TOP Ten Tuesday






Livros na minha TBR de Inverno


Estes são alguns dos livros que ando a adiar constantemente e que estão a ganhar algum pó e esquecimento nas minhas estantes. Ou ebooks que vão sendo ultrapassados por outros mais recentes.
Por isso espero conseguir ler os desta lista, já que o Inverno pede Clássicos e calhamaços.




















E vocês, acham que são leituras adequadas para o Inverno?

Opinião Livro

Willing Captive, Belle Aurora



Título Original: Willing Captive
Autor: Belle Aurora
Género: NA
Páginas: 199
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Delilah “Lily” Flynn is used to her drab existence. Lily’s been living it for twenty two years.
Her boring life is suddenly turned on its head when she’s rudely kidnapped from her bedroom.
Or so she thinks.

Nox Taylor is far too high up in his field to be assigned a babysitting job.
There’s nothing more he wants than to complete his mission so he can be rid of the smartass tomboy, Lily.

Day after day, Nox watches Lily and her strange ways. She’s unlike any woman he’s ever met.
Getting close to the girl is purely for her own protection…right?

Lily never imagined she’d make her first real friends in captivity.
What lengths would she go through to keep them?


Quando lemos a sinopse no Goodread ficamos logo a saber que não estamos perante um romance negro e quando navegamos por ele não está em nada ligado ao BDSM, como pode sugerir a capa. 
Foi mesmo uma grande surpresa esta leitura que alia humor a temas como o rapto, porém só lendo é que ficamos a perceber que nada é o que parece.

Lily sempre viveu bem com o lado super protetor do pai, um empresário que ao longo dos anos conquistou uma farta fortuna. O que gosta mesmo é de estar no seu quarto, o único sítio que consegue transportá-la para os mundos que os livros lhe apresentam. Bem diferente da irmã Terah que gosta de sair à socapa para festas. Só que na noite em que irmã tenta sair pela janela deixando-a a ler um livro, são ambas raptadas.

Mas este rapto tem muito que se lhe diga: foi o pai que planeou tudo para que a ameaça de matar Lily, seja finalmente desvendada. Por isso confia as filhas a seguranças privados, mas elas têm de estar separadas e ninguém pode saber do rasto delas. 
É aqui que entra Nox, o rapaz que tem de proteger e vigiar Lily, como se a sua vida depende-se disso.

Nox tem mesmo um caso bicudo à sua frente. Lily não se cala, quer saber tudo, quer falar com a família, e quer conseguir acreditar naquele rapaz. Mesmo com a simpatia de Boo e o humor espontâneo de Rocky, Lily tem sérias dificuldades em gostar de Nox. E este não nutre particular simpatia por ela. 
Mas da irritabilidade ao amor é um passo, e quando se vêem na iminência de lutarem pelo que sente, são traídos pelos inimigos.

É graças a Nox que Lily aprende o valor da vida e passa a perceber que não pode continuar a só existir. Tem de sair da sua zona de conforto e conquistar o mundo tem para lhe oferecer. Gostei desta personagem é genuína, sarcástica e confortável consigo mesma, enquanto Nox é reservado, parco em palavras e sincero. E paciente, pois para aturar tanto choro da rapariga, é preciso sê-lo. 
Conjugam bem num romance que vai crescendo, entre situações hilariantes e inocentes, para o momento que dita a reviravolta.

Entreguei-me completamente às cegas nesta leitura e fiquei tão surpreendida, não estava mesmo à espera que o factor surpresa fosse a grande conquista deste livro. Duas personagens que não tiveram qualquer dificuldade em admitir o que estava mesmo ali à acontecer, perceberam que gostavam um do outro, quiseram lutar por isso e não fizeram nenhum drama à volta disso, enquanto envolvidos numa situação bem estranha. Mesmo a profissão de Nox podia ser usada como desculpa para dificultar o namoro, não o vi por um momento, reticente ao que sentia e ao que devia lutar. E a parte final foi de partir o coração mas foi tão genuíno e tocante que valeu novamente pela surpresa. E graças a esse amor que nasceu de carinho e respeito, que o final teve aquela beleza.

Não devemos levar à letra as sinopses nem as capas dos livros, pois se assim fosse, teria perdido uma história divertida e encantadora. Bella Aurora conquistou-me com a série Friend-Zoned e com este veio confirmar e cimentar um lugar nos meus autores preferidos.

Citações:

“Most content People don't have the best of everything. They just make the best of everything they've got.”  

“Words hold power. They can bring you from the lowest low to an ultimate high in a matter of moments, and just the opposite, too”

“That one person everyone looks for. They search and search, and some die trying to find ‘em. And when you finally meet them, something inside of you says “Oh, there you are. I’ve been looking for you. And I didn’t even know it.” 

