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Opinião Livro

One Tiny Lie, K. A. Tucker



Título Original: One Tiny Lie
Autor: K. A. Tucker
Editora: Atria Books
Género: NA
Série: Ten Tiny Breaths #2
Páginas: 266
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Livie has always been the stable one of the two Cleary sisters, handling her parents' tragic death and Kacey's self-destructive phase with strength and maturity. But underneath that exterior is a little girl hanging onto the last words her father ever spoke to her. “Make me proud,” he had said. She promised she would...and she’s done her best over the past seven years with every choice, with every word, with every action.

Livie walks into Princeton with a solid plan, and she’s dead set on delivering on it: Rock her classes, set herself up for medical school, and meet a good, respectable guy that she’s going to someday marry. What isn’t part of her plan are Jell-O shots, a lovable, party animal roommate she can’t say ‘no’ to, and Ashton, the gorgeous captain of the men’s rowing team. Definitely him. He’s an arrogant ass who makes Livie’s usually non-existent temper flare and everything she doesn’t want in a guy. Worse, he’s best friends and roommates with Connor, who happens to fits Livie’s criteria perfectly. So why does she keep thinking about Ashton?

As Livie finds herself facing mediocre grades, career aspirations she no longer thinks she can handle, and feelings for Ashton that she shouldn’t have, she’s forced to let go of her last promise to her father and, with it, the only identity that she knows.


Depois de seguirmos Kacey em Ten Tiny Breaths, chega a vez da irmã mais nova Livie ter direito ao seu tempo de antena. Só não estava à espera é que esse tempo fosse igual ao tempo de antena dedicados aos partidos políticos. Que é o mesmo que dizer, meh e dispensável.

Livie Cleary entra em Princeton como sempre sonhou. Desde nova que tem os seus objectivos bem definidos, mas para a irmã Kacey, Livie é uma bomba prestes a rebentar. E talvez por isso aceite a sugestão da irmã e comece a conversar uma vez por semana ao telefone com Dr. Stayner. Só que este não é um psiquiatra qualquer, sugere-lhe fazer coisas que a façam sair da sua zona de conforto e assim conhecer realidades para além daquela que definiu. Uma das ideias, e que a irmã Kacey ajuda de bom agrado, é beber e conhecer rapazes. Numa noite de divertimento deixa-se levar pelo efeito da bebida e é assim que conhece Ashton. 

Com dificuldades em lembrar-se da noite louca, quer riscar Ashton da sua vida, como este até sugere, só que parece que não será assim tão fácil, pois o novo rapaz que Livie conhece, Connor, é o melhor amigo e colega de casa de Ashton. Passa a vê-lo e a saber mais do que queria sobre a sua vida mas mesmo assim não consegue desligar-se dele, e claro, Ashton também não facilita as coisas pois tanto a empurra como está sempre de volta dela.

Tudo culmina na descoberta da dupla vida de Ashton e nas incertezas que Livie passa a vivênciar. O final ficou explicado e podemos entender as acções de Ashton e saber o que o estava a "prender" e em que ponto está a agora a vida Livie, mas foi tudo tão rápido, tão fácil, tão pouco realista, que não me fez esquecer os problemas sérios que tive com a leitura.

Eu queria ter gostado deste livro mas a via que a autora escolheu para ar vida à nova Livie não foi de todo a mais correcta. Não acho certo que a irmã mais velha seja instigadora para que irmã mais nova beba para se soltar mais. Nem um psiquiatra tenha um tratamento como aquele nem que esteja tão intrometido na vida de uma paciente não oficial. 

Livie devia ter encontrado um equilíbrio entre aquilo que os outros gostavam que ela experimentasse e não lançar-se logo de cabeça. Já que um dos pontos essenciais da sua personalidade foi a sua postura firme nas suas ideias, e vê-la percorrer caminhos só porque era a vontade dos outros, não me parece nada razoável. Desapontou-me como personagem, pois passou de uma aparente maturidade com os seus 16 anos em Ten Tiny Breaths para completa ingenuidade com 18 anos.

