Opinião Livro

Clockwork Angel, Cassandra Clare


Título em Português: Anjo Mecânico
Autor: Cassandra Clare
Editora: Walter Books
Género: Fantasia
Série: The Infernal Devices #1
Páginas: 488
Ano Publicação: 2010

Sinopse

Magic is dangerous — but love is more dangerous still

When sixteen-year-old Tessa Gray crosses the ocean to find her brother, her destination is England, the time is the reign of Queen Victoria, and something terrifying is waiting for her in London's Downworld, where vampires, warlocks and other supernatural folk stalk the gaslit streets. Friendless and hunted, Tessa seeks refuge with the Shadowhunters, a band of warriors dedicated to ridding the world of demons. Drawn ever deeper into their world, she finds herself fascinated by — and torn between — two best friends and quickly realizes that love may be the most dangerous magic of all.


Depois do grande sucesso com a série Instrumentos Mortais, Cassandra Clare debruça-se agora sobre os elementos ancestrais dos chamados Shadowhunters. A prequela chamada de The Infernal Devices ou As Origens é assim constituída por três livros.

Neste 1º livro somos inseridos no mundo de Tessa Gray, que acaba de chegar a Londres de Nova Iorque. Desde que ficou sem a tia, o irmão Nate resolve tê-la ao pé de si mas quando chega a solo inglês nada é o que parece, e depressa descobre que foi capturada e feita refém por feiticeiras. As Dark Sisters parecem saber mais sobre si e o seu poder do que ela própria. Mas quando se vê na iminência de casar com um poderoso homem que nunca viu, tenta fugir mas em vão. Até que um Shadowhunter cruza o seu caminho.

Contudo não será só um a cruzar o seu mundo pois de repente está a viver no Instituto, o mundo invisível destes guerreiros. Quando entra naquele ambiente depressa percebe muita coisa que nunca poderia desconfiar. Notei que existe uma boa explicação no que consiste um shadowhunter e downworlder, e tudo o que os rodeia. Porém são dois rapazes que lhe chamam a atenção, um que adora ser arrogante e sentir-se acima de tudo e todos, outro que é preocupado e atencioso. Mas se um tenta fugir a todo o custo de contactos pessoais, o outro tenta fugir da presença sombria da doença que o atazana. Fala respectivamente de Will Herondale e Jem Carstairs.

Sobre estes dois rapazes tenho a dizer que desde o primeiro momento que a Tessa sempre mostrou mais interesse no Will, e nunca viu o Jem como possível namorado. Acho que até foi o que mais me irritou no livro foi este aspecto: eu já sabia antes de começar esta saga que há um triângulo amoroso, até a própria sinopse o diz, mas sinceramente até mete pena o Jem tentar agradar ou mesmo ajudar a Tessa e ela pouco quer saber dele mas do mal-humorado. E o Will foi uma personagem que só me apetecia bater, não consegui sentir nenhuma empatia para com ele. Já o Jem tive muita pena que haja tão poucos momentos com ele. Mas não tenho preferência por nenhum sinceramente, mas vamos ver como é na continuação.


Sobre o poder da Tessa é fantástico mas até os mais famoso dos feiticeiros, Magnus Bane, e os daquele mundo não sabem dizer exactamente o que ela é. Mas que ter um poder assim que consegue atingir capacidades nunca vistas pode ser considerado bom ou mau tê-la como aliada no Instituto. E é neste aspecto de proteger ou "agarrar" o poder de Tessa que entramos num conflito de alianças e de ambições. A acção está muito bem empregada e consegue satisfazer até ao final.

O ambiente Downworld que podemos encontrar neste livro é o do século XIX onde a própria história se cruza com a realidade do surgimento da indústria e de tudo o que envolvesse metais/ferro. Acaba por dar um toque de aura mais sombria e enigmática, já que naquela altura tudo o que fosse novidade e ainda para mais mecanismo autónomos causavam uma certa apreensão. E são mesmo estes mecanismos que vão tirar o sono ao guerreiros que tenta a todo o custo proteger os humanos.

Gostei de toda aquela atmosfera e da maneira como conseguem resolver os problemas mas que resultou num final em aberto. Até ao fim é uma grande expectativa para saber onde Tessa vai terminar e se terá ou não ajudas, por isso, vale bem a pena espreitar este grupo de antepassados dos Shadowhunters do séc. XXI. Clockwork Prince já está à minha espera.


