Opinião Livro

Alienated, Melissa Landers



Título Original: Alienated
Autor: Melissa Landers
Editora: Disney Hyperion
Género: Fantasia
Série: Alienated #1
Páginas: 259
Ano Publicação: 2014

Sinopse

Two years ago, the aliens made contact. Now Cara Sweeney is going to be sharing a bathroom with one of them.

Handpicked to host the first-ever L’eihr exchange student, Cara thinks her future is set. Not only does she get a free ride to her dream college, she’ll have inside information about the mysterious L’eihrs that every journalist would kill for. Cara’s blog following is about to skyrocket.

Still, Cara isn’t sure what to think when she meets Aelyx. Humans and L’eihrs have nearly identical DNA, but cold, infuriatingly brilliant Aelyx couldn’t seem more alien. She’s certain about one thing, though: no human boy is this good-looking.

But when Cara's classmates get swept up by anti-L'eihr paranoia, Midtown High School suddenly isn't safe anymore. Threatening notes appear in Cara's locker, and a police officer has to escort her and Aelyx to class.

Cara finds support in the last person she expected. She realizes that Aelyx isn’t just her only friend; she's fallen hard for him. But Aelyx has been hiding the truth about the purpose of his exchange, and its potentially deadly consequences. Soon Cara will be in for the fight of her life—not just for herself and the boy she loves, but for the future of her planet.




Suscitou-me a curiosidade devido ao burburinho que começou a existir no início do ano, e como tal, não quis perder pitada e experimentar ler sobre Aliens.



Cara Sweeney tem a sua vida completamente sob controlo, depois de a mãe vencer a luta contra o cancro, não há nada que a faça desistir de ser uma grande jornalista. Nem que para isso, aceite ser moeda de troca entre a Terra e L’heihr, aliens de outro planeta que ajudaram a sua mãe a ficar curada. Uma boa plataforma para a catapultar para o mundo do jornalismo é usar o seu blog para divulgar a vida do estudante L’eihr, que terá de viver consigo, e de toda a sua comunidade.

Aelyx é o jovem que chega à Terra pronto para não se adaptar. Primeiro é frio e difícil de conviver, mas depressa os efeitos de Cara para o fazer sentir bem e aceite começam a surtir resultado. Pois todo o objectivo inicial que tinha depressa passa a ser substituído por emoções que não sabia que podia conter e que nunca tinha experienciado, porém que o fazem sentir bem consigo mesmo e o mesmo se nota na família da Cara. Mas em especial nesta, é uma amiga que começa a confiar e gradualmente começa a sentir necessidade de experimentar outras coisas com ela, e quando dá por isso, são namorados contra os manifestantes que querem ver os L’heihr fora do planeta Terra.

Grupos xenófobos que não só tentam assustar Cara, como vai crescendo de dia para dia a violência e a intolerância. Só que o que aterroriza as pessoas na Terra é não saberem o que podem contar com esta raça que fez contacto com a Terra há dois anos. Aparentemente são parecidos com os humanos, estão extremamente bem dotados em tecnologia, e é graças à desvalorização das emoções que dão mais atenção ao saber, conseguindo aprender facilmente tudo o que seja preciso saber sobre a Terra ou qualquer outro assunto. Para além de terem a habilidade de telepatia entre os seus, não têm umbigo nem pêlos faciais. Só que os humanos desconfiam que eles possam querer algo em troca e que os vão sujeitar a algo mau, e é neste aspecto que, Cara e Aelyx se vão apoiar mutuamente para tentar manter a paz e serenidade entre os da sua espécie.


Cara foi uma personagem que me surpreendeu, devido ao facto de se impor perante qualquer situação e não deixar que as opiniões dos outros pudessem influenciar a sua maneira de pensar, e mais importante, aquilo que ela própria acredita. Sofreu bem na pele o que foi proteger e simpatizar com o alien Aelyx, pois todos os amigos e aqueles que a conheciam, de repente deixaram de a ver da mesma forma. E não só ela começou a sofrer represálias assim como os seus pais.