E há certos aspectos que não gosto nos livros que são traições, triângulos amorosos e amor à primeira vista. A não ser que sejam bem fundamentados e que de alguma maneira eu consiga ao longo da leitura ultrapassar esse aspecto. 
O que não aconteceu aqui, Livie desde que começa a namorar com Connor, sabe que não gosta dele e se o rapaz tenta por tudo mostrar que gosta mesmo dela, ela sente-se incomodada e sufocada?! Para uma rapariga que sempre quis estar nas boas graças das pessoas e fazer o que está certo, estar com o Connor só porque sim, não está definitivamente correcto. E se critica o lado infiel de Ashton, quem é ela para lhe dar lições de moral. Definitivamente existe um triângulo amoroso sem haver necessidade de existir, muito menos, marcado por traições.

K. A. Tucker tem uma escrita apelativa que faça com queiramos seguir a narrativa apesar do desenrolar dos acontecimentos não sejam apelativos. Tanto o triângulo amoroso como o drama do passado em volta das personagens principais não mereceram grande simpatia da minha parte, e no final só fiquei feliz por acabar de vez com a história. 
Mas não desisti desta série, pois os próximos livros são com o Cain e o Ben, que tiveram muito pouco tempo de antena em One Tiny Lie.

Citações:

“The only thing I regret is that it ever ended. And I'm the one who's jealous. Insanely so.” 

“Because you’re not a one-night girl, Irish.” (...) “You’re my forever girl.”  

“Life has a funny way of creating its own tests. It throws curve balls that make you do and think and feel things that are in direct conflict with what you had planned and don't allow you to operate in terms of black and white.”

Classificação: 2 de 5*



Oinião Livro

Finding It, Cora Carmack


Título Original: Finding It
Autor: Cora Carmack
Editora: William Morrow Paperbacks
Género: NA
Série: Losing It #3
Páginas: 233
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Sometimes you have to lose yourself to find where you truly belong...

Most girls would kill to spend months traveling around Europe after college graduation with no responsibility, no parents, and no-limit credit cards. Kelsey Summers is no exception. She's having the time of her life . . . or that's what she keeps telling herself.

It's a lonely business trying to find out who you are, especially when you're afraid you won't like what you discover. No amount of drinking or dancing can chase away Kelsey's loneliness, but maybe Jackson Hunt can. After a few chance meetings, he convinces her to take a journey of adventure instead of alcohol. With each new city and experience, Kelsey's mind becomes a little clearer and her heart a little less hers. Jackson helps her unravel her own dreams and desires. But the more she learns about herself, the more Kelsey realizes how little she knows about Jackson.


E assim termino a série de Losing It de Cora Carmack. E o que tenho a dizer é que tudo começou bem para terminar mal. Se o primeiro volume homónimo funcionou muito bem, com o bónus Garrick, o segundo já não me tinha convencido, mas este?! Este não resultou mesmo. 

Kelsey é uma rapariga que adora viver o momento, querendo com isto dizer, adora festas, alcóol, homens e viajar pelo mundo, e estes são parte dos seus planos para se conhecer como pessoa. Verdade seja que é tudo uma mentira, pois agarra-se a estas ideias de "diversão" para esconder o passado e aquilo que realmente quer.

Até aqui tudo bem, está a divertir-se na Europa com pessoas que vai conhecendo pelos lugares por onde vai passando, até que um suposto acaso fá-la conhecer Hunt/Jackson. Como é uma rapariga destemida não há qualquer problema em quer "conhecer" o rapaz. E também não há problema nenhum quando ele parece aparecer em todo o lado onde ela está. Não, até com um apelido como Hunt nem a faz ter medo, porque não devemos ter medo quando somos raparigas e andamos a viajar sozinhas...certo?! Eu sei que agora sou eu que estou aqui a divagar, o rapaz não lhe faz mal nenhum e até tem um grande propósito, mas caramba, um bocadinho mais de cuidado, não estamos num mundo onde um rapaz jeitoso não nos vai fazer mal nenhum.

Funcionou mal porque aconteceram-lhe coisas más mas no meu ver não aprendeu nada com aquilo. Fez pior, e quando entra em cena o Jackson, é tudo tão rápido e fácil de resolver, que soa a uma história que a autora só quis escrever para terminar uma trilogia. 
Se uma pessoa vive desenfreadamente para esconder os verdadeiros sentimentos negros que atormentam por dentro, quando conhece alguém que lhe dá outro significado à vida, não cai facilmente nesta esparrela, ou seja, vai caindo... e a Kelsey sempre viu o Jackson como interesse amoroso. E depois foram outras pequenas coisas que me levaram a achar a história um grande NO, NO.

