Top Ten Tuesday



Livros que estão na minha lista a ler neste Outono


Nem sempre me é possível realizar este desafio, por falta de tempo ou por não me interessar muito o tema, mas esta semana quis fazê-lo mais por motivação. 
Quero realmente ler estes livros neste Outono, e não, adiá-los uma vez mais para outra estação.

1. 


2.


3.


4.


5.
 

6.


7.


8.


9.

 
 10.



Aceitam-se sugestões para livros mais outonais.


Opinião Livro

Dei-te o Melhor de Mim, Nicholas Sparks



Título Original: The Best of Me
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Editorial Presença
Género: Romance Contemporâneo
Páginas: 304
Ano Publicação PT: 2011

Sinopse

Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?



Gosto bastante dos livros do Nicholas Sparks, contudo preciso de os ler com algum tempo de intervalo, pois a verdade é que a sua fórmula começa a estar gasta. E este livro tinha um elemento cativante: dois ex-namorados que se reencontram. Só que este grande factor não serviu para apelar às minhas emoções.


Há pessoas que nos marcam, e para Dawson e Amanda, o amor que viveram quando eram adolescentes ainda permanece gravados nas suas memórias. Dawson apesar de ter escapado da sua terra natal e vivido numa plataforma petrolífera, nunca pensou em ter outra mulher, enquanto Amanda construiu família. Quando um velho conhecido de ambos morre voltam a reencontrarem-se passados 20 anos.


Podem passar anos que não vemos pessoas que conhecemos, contudo existem algumas que passam pela nossa vida e que quando as reencontramos, essa passagem do tempo é rapidamente esquecida, pois parece que tudo continuou igual. São pessoas que deixam a sua marca e intensificam a amizade e o amor. Também é importante destacar que independentemente do rumo separado que tomamos, demos o melhor de nós, e são esses aspectos que ficarão gravados na memória de quem recebeu e deu. Só que a química deste casal foi tão pouco palpável que estragou o reavivar das memórias e das sensações que só o amor da nossa vida pode despertar.


É raro o livro que avanço páginas e é muito raro auto-sploirar-me, mas a culpa foi do autor. Mas que mania é esta agora de colocar pensamentos de outras personagens, para além das principais, no meio da narrativa?! Não achei piada nenhuma, e se não tinha conseguido lidar com o Kevin d' Um Refúgio para a Vida, neste não consegui suportar as passagens com os tresloucados irmãos Abee e Ted. Foi demasiada loucura para tão pouco tempo, pois basicamente tudo acontece em poucos dias. 

Senti que a história tinha tanto potencial, não digo que tivesse um final realmente feliz, que seria eles ficarem juntos, mas não aquele. Acho que até o próprio autor quer tanto afastar-se das suas raízes literárias que depois estraga tudo. A escrita foi do mais simples e os procedimentos só serviram para querer acelerar com a leitura, o que culminou em não ter lido parte do meio e ter avançado rapidamente para o seu fim.

Citações:

"«Tomei a decisão certa?» 
« Não sei. Existia imensa magia  entre os dois, isso é inegável. E a magia dificulta o esquecimento.»"

Classificação: 3 de 5*
 

 

Retalhos de uma Leitura Conjunta





Questões:

1. Lydia com a sua fuga colocou a família Bennet numa posição delicada. Achas que ela reflectiu sobre isso? E o que pensas do papel de Wickham nesta história toda?
Já percebi que detestas-te a Lydia, mas não o consegui fazer, pois é bem compreensível o comportamento dela. Ela é muito imatura mas também o é pois os pais sempre lhe permitiram sê-lo, e nunca mediu nem as palavras nem as suas acções, pois nunca era severamente castigada. E sobre Wickham ainda não consegui perceber o que ele pretendia com a fuga com Lydia, já que ela posses não tinha e ele não estava apaixonado. Apesar de percebermos do calculismo dele em toda a história, isto foi a única coisa que não consegui descortinar. Pois a proposta de Mr. Darcy só chega depois...

2. O Sr. Bennet reagiu de forma severa ao comportamento de Lydia. Porém quando recebeu em casa o jovem casal facilmente se derreteu perante o comportamento de Wickham ao ponto de no fim o considerar o genro preferido. Isto fez sentido para ti?
Nada mesmo e preferi-lo ao Mr. Darcy ou Mr. Bingley, ainda menos. E tendo em conta que ficou a saber a verdadeira natureza de Wickham e de como Mr. Darcy mexeu os cordelinhos, não fez qualquer sentido afirmar isso, pois basicamente o homem foi intimado a casar com a sua filha. Acho que deveria ter mostrado continuamente uma certa reserva para com Wickham, apesar da filha estar casada com ele.