Citações:

“There’s plenty of sense in non-sense sometimes, if you wish to look for it.”

“It's all right to love someone who doesn't love you back, as long as they're worth you loving them. As long as they deserve it.”

“Whatever you are physically...male or female, strong or weak, ill or healthy--all those things matter less than what your heart contains. If you have the soul of a warrior, you are a warrior. All those other things, they are the glass that contains the lamp, but you are the light inside.”
 
Classificação: 4 de 5*
 


 





Opinião Livro

I've Got Your Number, Sophie Kinsella


Título em Português: Tenho o Teu N3mero
Autor: Sophie Kinsella
Editora: The Dial Press
Género: Chick-lit
Páginas: 449
Ano Publicação: 2012

Sinopse

I’ve lost it. :( The only thing in the world I wasn’t supposed to lose. My engagement ring. It’s been in Magnus’s family for three generations. And now the very same day his parents are coming, I’ve lost it. The very same day! Do not hyperventilate, Poppy. Stay positive :) !!

Poppy Wyatt has never felt luckier. She is about to marry her ideal man, Magnus Tavish, but in one afternoon her “happily ever after” begins to fall apart. Not only has she lost her engagement ring in a hotel fire drill but in the panic that follows, her phone is stolen. As she paces shakily around the lobby, she spots an abandoned phone in a trash can. Finders keepers! Now she can leave a number for the hotel to contact her when they find her ring. Perfect!

Well, perfect except that the phone’s owner, businessman Sam Roxton, doesn’t agree. He wants his phone back and doesn’t appreciate Poppy reading his messages and wading into his personal life.

What ensues is a hilarious and unpredictable turn of events as Poppy and Sam increasingly upend each other’s lives through emails and text messages. As Poppy juggles wedding preparations, mysterious phone calls, and hiding her left hand from Magnus and his parents . . . she soon realizes that she is in for the biggest surprise of her life.





Mais uma estreia, desta vez com, Sophie Kinsella. Correu tão bem a leitura que o li num dia.

Poppy Wyatt não podia estar mais feliz da vida, prestes a casar tem como anel de noivado, uma longa herança da família do noivo, Magnus. E na mesma altura que se reúne com as suas amigas para a despedida de solteira, resolve mostrá-lo. Mas devido ao aparato que se dá naquela sala, o anel desaparece. E quando tenta arranjar soluções para encontrá-lo, o telemóvel é roubado, perdendo todos os contactos importantes que lhe poderiam ajudar no aparecimento do objecto de valor. Só que no meio do azar, a sorte resolve dar a cara, e encontra um telemóvel abandonado num caixote do lixo.

Contudo este telemóvel não é um qualquer, pertence a uma firma, mais especificamente à ex-assistente de Sam Roxton. Este não fica nada satisfeito quando Poppy se apodera completamente do telemóvel, mas quando vê algumas vantagens neste meio informal de trocar informações, começa a dar algum crédito à “pobre” rapariga que tanto quer encontrar o valioso anel de noivado. 

A ajuda tanto pode ser no Scrabble como encontrar uma solução ao grave problema que a empresa de Sam enfrenta. Dois completos desconhecidos que passam a confiar um no outro e a entreajudarem-se para obterem os seus objectivos. Se Sam se mostra bastante reticente no início e não gosta de saber que informação importante está nas mãos de Poppy, esta não se deixa desmoralizar com a maneira de ser dele e até lhe confessa problemas pessoais.
 
Consegue transformar algo como perder um objecto, não digo insignificante, mas com menos valor, em algo completamente descobridor como é apaixonar-se por alguém, redescobrir-se a si própria e questionar a relação actual. Pois se queria tanto saber como era a relação de Sam com a ex-namorada, talvez não andasse a prestar a devida atenção à sua relação com Magnus.

Gostei muito da interacção feita por sms, deu outra dinâmica à história, adequa-se totalmente com o título, e não podia deixar de reparar que para a Poppy o telemóvel é como um apêndice. Nunca deixou de dar recado ao Sam, respondia sempre a tudo (até se meteu onde não devia) e também não conseguiu deixar a veia de cusca de lado “actualizando-se” sempre que podia na vida do rapaz.