Classificação: 4 de 5*

Opinião Livro

Scarlet, Marissa Meyer



Título Original: Scarlet
Autor: Marissa Meyer
Editora: Puffin Books
Género: Distopia
Série: The Lunar Chronicles #2
Páginas: 452
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Cinder, the cyborg mechanic, returns in the second thrilling installment of the bestselling Lunar Chronicles. She's trying to break out of prison--even though if she succeeds, she'll be the Commonwealth's most wanted fugitive. Halfway around the world, Scarlet Benoit's grandmother is missing. It turns out there are many things Scarlet doesn't know about her grandmother or the grave danger she has lived in her whole life. When Scarlet encounters Wolf, a street fighter who may have information as to her grandmother's whereabouts, she is loath to trust this stranger, but is inexplicably drawn to him, and he to her. As Scarlet and Wolf unravel one mystery, they encounter another when they meet Cinder. Now, all of them must stay one step ahead of the vicious Lunar Queen Levana, who will do anything for the handsome Prince Kai to become her husband, her king, her prisoner.

A continuação da série Crónicas Lunares apresenta-nos mais uma personagem do mundo de fantasia que nos é dado a conhecer quando somos mais novos: a Capuchinho Vermelho.  
 Marissa Meyer continua assim a explorar personagens, que encantam crianças e adultos, em versões bem alternativas.

Em França é nos dada a conhecer Scarlet Benoit, uma jovem de 18 anos, que está completamente desesperada pelo desaparecimento da sua avó. Sentindo-se sem chão depois de ver a inactividade da polícia sobre o desaparecimento da mulher que cuidou de si desde que o pai a abandonou, pensa em alternativas para conseguir encontrar a sua avó. Mas não esperava que um estranho e inquietante rapaz pudesse ter algumas respostas e maneira de saber onde está a sua familiar.

Só que no meio das buscas descobre que a sua avó não era bem quem pensava e que são vários os segredos que sempre escondeu. Apesar de não confiar a 100% em Wolf, deixa-se levar pelos seus instintos animais e conseguem chegar ao local que será a derradeira surpresa para Scarlet. Conseguirá voltar a confiar em quem sempre cuidou de si e agora confiar naquele rapaz que a ajudou a descobrir as verdades?

Paralelamente vamos conhecendo Scarlet e continuando com Cinder. Esta tenta arranjar maneira de fugir da prisão e de não ser entregue à Rainha Levana, só não contava ter de levar consigo o "Capitão" Thorne. Juntos consegue causar o caos mas finalmente alcançam o seu objectivo: resgatar Scarlet.

Sendo esta uma continuação pensava gostar mais de ler as partes da Cinder, mas para dizer a verdade ela foi a personagem que mais me irritou. 
A ideia de não querer usar o seu poder mas saber que é a sua única maneira de poder fugir e escapar ilesa, deixa um pouco a desejar. Podia notar-se que ainda não está completamente confortável com aquela decisão, mas não é preciso estar sempre a dar a ideia de tem um coração tão bom que não faz mal a ninguém. Porque se ela se quer safar é claro que tem de usar o seu dom, não há mal nenhum nisso. E depois para alguém que gosta tanto de ajudar, e notou-se uma certa simpatia no livro anterior, não a senti nada receptiva e calorosa neste, até tive pena do Thorne.

Contudo notou-se que a autora quis dar mais acção e frenesim à narrativa, tanto com as fugas de Cinder e Thorne, como com a construção que faz da personagem Scarlet, sempre em alerta e pronta para a o ataque, juntando-a ao predador Alpha Wolf. Sendo este a surpresa da história, pelas suas atitudes inesperadas. Outro aspecto engraçado é que a Scarlet lembrou-me a Red, personagem da série Once Upon a Time, talvez a autora se tenha inspirado por lá.

Não foi uma leitura fantástica mas conseguiu desenvolver a continuação ao pegar nas pontas soltas do primeiro livro da série Crónicas Lunares. Aos pontos de vistas de Cinder e Príncipe Kai, junta-se Scarlet e Wolf. É fácil perceber a interligação entre as várias personagens pois Marissa Meyer, não deixou escapar nenhum detalhe, mesmo que estas estejam espalhadas pelos vários pontos do globo. Talvez o meu único senão é a ideia de querer construir personagens femininas ferozes que caiem no limbo de serem rudes e pouco humildes.

Citações:

“We met less than a week ago and in that time I've done nothing but lie and cheat and betray you. I know. But if you give me a chance...all I want is to protect you. To be near you. For as long as I'm able.”  

“I knew they would kill me when they found out, but…” He struggled for words, releasing a sharp breath. “I think I realized that I would rather die because I betrayed them, than live because I betrayed you.”


Classificação: 4 de 5*

Música da Semana







Ouvi esta música pela primeira vez numa peça de dança contemporânea no programa So You Think You Can Dance e fiquei tanto apaixonada por aquela interpretação como pela escolha musical, que tinha de a partilhar.



Friday Finds








A rubrica do Should Be Reading volta para mais uma semana, para vos apresentar os livros que "encontrei".
Estes são alguns dos que me chamaram a atenção e que posteriormente adicionei à minha lista To Be Read.








Já se perderam nas leituras de algum destes livros?