Também gostei que o livro soube falar de intolerância e da maneira como devemos proceder a este aspecto que tem o defeito de toldar mentalidades. Todos nós temos medo do desconhecido e de mudanças, mas para que a vida prossiga muitas vezes temos de traçar essa linha do medo para conquistarmos na vida. E este livro mostra que lá por desconhecermos o que é diferente de nós, não significa necessariamente que é mau e prejudicial. Se de um lado temos o preconceito mostrado pela Terra, do outro orgulho de quem é mais poderoso e sabedor, na pele dos L’heihr. E Cara a tentar ser a ponte de tolerância entre estes dois mundos.


Não faltaram momentos de humor e românticos, assim como, assuntos sérios como o futuro do planeta Terra. Contudo, a autora soube servir-se da personalidade das personagens principais para jogar os seus trunfos neste livro de ficção científica à moda YA.
 

Citações:

“How can we understand what we’ve never experienced and adapt without making mistakes?”

“I don't like the way he looks at you."
"How does he look at me?"
"Like he wants to dock his ship inside your spaceport."
"You've cracked.”

 “To be honest, I don't know what qualities you ever saw in him. I can tell why he chose you, but-"
"Oh yeah?" Cara's spirits lifted as she sensed a compliment coming on. "Why do you think he chose me?"
"It's obvious." He swept a hand to indicate her loose curls. "Your long, shiny hair, healthy skin, and bright eyes show that you're well-nourished."
"Uh, thank you?"
"I'm not finished."
"Go on then."
"You're clearly intelligent." Then he felt the need to add, "For a human."
"Gee. That's so sweet."
"But Eric was probably most attracted to your wait-to-hip ratio." For a split second, Aelyx resembled a human boy as he leaned back and peered at her caboose. "Hips of that width are likely to pass life offspring without complication."
Cara nearly swallowed her own tongue. She didn't have big hips did she?”

Classificação: 4,5 de 5*


Curtas Novidades Adaptações



Trash



No Brasil três jovens vivem numa lixeira e quando encontram uma carteira com instruções para encontrar um tesouro, vêem numa jornada onde encontram inesperadamente seguidos pela polícia e corrupção.
Com Rooney Mara, Martin Sheen e os brasileiros Wagner Moura e Selton Mello, estreia mundialmente em Outubro.




Miss Julie



Com Jessica Chastain e Colin Farrell nos principais papéis, é baseado na peça escrita por August Strindberg.
A história fala sobre a filha de um aristocrata, que encoraja um criado a seduzi-la durante uma noite de Verão, em 1890.
A estreia em Portugal está marcada para 6 de Novembro.




Horns




Baseado no livro de fantasia negra de Joe Hill, segue a vida de jovem que utiliza os recém adquiridos cornos para descobrir quem matou a sua namorada.
Com Daniel Radcliffe e Juno Temple e realizado por Alexandre Aja, tem estreia marcada para o Halloween nos EUA.




Rosewater




Realizado por Jon Stewart, esta adaptação é baseada nas memórias de Maziar Bahari e Aimee Molloy, que incide sobre um jornalista (Gael Garcia Bernal) a ser brutalmente torturado ao ser interrogado, depois de detido no Irão.
Estreia prevista para Novembro de 2014.




The Hunger Games: Mockingjay -  Part I




Enquanto não chega o trailer, saiu ontem o poster de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) que se juntam aos já revelados de Peeta (Liam Hemsworth) e Cressida (Nathalie Dormer), e ainda da President Alma Coin (Julianne Moore) e Haymitch (Woody Harrelson).
O filme tem estreia marcada para 27 de Novembro em Portugal.





 Qual destes já leram o livro e querem mesmo ver o filme?





Friday Finds




Estas são as minhas escolhas desta semana em conjunto com as da semana passada, em que vos mostro os livros que passaram a contemplar a minha lista TBR. 
Alguns deles devem-se a recomendações feita por "amigos" no Goodreads.
Esta é uma rubrica original do Should Be Reading.







Se já leram algum, qual a vossa opinião?