A protagonista é uma personagem crescida mas com uma boa dose de maluqueira e boa-disposição. Gostei de sentir uma personagem tão positiva e activa que conseguiu contrastar com o aspecto mais rude e autoritário do Sam, fazendo com aquela personalidade espevitada conseguisse baixar-lhe a guarda. Acho que ele no início estava tão frustrado com toda a situação e com ela, que para o fim já lhe estava entranhado tudo aquilo.

O drama e momentos cómicos parecem andar de mão dada, mas tudo acaba por correr pelo melhor, e o fim traz mesmo o bónus. Foi uma leitura bem agradável e fluída com que consegue cativar pelas personagens patetas mas reais. Diverti-me a lê-lo e espero ler mais desta autora. Este é mesmo um bom livro para ler no Verão.

Citações:

“But sometimes you have to be brave. Sometimes you have to show people what's important in life.”  

“And this is the moment where I went wrong. This is the gut-churning, if-only instant. If I could go back in time, that's the moment I would march up to myself and say severely, "Poppy, priorities."

But you don't realize, do you? The moment happens, and you make your crucial mistake, and then it's gone and the chance to do anything about it is blown away.” 

“Lover? I don't know. I don't know if she loves me. I don't know if I love her. All I can say is, she's the one I think about. All the time. She's the voice I want to hear. She's the face I hope to see.” 

Classificação: 4 de 5*
 








Aquisições




Julho


Correu bem as minhas compras no mês passado.
Aproveitei especialmente promoções de alguns livros que costumam ser caros. 




Já contam com algum destes nas vossas estantes?

Maratona Literária - Viagens (In)Esperadas: Especial Verão





Check-point final:




Correu bem, acabei só por não acabar o Unravel Me (vou a meio), portanto as páginas lidas são:

Natureza em destaque ou como cenário/Infantil ou juvenil: Linger: 403
Recomendação amigo/online/ Aventura,mistério, ou comédia/ Ebook ou da biblioteca/ Decorre no Verão: Amy and Roger's Epic Detour: 310
Continente diferente do Norte-Americano/ Mais de 400 páginas: A Filha do Capitão: 636
Género diferente do habitual/Com personagens não humanas: Alieneted: 259
Um dos teus autores favoritos/Romance ou amizade forte/Best seller: Dei-te o Melhor de Mim: 299
Conto ou novela: Life Before Legend: 47
Capa azul ou com mar/Protagonista feminina: Unravel Me: 200

Total: 2154

Que venham mais!

Opinião Livro

Tangled, Emma Chase



Título em Português: Envolvidos
Autor: Emma Chase
Editora: Gallery Books
Género: Romance Contemporâneo
Série: Tangled #1
Páginas: 222
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Drew Evans is a winner. Handsome and arrogant, he makes multimillion dollar business deals and seduces New York’s most beautiful women with just a smile. He has loyal friends and an indulgent family. So why has he been shuttered in his apartment for seven days, miserable and depressed?

He’ll tell you he has the flu.

But we all know that’s not really true.

Katherine Brooks is brilliant, beautiful and ambitious. She refuses to let anything - or anyone - derail her path to success. When Kate is hired as the new associate at Drew’s father’s investment banking firm, every aspect of the dashing playboy’s life is thrown into a tailspin. The professional competition she brings is unnerving, his attraction to her is distracting, his failure to entice her into his bed is exasperating.

Then, just when Drew is on the cusp of having everything he wants, his overblown confidence threatens to ruin it all. Will he be able untangle his feelings of lust and tenderness, frustration and fulfillment? Will he rise to the most important challenge of his life?

Can Drew Evans win at love?

Tangled is not your mother’s romance novel. It is an outrageous, passionate, witty narrative about a man who knows a lot about women…just not as much as he thinks he knows. As he tells his story, Drew learns the one thing he never wanted in life, is the only thing he can’t live without.


Funny as hell! Esta é a melhor maneira de descrever este livro. E é tão bom pegar num livro e poder chorar a rir, não só porque a personagem principal diz coisas tão patéticas, mas o que diz, é tão verdade.

Quem ainda não se deixou endrominar pelo Drew Evans não sabe o que está a perder. Este homem é puro fogo, puro poder e pura sabedoria. Ou assim acha ele, até ao dia em que fica “gripado”.