Se se pinta uma personagem como a Kelsey, o resto não conjuga com ela. Não gostei porque tudo acontece numa correria, as explicações para as histórias de vida pessoais são muito fracas, grande facilidade em arranjar trabalho ou de seguir novos objectivos, e não soube tirar partido nenhum de uma das experiências que qualquer pessoa gostava de poder viver: conhecer diferentes culturas, conhecer o mundo.

Cora Carmack gostei de te conhecer como escritora mas espero que sigas o lado mais cómico e embaraçoso para os teus livros. É que escrever personagens com passados complicados não tem sido contigo.

Citações:

“The best parts of life are the things we can't plan. And it's a lot harder to find happiness if you're only searching in one place. Sometimes, you just have to throw away the map. Admit that you don't know where you're going and stop pressuring yourself to figure it out. Besides...a map is a life someone else already lived. It's more fun to make your own.”  

“Adventures don't happen when you're worried about the future or tied down by the past. They only exist in the now. And they always,always come at the most unexpected time,in the least likely of packages. An adventure is an open window; and an adventurer is the person willing to crawl out on the ledge and leap.”


Classificação: 2 de 5*




Opinião Livro

Linger: Um Amor Adiado, Maggie Stiefvater


Título Original: Linger
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Editorial Presença
Género: Fantasia
Série: Os Lobos de Mercy Falls #2
Páginas: 405
Ano Publicação PT: 2012

Sinopse

Em Shiver, Grace e Sam descobrem-se um ao outro. Agora, em Linger, terão de lutar para ficarem juntos. Para Grace, isto significa desafiar os seus pais e guardar só para si o segredo sobre o perigo que corre. Para Sam, isto significa lutar contra o seu passado como lobisomem... e descobrir uma forma de sobreviver no futuro.



Se no livro anterior suspirámos até ao último momento sobre o que aconteceria com Sam, neste ficamos semi a suspirar para saber o que se passa realmente com Grace.

Nesta continuação da série de Os Lobos of Mercy Falls passamos a acompanhar não só Grace e Sam mas também Cole e Isabelle. Portanto, estes são os narradores desta história onde, de um lado se encontram lobos e, do outro, humanos. 

Estas jovens personagens são algumas das pessoas que sabem realmente a verdade sobre o que existe na floresta de Mercy Falls. 
Isabelle tenta conciliar a nova amizade com Grace e a nova vida do irmão; Cole ainda está a tentar dominar-se e a encontrar-se no novo mundo ao qual agora pertence; Sam está a adaptar-se a uma nova realidade que ainda é assustadora, pois a temperatura pode ser sinónimo de muito; e Grace continua vivendo a sua vida como tem feito até ali, apenas com algumas adições, que a vão levar a alguns conflitos com os pais.


Mergulharmos mais no mundo dos lobisomens, das suas alterações e daquilo que parece ser a resposta para existir ou não transformação. 
Sam e companhia tentam encontrar outra resposta que seja a verdadeira para que, para uns seja tão fácil transformarem-se em lobos, enquanto outros têm mais resistência. Será que a temperatura é mesmo a resposta para tudo ou poderá existir outros factores? E será que Sam o consegue descobrir?


Apesar de ter gostado deste mundo, existiu um aspecto que pareceu interferir com a minha leitura: a escrita. Pareceu-me demasiado infantil e aborrecida, até as respostas que as personagens dão nota-se falta de criatividade, tanto que o uso do sarcasmo só me fez rir de mau que é.  Também a  simples falta de atitude, tanto de pensamento como em conversas, da maioria das personagens me fez notar que faltou dinamismo, acção e alguém que fosse positivo e com a cabeça no lugar. Foi tudo muito depressivo e apático.

A leitura é muito simples, rápida e bem morna, não me prendeu como no primeiro livro mas continuo com vontade para saber qual será o término para lobos e humanos com Forever: Um Amor Eterno.

Citações:

"Esta é uma história de amor. Nunca imaginei que existissem tantos tipos de amor, nem que o amor pudesse levar as pessoas a fazer coisas tão diferentes. Nunca imaginei que existissem tantas formas diferentes de dizer adeus."

