudo melhora e que somos capazes de lutar. E é a entrada destas pessoas na nossa vida que nos fazem abrir os olhos que afinal há outros caminhos a seguir e outras possibilidades. E é isto que Cam proporciona a Jo quando esta permite a entrada na sua vida pessoal.

Apesar de um início tremido, achei melhor este que o 1º da série. Há um bom equilíbrio entre o que está mal e o que está bem e as personagens Jo e Cam têm uma sintonia perfeita. Com um pouco de drama à mistura, não podia ter ficado mais do que satisfeita com o final escolhido por Samantha Young.

Citações:

“You know, the world will always try to make you into who it wants you to be. People, time, events, they’ll all try to carve away at you and make you think you don’t know who you are. But it doesn’t matter who they try to make you, or what name they try to give you. If you stay true, you can chip off all their machinations and you’re still you underneath it all.”  

“People can be … well, they can be wonderful. And sometimes, unfortunately, they can be monsters we hide from inside our homes. We worry that those monsters will find their way inside. We’re not supposed to fear that they already are inside. Your mom and dad are supposed to protect you from that. They’re not supposed to be the monster.” 

“I guess that’s the problem when you really get to know someone. You learn all their triggers and emotional buttons, and unfortunately, in times of war, you press them.” 

Classificação: 4 de 5*
 

 
 

Opinião Livro

Prodigy, Marie Lu


Título Original: Prodigy
Autor: Marie Lu
Editora: Penguin
Género: Distopia
Série: Legend #2
Páginas: 336
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Injured and on the run, it has been seven days since June and Day barely escaped Los Angeles and the Republic with their lives. Day is believed dead having lost his own brother to an execution squad who thought they were assassinating him. June is now the Republic's most wanted traitor. Desperate for help, they turn to the Patriots - a vigilante rebel group sworn to bring down the Republic. But can they trust them or have they unwittingly become pawns in the most terrifying of political games?



Na sequência da aventura de Day e June depois de fugiram das mãos da Republic, Marie Lu não desilude e apresenta-nos um enredo bastante diversificado e dinâmico que nos remete para o poderoso papel individual das personagens principais.

Este segundo livro consegue abranger mais diversidade e explorar caminhos que no anterior apenas nos remetiam para a parte Oeste do que foi os EUA, agora chamado de Republic. No início é-nos apresentado o mapa de como os antigos EUA estão agora divididos entre duas partes, a pertencente à Republic e a outra às chamadas Colonies (parte Este). E ainda fala do resto do mundo e de como ele organizou perante o isolamento da Republic.


Contudo antes das personagens principais tomaram noção da verdade sobre como é o mundo, eles tomam a decisão de unirem forças com os Patriots. Day vê como uma oportunidade de ganhar forças e voltar a ter uma boa perna, e June apenas quer um sítio em que possa ficar com Day. E assim que são apresentados ao comando dos Patriots, a única hipótese de sobreviverem é fazerem o que lhes mandam e ajudá-los a lutar contra a ditadura da Republic. Só que não será fácil para June voltar à terra onde era vista como o Prodigy, e Day não sabe se o seu papel como Legend terá verdadeiro impacto nos planos dos Patriots para ele.

Assim que o Elector Primo morre é substituído pelo filho Anden, e para os Patriots ele é pintado com um monstro. Com inexperiência e com o início da revolta do povo, Anden é visto como um alvo a abater. Assim com o treino de June e o carinho que este nutre por si, é proposto que volte para a Republic e convença Anden que o querem matar. Só que nunca imaginava que no meio do início desta guerra descobrisse coisas que vão contra tudo aquilo que lhe contaram.


Para Day saber que terá o irmão Eden de volta e que pode estar junto de Tess, não lhe custará nada assassinar Anden. E ainda mais quando começa a ver os avanços deste a June. Mas por mais enciumado que possa estar, no momento crucial acredita nela. Só que todas as revelações que esta lhe faz, deixam-no de pé atrás, e depois ver pelos seus próprios olhos a ilusão que é as Colonies, renova uma nova confiança em June. Porém a reviravolta não se faz esperar e uma pulseira é tudo o que marca o fim desta aventura.

A personagem que me tem marcado de livro para livro é June. Sinto que é uma rapariga que mostra o seu verdadeiro caracter, mostra a razão pela qual é catalogada com o prodígio da Republic. Ela tem uma mente perspicaz que consegue ver para além das entrelinhas, e fá-lo jogar a seu favor e consequentemente a favor de Day. Enquanto Day é emocional e não consegue captar rapidamente tudo à sua volta, June é a parte racional desta dupla.


A única barreira deste relacionamento foi as consequências de quando ela ainda era uma agente da Republic. E o ter de viver com isso todos os dias. Tanto ela se culpa a si mesma como ele a culpa a ela, e viver num clima de que o outro é que foi o culpado de tudo, é o mesmo que o mesmo que uma cadeira não se conseguir segurar porque lhe falta a 4ª perna.

Houve tentativa de triângulos amorosos, mas acho que a autora conseguiu ser hábil e mostrar que por muito que hajam tentações não significa que se deixem levar por elas. Este foi um dos pontos positivos que retirei do livro. Também achei importante que a autora mostre que o ambiente onde sempre fomos inseridos tem influência no nosso futuro, contudo isso não significa que quem viveu numa lixeira tenha de só conseguir viver lá ou quem viveu numa mansão não saiba viver num T1. A vida implica mudanças e o humano está apto para sobreviver a elas. E achei que a June por muito que pensasse na sua boa vida, ela pouco estava preocupada onde tivesse de viver, desde que fosse com o Day. 

Agora só falta o último livro para terminar esta série que me tem dado um prazer enorme. Mas verdade seja dita estou com medo do que para aí venha. A autora já deu uma pista mas sinceramente espero que não se concretize.
 
Citações:

“Day, the boy from the streets with nothing except the clothes on his back and the earnestness in his eyes, owns my heart. He is beauty, inside and out. He is the silver lining in a world of darkness. He is my light.”  

“You know, sometimes I wonder what things would be like if I just ... met you one day. Like normal people do. If I just walked by you on some street one sunny morning and thought you were cute, stopped, shook your hand, and said, "Hi, I'm Daniel.”

“My heart is ripped open, shredded, leaking blood. I can't let him leave like this. We've been through to much to turn into strangers.” 

Classificação: 4 de 5*