Opinião Livro

Faking It, Cora Carmack



Título Original: Faking It
Autor: Cora Carmack
Editora: William Morrow & Company
Género: NA
Série: Losing It #2
Idioma: Inglês
Páginas: 304
ISBN: 0062273264

Sinopse

Mackenzie “Max” Miller has a problem. Her parents have arrived in town for a surprise visit, and if they see her dyed hair, tattoos, and piercings, they just might disown her. Even worse, they’re expecting to meet a nice, wholesome boyfriend, not a guy named Mace who has a neck tattoo and plays in a band. All her lies are about to come crashing down around her, but then she meets Cade.

Cade moved to Philadelphia to act and to leave his problems behind in Texas. So far though, he’s kept the problems and had very little opportunity to take the stage. When Max approaches him in a coffee shop with a crazy request to pretend to be her boyfriend, he agrees to play the part. But when Cade plays the role a little too well, they’re forced to keep the ruse going. And the more they fake the relationship, the more real it begins to feel.




O 1º livro da série homónima Losing It mexeu comigo e como tal tinha de continuar a seguir o percurso dos amigos da Bliss. E se no 1º, baseava-se na virgindade de Bliss, este foca-se em Cade, e no acordo estabelecido por este e Max. Mackenzie “Max” mesmo sem conhecer de lado nenhum Cade, convence-o a fingir que é o seu namorado, e assim, apresenta aos pais a melhor versão de namorado que qualquer família gostaria de conhecer. Mas se entram nisto como num jogo depressa enveredam para outros caminhos.



Cade cansado de ser sempre a segunda escolha perante as mulheres e ser sempre visto como o “amigo”, decide a aproveitar a oportunidade de colocar em prática as suas qualidades como pessoa e como actor. Fingir para ele não é complicado, é como estar em cima de um palco, e assim que, Max lhe propõe agir como se fosse seu namorado, nem sonha que não lhe podia ter calhado melhor proposta. As raparigas por quem se costuma apaixonar são de longe diferentes da namorada falsa que arranjou, contudo isso não é nenhum entrave para transformar a mentira em realidade. E será que vai finalmente lutar por alguém?


Max é uma jovem bastante peculiar e com gosto apurado por bad-boys. Gosta-se de vestir como uma pin-up e odeia que a tratem por McKenzie, porém leva uma dupla vida. Se a busca pelo sonho de fazer carreira na música a fez viver longe dos pais, aproveitou essa oportunidade para finalmente desabrochar e mostrar o verdadeiro eu, sem ser aquela que é o protótipo da rapariga, filha, namorada perfeita. Só que os pais desconhecem o cabelo pintado, a maquilhagem, as roupas, as tatuagens e os maus exemplos de namorados que vai tendo. E quando está com eles, tem de ter novamente aquela imagem “clean”, a imagem que os faz relembrar Alex, a irmã/filha que morreu. E será que vai finalmente mostrar-se tal como é?



Claro que tem de existir entraves e deslizes, há sempre nestas histórias. Aparentemente nenhuma vida é perfeita, e se um sofre por isto, o outro sofre por aquilo. Porém no fim há orgulhos engolidos e reviravoltas. E não há muito mais a mencionar.

Eu gostei deste livro da mesma maneira que o outro, mas não teve aquele efeito click que me fizesse adorá-lo. Leu-se bem, passei um bom momento mas nada demais. O que gosto da Cora Carmack é que tem uma escrita envolvente e cativante mesmo que as histórias não sejam mais do mesmo.


Citações:

"But sometimes you don’t know what you’re looking for until it’s already knocked you flat on your back. And what was the point in living if I was only going to travel the same roads again and again?"

"I’m grateful that the past is the past, and the future is ours to make."


"The truth was . . . none of that kept people from leaving. Nothing could, if the person was determined to go. The only question was how long you were willing to chase them."


“You’re wrong. You couldn’t ruin me, because everything about you makes me better. You make me take chances and make bolder choices. You make me less concerned with being perfect and more concerned with being real. You make me want to be fearless.”


“I know you are. But fear lets us know we’re alive. It tells me that you care about what happens between us because the mind doesn’t waste time being scared about things that don’t matter.”



Classificação: 4 de 5* 

Opinião Filme

A Delicadeza






Título Original: La Délicatesse
Realizador: David e Stéphane Foenkinos
Elenco: Audrey Tautou, François Damiens
Género: Romance, Comédia
Ano Estreia PT: 2011
Classificação IMDb: 6,6 










Nathalie (Audrey Tautou) tenta reorganizar a sua vida depois da morte da sua alma gémea. De um momento para o outro, viu-se sem chão, e apesar de os outros tentarem “ajudar” a única solução foi voltar ao trabalho para tentar colocar a vida nos carris certos. Mas num momento inesperado acontece o imprevisto. Beija um subordinado e a partir daí muitas peripécias acontecem.
  


Este filme é a delicadeza. Realizado pelo autor da obra literária e pelo irmão deste, depois do livro, o filme ainda me fez ter mais noção do que a aparência de uma pessoa pode mudar completamento os comportamentos. 
Se para Nathalie esse aspecto nunca se colocou, os outros – amigos, colegas de trabalho – parecem ser os que têm a cabeça no lugar e ela é que é a maluca por se enamorar por um homem como Markus (François Damiens). Ela que é linda, que tem um emprego estável, que tem uma vida pela frente não se pode apaixonar por um homem que não lhe faz jus. E será que aos olhos dessas pessoas que aparentemente querem o “nosso bem”, não lhes fica encravado na cabeça que a noção do melhor para mim, não é a mesma que para essa pessoa?! Posso ser amiga ou filha de uma pessoa que tem uma opinião e gostos completamente diferentes dos meus, e que mesmo assim, isso não me faz de mim a melhor ou pior pessoa. Apenas que todos nós somos diferentes, logo todo o nosso percurso é necessariamente diferente. Mesmo que viéssemos todos da mesma mãe!
 E não esquecer aquela tendência que quando morre alguém que amamos, o pensamento é o seguinte, ninguém vai saber mais agir connosco nem nós vamos saber agir com os outros. Logo, se queremos levar a vida para a frente e se nessa frente nos aparece o homem mais feio do mundo, mas que pelos vistos, é o único que nos faz sentir novamente vivos, quem são os outros para nos criticarem?! A vida não é já demasiado curta para deixarmo-nos de a aproveitar?!


Achei o livro mais sarcástico e humorista. Enquanto o filme retractou com menos leveza a noção da aparência e aquilo que os outros pensam ser o melhor para nós. Ainda recordo aquilo que a melhor amiga da Nathalie metaforicamente disse, que esta só não progredia na carreira porque não queria, em jeito de dar a entender que ela deveria arranjar um homem “melhor”. 
Vejam pois vale realmente a pena.
 

Escolha da Série




Estou com um pequeno "dilema" e precisava que vocês me ajudassem. Tenho algumas séries mas ainda não me decidi a ver nenhuma, porque não ando com  grande vontade e porque tenho outras por terminar as respectivas temporadas. Infelizmente nos últimos tempos ando com o péssimo hábito de não as terminar.


Mas pretendo mudar esta situação porque para quê tê-las se não as vejo, e é aí que vocês entram. Quero que me ajudem a escolher aquela(s) que devo começar a acompanhar.  Algumas ainda não vi nada, outras já vi alguns episódios.





Agora é só sugerirem.