" Não deixarei que este seja o meu último adeus. Dobrei e redobrei mil e uma memórias da minha história com Grace, e formulei um desejo. Eu hei de encontrar a cura. E, nessa altura, irei procurar Grace."

Classificação: 2 de 5*
 

  



Opinião Livro

Charade, Nyrae Dawn


Título Original: Charade
Autor: Nyrae Dawn
Editora: auto-publicação
Género: NA
Série: Games #1
Páginas: 345
Ano Publicação: 2012

Sinopse

Nineteen-year-old Cheyenne tries to portray the perfect life to mask the memories of her past. Walking in on her boyfriend with another woman her freshman year in college threatens that picture of perfection.

Twenty-one-year-old Colt never wanted college and never expected to amount to anything, but when his mom's dying wish is for him to get his degree, he has no choice but to pretend it's what he wants too.

Cheyenne needs a fake boyfriend to get back at her ex and Colt needs cash to take care of his mom, so they strike a deal that helps them both. But what if Cheyenne’s past isn’t what she thought? Soon they’re trading one charade for another—losing themselves in each other to forget about their pain. The more they play their game, the more it becomes the only thing they have that feels real.

Both Cheyenne and Colt know life is never easy, but neither of them expect the tragedy that threatens to end their charade and rip them apart forever.




Às vezes é o que dá gostar das recomendações do Goodreads. Nem sempre acerta. Este é daqueles livros que pinta as personagens de uma maneira mas no fundo não fazem nada daquilo que apregoam.

Cheyenne Marshall sofreu bastante quando era criança, a mãe nunca foi muito estável e quem acabou por ser negligenciada foi a filha. Até ao dia que a mãe desaparece da sua vida e a deixa sozinha. Depois deste trauma de infância, dedicou-se a não se deixar os outros se aproximem muito de si para não a magoarem. Mas quando apanha o namorado com outra, toma uma atitude radical e resolve que o melhor é não mostrar parte fraca e sem conhecer de lado nenhum um rapaz com tatuagens, pede-lhe que finja ser seu namorado. 

Esse rapaz é Colt, um rapaz que apesar de mostrar a carcaça de uma pessoa dura e fria, vive com o tormento da doença da mãe que está às portas da morte. Está na universidade só para agradar à mãe mas ganha dinheiro de forma ilícita. Por isso é que aceita a proposta da rapariga bonita que quer ser sua “namorada”.

Enquanto Cheyenne foi a menina popular e que tinha o namorado bonito, no fundo só para ser aceite pois ninguém a conhece realmente. Colt é o oposto, tenta não mostrar que é um rapaz bondoso mas dá a ideia que são as más lições de vida que o fazem ser da maneira que é, quando no fundo nem ele quer ser assim. Os capítulos vão alternando entre estas duas personagens e conseguimos saber o que ambos pensam e sentem, por isso, é bem fácil chegar a uma conclusão sobre o final. A suposta relação tem uma evolução rápida, quando tentam combinar a farsa depressa descobrem que tudo é afinal real.

Esta história até podia ter corrido muito bem, mas não vejo sentido nenhum quando a personagem principal é supostamente tão inalcançável mesmo para pessoas que a conhecem, e bastou aquele rapaz do nada aparecer e aceita tudo e até lhe faz aquele tipo de proposta. Combinaria muito melhor se até tivesse uma personalidade mais aberta, agora passa-se quase todo o livro a tentar perceber o porquê da Cheyenne não “acreditar” nas pessoas e ter dificuldade em se dar com elas, e reage tão bem a estranhos, é um pouco estranho.

Demasiado cliché e com uma história previsível, poderia ter dado certo não fossem alguns incongruências que a autora não soube de todo explorar. Apesar de não ter apreciado, não quero desistir da série Games, já que o seguinte é sobre o melhor amigo de Colt, Adrian e esta foi uma personagens que realmente me puxou interesse.

Citações:

“It's easier to hide in the dark...but easier to let go too.”  

“Everything’s not always black and white, Princess. Sometimes we have to do shit because there’s not another choice. Maybe you should think about that before you snub your nose at me.”

Classificação: 2 de 5*