3. Finalmente, Elizabeth reconhece os seus sentimentos por Mr. Darcy. O que é que pensas acerca deste tardio reconhecimento, depois do homem quase rastejar atrás dela?
Elizabeth passou a vê-lo de maneira mais clara com o passar dos dias, acho que a carta que Mr. Darcy lhe entrega é o grande safanão que lhe abre os olhos para a injustiça de caracter que está a cometer. Eu prefiro que haja reconhecimento tardio que nenhum, e ao analisar as atitudes e boas recomendações que lhe foram sendo feitas sobre Darcy, percebeu que afinal não tinha nada contra ele. Contudo acho que o orgulho de Elizabeth lhe toldou demais a mente que outra coisa, pois mostrou que queria que fosse ele a declarar novas atenções depois de o ter dispensado.

4. Acho que já era esperado este happy ending! Esteve de acordo com as tuas expectativas?
Para quem viu o filme primeiro, já sabia que o final do livro não é nada semelhante ao do filme, mas preferia um capítulo inteiramente dedicado ao casal feliz, e não um a falar da vida dos outros. 
Fico satisfeita por ver que ambos conseguiram ultrapassar as suas diferenças mas bastante admirada com a atitude de Elizabeth no meio disto tudo. Então a rapariga queria que fosse ele a abordá-la primeiro, apesar de compreender as reservas deste em não o fazer. Acho que ao ter-lhe agradecido a sua ajuda no caso da irmã, não significa que ela tenha dado o primeiro passo, pois como é que queria que Mr. Darcy a fosse interpelar depois do que lhe disse?! Era mais do que normal o medo em abordá-la, e como ele lhe diz "porque você se mantinha grave e silenciosa e não me deu qualquer encorajamento." Basicamente ela queria que ele rastejasse por ela, e surpreendeu-me esta atitude de uma mulher que dá a ideia de ser prática e muito pouco dada aos romantismos.

Questões levantadas pela a Silvana do Por detrás das palavras da leitura conjunta do livro


Retalhos de uma Leitura Conjunta




[Já chega atrasado mas cá estão dois desafios finais]


Desafio 6:

Foca-te nas personagens principais. Para cada uma delas escolhe um adjectivo que aches capaz de descrever a personalidade deles.

Elizabeth Bennet:
Preconceituosa - Para mim ela foi a que mostrou mais preconceito em toda a história, afinal mostrou claramente que as atitudes da sua família não lhe eram indiferentes mas sim vergonhosas. Para quem atira tanto à cara dos outros, é preciso ter lata.

Mr. Darcy: 
Cauteloso - Acho que a conduta deste homem em relação a Elizabeth sempre foi muito cautelosa pois a timidez e incapacidade de saber reagir a emoções desconhecidas levaram-no a uma maior reserva.

Mr. Collins: 
Mesquinho - Eu bem queria arranjar um melhor adjectivo para caracterizar esta espécie de homem, mas este também se aplica a alguém que tem uma visão muito limitada, e que transmite uma aparência de pessoa acanhada mas no fundo é bem mais vil do que aquilo que deixa transparecer.

Jane Bennet:
Ingénua - Para uma pessoa que acredita sempre nos outros e em tudo, não é preciso perceber a sua natureza pura mas que é demasiado influenciável.

Mr. Bingley:
Cobarde -  O amigo Darcy até lhe podia ter dado a sua opinião sobre o assunto Jane, mas ele como homem apaixonado, deveria ter seguido a sua vontade e intuição, e ter tirado conclusões por si próprio.

Wickham:
Calculista - Procedeu sempre por interesse, mesmo para manifestar a Elizabeth as suas ideias sobre Darcy. Até quando casou com Lydia, só quando existiu dinheiro envolvido e dividas pagas, é que decidiu casar-se.

Lady Catherine: 
Condescendente - Ao sentir-se superior sempre mostrou a Charlotte e a Elizabeth como as mulheres devem proceder, e ainda, com pessoas de baixa educação não devem esperar senão altivez de quem lhes está naturalmente a cima na sociedade.

Mrs. Bennet: 
Frívola - Nunca vi mulher para mudar tanto de opinião em tão pouco espaço de tempo. Jesus, tudo o que saia da sua boca era um atentado a quem a ouvia. Não admira que a filha Lydia seja como é.

Mr. Bennet:
Permissivo -  Deu tanta liberdade às filhas que sofreu as consequências do seu comportamento de pai pouco firme e sem pulso naquela casa.



Desafio 7:

Uma frase que te marcou...

"A perda da virtude numa mulher é irreversível; um só passo em falso acarreta uma série de desgraças sem fim; a sua reputação não é menos frágil que a sua beleza; e uma mulher nunca será demasiado cautelosa para com as pessoas do sexo oposto, especialmente para aquelas que não merecem a sua confiança."

(Dito por Mary a Elizabeth sobre o assunto da semana na família Bennet, Lydia e Wickham. pg. 210/11)








Opinião Livro

Champion, Marie Lu


Título Original: Champion
Autor: Marie Lu
Editor: Putnam Juvenile
Género: Distopia
Série: Legend #3
Páginas: 384
Ano Publicação: 2013

Sinopse

He is a Legend.

She is a Prodigy.

Who will be Champion?


June and Day have sacrificed so much for the people of the Republic—and each other—and now their country is on the brink of a new existence. June is back in the good graces of the Republic, working within the government’s elite circles as Princeps-Elect, while Day has been assigned a high-level military position.