Opinião Livro

Amy and Roger Epic's Detour, Morgan Matson



Título Original: Amy and Roger Epic's Detour
Autor: Morgan Matson
Editora: Simon & Schuster Books
Género: YA
Páginas: 310
Ano Publicação: 2010

Sinopse

Amy Curry is not looking forward to her summer. Her mother decided to move across the country and now it's Amy's responsibility to get their car from California to Connecticut. The only problem is, since her father died in a car accident, she isn't ready to get behind the wheel. Enter Roger. An old family friend, he also has to make the cross-country trip - and has plenty of baggage of his own. The road home may be unfamiliar - especially with their friendship venturing into uncharted territory - but together, Amy and Roger will figure out how to map their way.



A minha curiosidade foi aguçada depois de saber que este livro aborda não só uma road trip como fala de música, e sendo estes factores que adoro na minha vida, lá fui à descoberta.

Amy Curry está de partida da Califórnia, onde viveu com a família, para agora abarcar numa nova aventura no Connecticut, onde terá a mãe à sua espera. Se antigamente vivia numa casa feliz, há três meses que não vê a mãe e o irmão, e com o mesmo tempo se despediu para sempre do pai.


Depois de alguns contratempos para seguir viagem até Connecticut, mãe de Amy arranja uma nova solução e diz-lhe que irá com Roger, o filho de uma amiga sua. Era suposto Amy conhecer o rapaz com quem teve algum tipo de convivência na infância, porém quando este lhe aparece à porta, o medo de seguir viagem com um “desconhecido” desaparece momentaneamente para passar a ter dificuldade em reagir com alguém interessante.


A ideia inicial seria passar quatro dias de viagem de carro até ao destino final, com as rotas e sítios a parar programados pela mãe de Amy, até que ambos decidem que o melhor é escolherem eles mesmos os caminhos a percorrer pelos EUA. Assim começam lentamente a escolher locais que querem visitar, mas sempre com uma mixtape produzida especialmente para a ocasião por Roger, que os acompanha o caminho todo. 


Não só se começam a conhecer através da música como com pormenores nas paragens que vão efectuando. Amy está a passar por uma fase complicada, fechou-se para o mundo e tudo o que quer é que a deixem em paz. Sabemos que a mãe afastou-se dela e que o irmão gémeo está numa clinica de reabilitação e tudo isto aconteceu depois do pai morrer. Já Roger tenta em vão contactar com a ex-namorada e saber exactamente o que se passou para que a relação se alterasse. E é graças a estas pessoas importantes na vida destas personagens que passam por sítios como Kansas, Nevada, Memphis ou Colorado.

Adorei as imagens, desenhos e as playlists que vão aparecendo no livro, como um diário de bordo. Deram completamente outro encanto à história. 
Apesar de adorar o tema, não foi um livro que me encheu as medidas. Não sei explicar muito bem, mas quando cheguei ao fim não me senti satisfeita com a leitura. Não sei se foi por não simpatizar com a protagonista, pareceu-me sempre muito pouco inclinada seja para o que fosse e deu-me a ideia que ela não extraiu nada de significante com a viagem, que não fosse o Roger. E como senti que essa ideia foi transmitida, também eu não absorvi nada de realmente fantástico com esta leitura, apesar de focar aspectos que realmente procuro num livro.

Apesar do meu contratempo com a leitura, não posso deixar de realçar a beleza dos elementos que compõem este livro. Se gostam de música, viagens de carro, pontos turísticos interessantes e ainda personagens secundárias que do pouco que aparecem conseguem fazer a diferença, então peguem nele, e pode ser que gostem mais do que eu.
 


Citações:

“And sometimes,” she added, in slightly hushed tones, like she was letting me in on a secret, “if you don’t feel great on the inside, just look great on the outside, and after a while you won’t be able to tell the difference.”  


“The thing about Magellan is the thing about all these explorers. Most of the time, they’re just determined to chase impossible things. And most of them are so busy looking at the horizon that they can’t even see what’s right in front of them.”

“It’s not about the destination. It’s getting there that’s the good part."

“Tomorrow will be better.”
“But what if it’s not?” I asked.
“Then you say it again tomorrow. Because it might be. You never know, right? At some point, tomorrow will be better.” 


Classificação: 3 de 5*