Opinião Livro

Mil Sóis Resplandecentes, Khaled Hosseini


Título Original: A Thousand Splendid Suns
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Editorial Presença
Género: Romance
Páginas: 328
Ano Publicação PT: 2008

Sinopse

Há livros que se enquadram na categoria de verdadeiros fenómenos literários, livros que caem na preferência do público e que são votados ao sucesso ainda antes da sua publicação. Há já algum tempo que se ouvia falar de Mil Sóis Resplandecentes, do afegão Khaled Hosseini, depois da sua fulgurante estreia com O Menino de Cabul, traduzido em trinta países e agora com adaptação cinematográfica em Portugal. A verdade é que assim que as primeiras cópias de Mil Sóis Resplandecentes foram colocadas à venda, o romance liderou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Noruega, Nova-Zelândia e África do Sul, estando igualmente muito bem classificado no Brasil e em França. A própria Amazon americana afirmou que há muito tempo não tinha visto um entusiasmo tão grande a propósito de um livro. Devido ao elevado número de encomendas, nos Estados Unidos, foram realizadas cinco reedições ainda antes do livro chegar às livrarias e na primeira semana após a publicação, já tinham sido registadas um milhão de cópias em circulação. É pois um caso verdadeiramente arrebatador que combina preferências populares potenciadas pelo efeito de passa-palavra às melhores críticas internacionais. Confirmando o talento de um grande narrador, Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime taliban, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reacções de poder excessivo e impunidade. 



Há livros que simplesmente têm o poder de mudar a imagem e percepção que fazemos de um certo país e/ou povos como os muçulmanos. Afinal o que eu apenas conheço, que verdade seja dita sem conhecer bem, é a história recente, não a verdadeira história de um povo que podia ter melhores condições de vida, senão fossem as constantes invasões de outros países ou ideais, que lhes dão ainda mais motivos para se revoltarem.

Como pano de fundo Cabul, é nos dado a conhecer a história de vida de duas mulheres de gerações e vivências bem diferentes. 
Mariam sempre viveu excluída da sociedade, filha bastarda de um homem importante, conheceu a dura realidade de vida, quando aos 15 anos sofre uma forte reviravolta. Apercebeu-se de como é verdadeiramente o pai como pessoa, perdeu a mãe e casou com um homem mais velho que não conhecia de nenhum lado. Já Laila, uma jovem a quem a vida prometia tanto e vizinha de Mariam, despede-se do amor da sua vida, perde a casa e os pais e aceita casar com o marido de Mariam, Rashid, para dar pai à criança que traz no ventre. 
Diferenças não só ao nível do crescimento como no trato que o marido passa a dirigir a cada uma.

Se vamos vendo com a passagem dos anos as transformações que o Afeganistão sofre, vamos descobrindo o papel que a mulher detém naquela sociedade. Se por momentos vemos que as mulheres podiam vestir-se sem terem de usar obrigatoriamente burca ou que podiam continuar os estudos, depois da chegada de novos ideais ao poder passam a representar o papel de submissão, obediência e de completa posse pela parte do marido/pai/irmão, homem no geral. A mulher passou a ser vista única e exclusivamente como um objecto.

Por estar na óptica feminina não é difícil colocarmo-nos no papel daquelas mulheres. São mais do que muitos os pensamentos que fluem ao lermos certas passagens, como o diferente papel das mulheres comparada com o das ocidentais. Mas se este aspecto nos chama logo à atenção, a violência, a intolerância, o sofrimento, a coragem, são afinal características bem comuns às mulheres no geral. E se temos por base odiar outra mulher, sejam por quais forem os motivos, este livro mostra que é na condição de nos unirmos que somos mais fortes. Quando nos deixamos de comparações e passamo-nos a ver como iguais, há uma solidariedade feminina sem igual. Afinal o amor e amizade podem crescer onde menos se espera, e são eles as grandes motivações para continuar a lutar e fazer o que está certo.

Entrelaça a História do Afeganistão com a história de vida de duas mulheres que tiveram de crescer cedo de mais para uma dura e fria realidade. Não só a guerra rouba, mas também o papel dos extractos sociais são muitas vezes os agentes activos para não concederem a dignidade a quem a merece. Mariam, Laila e Tariq são os rostos ficcionais de muitas histórias verídicas.
Com uma escrita simples, motivadora e verdadeira, Khaled Hosseini ganhou uma forte admiradora.

Citações:

"Aprende já isto e aprende bem, minha filha: assim como a agulha de uma bússola aponta para o Norte, também o dedo acusador de um homem encontra sempre uma mulher. Sempre." 

"Os rapazes apercebeu-se ela, tratavam a amizade da mesma maneira que o Sol: a sua existência era indiscutível; e o seu fulgor desfrutado de preferência sem ser directamente contemplado."

"Laila, minha querida, o único inimigo que um afegão não consegue derrotar é ele próprio."

Classificação: 5 de 5*
 



Friday Finds




Depois de umas semanas sem apresentar esta rubrica do Should Be Reading, volto com ela novamente.

Apresento-vos os livros que durante as últimas semanas adicionei à minha lista TBR (To Be Read).
Uns fiquei curiosa por recomendações, outros pelas sinopses.








Conhecem algum destes livros?