But neither could have predicted the circumstances that will reunite them: just when a peace treaty is imminent, a plague outbreak causes panic in the Colonies, and war threatens the Republic’s border cities. This new strain of plague is deadlier than ever, and June is the only one who knows the key to her country’s defense. But saving the lives of thousands will mean asking the one she loves to give up everything.

With heart-pounding action and suspense, Marie Lu’s bestselling trilogy draws to a stunning conclusion.




Já lá vá o tempo que terminei a série Legend, mas só agora tive oportunidade de me debruçar sobre um dos melhores finais de uma saga. Aprecie bastante o facto de a autora trabalhar o que vinha do anterior e não inventar mais nada, que depois iria ficar em águas de bacalhau, só para ter mais história.

No livro Progidy sabemos a verdadeira razão de Day querer seguir um novo rumo sem June. Só ele o sabe e abusa dos artefactos da mágoa da morte da mãe e do irmão para que faça sentido a June este afastamento. 
Nesta derradeira aventura, decorrem 8 meses, Day batalha diariamente contra a sua doença, com a adaptação do irmão Eden e ainda trabalha para a Republica. Já June segue os passos para se tornar a sombra do jovem Elector Anden e foi a sua qualidade como génio, que serviu para o aconselhar devidamente. Quando Day e June se reencontram sabem que as suas qualidades individuais não podem ser desperdiçadas, mas como aliados ainda menos. Ele é uma lenda, ela um prodígio e há que lutar para conseguirem triunfar.

A personagem para mim mais constante, mais determinada e perspicaz em toda a série foi June. Ela não só conseguia perceber-se enquanto pessoa, como conseguia “escutar” o ambiente que a rodeava. E fê-lo tão bem que sempre conseguiu separar o que é mais importante para si daquilo que os outros esperavam de si. Com Day, eu tive algumas dificuldades em lidar, pois sempre achei que era um pouco inconstante em relação ao que sentia sobre a June. Acho que por muito que associasse June às mortes da sua família, os valores que nos são incutidos numa sociedade são mais fortes do que muitas vezes os critérios morais. Apesar dele não ter morto ninguém, também necessitou de roubar ou tomar medidas extremas para sobreviver, e para isso, teve de pôr de lado a sua moralidade, tal como June o fez.

Se as personagens principais eram fulcrais nesta série, também foi bom ver que as personagens secundárias mereceram destaque. Thomas, Metias, Tess e Anden, que provavelmente foi a grande surpresa, foi-lhes dado a oportunidade de se redimirem e mostrarem com que armas se luta por aquilo que acreditam. 
Contudo não posso falar só das personagens, pois a autora não só trabalha a sociedade da Republica como incide sobre outras nações, e foi bom sentir uma maior diversidade de pensamentos, objectivos e alianças. Nem tudo é mau mas nem tudo é fantástico. E ver ainda que certos temas como a  homossexualidade também foram abordados, apesar de pouco aprofundado, mas conseguiu dar um lamiré do que se passava.


Sobre o final, mil questões podemos levantar sobre a amnésia e sobre a maneira como todos os que rodeiam Day resolveram lidar com a questão. Se ficou interessante o passar dos anos? Sim, mas acho o irmão do Day deveria ter tido um papel predominante para que existisse um reencontro, pois para quem sofre com amnésia várias lacunas ficam por responder, assim como, existe uma ânsia de querer saber o que se passou, e ninguém melhor do que June para lhe tirar todas as dúvidas. E tendo em conta o amor que Day sempre mostrou pelo Eden, este reencontro programado poderia ter significado um obrigado. Por isso, um pouco mais de páginas talvez tivessem resolvido o problema e tirado do caminho anos de incógnita para ambos os lados.

Esta série conseguiu satisfazer, por mim dou-lhe mesmo um Satisfaz Bem, pois pensando no todo a autora conseguiu fechar a narrativa com dignidade e deixar uma mensagem de esperança de final feliz.

Citações:

“It hurts every day, the absence of someone who was once there.” 

“Sometimes, the sun sets earlier. Days don’t last forever, you know. But I’ll fight as hard as I can. I can promise you that.” 

“Then Day reaches out and touches my hand with his. He encloses it in a handshake. And just like that, I am linked with him again, I feel the pulse of our bond and his- tory and love through our hands, like a wave of magic, the return of a long-lost friend. Of something meant to be. The feeling brings tears to my eyes. Perhaps we can take a step forward together.

“Hi,” he says. “I’m Daniel.”
“Hi,” I reply. “I’m June.” 

“I’ve been searching a long time for something I think I lost.
I felt like I found something when I saw you back there.”

Classificação: 4 de 5*
 

 

Música da Semana







Ando numa semana que só me apetece dançar e quem melhor do que a artista que apresento na música que se segue. Adoro esta mulher, ainda não a vi ao vivo, mas mesmo assim não deixa de me conseguir cativar, para me abanar, quando a oiço.