Drew Evans é um homem poderoso, sabe bem o que quer, faz e diz aquilo que quer. Bom dá para perceber bem que ele é o epítomo do “quero, posso e mando.” Mas assim de tudo, é um homem feliz, tanto com o seu modo de vida como com a família que o rodeia. Tem um trabalho que adora e em que é bom, tem tempo para as suas aventuras signifiquem elas, mulheres como hobbys, e tem uns pais que o mimam, uma irmã que o põe na linha, uma sobrinha de 4 anos que já arranjou maneira de pagar a faculdade, e uns amigos fantásticos. 
O que poderia querer melhor?! Nada, Drew está mais do que satisfeito. Até ao dia em que a “gripe” o apanha forte e feio, e o homem que nunca pensou vir a ser, torna-se realidade.

A causa da “gripe”? Uma mulher. Mas esta não é uma mulher qualquer, já que pode até aparentar sentir-se atraída por ele, porém há algo que não a deixa: está noiva. E se isso não bastava, ainda tinha de se tornar uma rival dentro da própria empresa do Drew. Entre o jogo quero-te/não te quero, a competição no trabalho, e o nascer de uma amizade que ambos não estavam à espera, a química passa a ser cada vez mais evidente e difícil de lidar. 

Kate Brooks sabe que Drew não é um homem para brincadeiras e tenta ao máximo resistir-lhe. Afinal está há tanto tempo com o namorado e este é o seu porto seguro porém esta relação é onde ela menos se empenha. Contrário ao trabalho onde, mesmo que Drew sendo o seu superior, não aceita dar-lhe parte fraca e mostra-lhe que as mulheres podem ser tão ou mais ambiciosas que os homens. Só que acabam por cair no mesmo jogo, e quando tudo parecia que estar a resultar, males entendidos acontecem.

Poderá um homem mostrar a uma mulher o quanto a quer? O quanto a quer fazer feliz? O quanto a ama? E poderá uma mulher aceitar um homem egocêntrico? Perdoar-lhe a estupidez? E aceitar ser feliz com uma pessoa que lhe vira a cabeça de pernas para o ar?
 
Já não me ria assim com um livro há algum tempo, as tiradas do Drew são fantásticas e não há maneira de não concordar com ele, ou pelo menos, compreender onde ele quer chegar. Sim porque este homem tem umas analogias fantásticas e quer que os leitores percebam bem onde ele quer chegar. Ah, porque ele fala mesmo para o leitor, é como se ele parasse o que está a fazer para nos explicar como é que as coisas se procedem. E desta maneira simples ele consegue marcar pontos nos nossos corações. Pode dizer o que for mais ridículo mas fá-lo de uma maneira que tanto apetece bater-lhe como dar-lhe um abraço, pois devido à sua bem explicada realidade, ele é como é devido a imensas circunstâncias mas não deixa de ser humano.

Emma Chase conseguiu captar na perfeição a mente de um homem (ou como as mulheres imaginam que seja a mente masculina). Dava por mim a falar para a personagem para não fazer isto ou aquilo, ou a por a mão na cabeça por já saber o que ai vinha. Mas o bónus foi conseguir criar uma personagem masculina que falasse realmente para um leitor maioritariamente feminino e lhe fizesse ver aquilo que eles sabem sobre as mulheres e quais deveriam ser realmente as suas atitudes perante os homens. Por mim dava outro nome ao livro: os conselhos do Mr. Evans.

Descontraído, divertido, linguagem normal (not), personagens capazes de levar qualquer um à loucura num mundo onde o amor deveria de ser o último item numa lista de afazeres na vida porém resolve intrometer-se quando menos se espera.
 
Citações:

“Women fall in love quicker than men. Easier and more often. But when guys fall? We go down harder. And when things go bad? When it's not us who ends it? We don't get to walk away.
We crawl.”  


“Fine’s a funny word, don’t you think? I don’t think there’s another like it in the English language that says so much while actually saying so little.”

“There are three kinds of males in this world: boys, guys, and men. Boys – like Billy – never grow up, never get serious. They only care about themselves, their music, their cars. Guys – like you – are all about numbers and variety. Like an assembly line, it’s just one one-night stand after another. Then there are men – like Matthew. They’re not perfect, but they appreciate women for more than their flexibility and mouth suction.”  

“It’s simple guy logic: If a woman is angry? It means she cares. If you’re in a relationship and a chick can’t even be bothered to yell at you? You’re screwed. Indifference is a woman’s kiss of death. It’s the equivalent of a man not interested in sex. In either case—it’s over. You’re done.” 

“Remember when I said all guys talk to their friends about sex?
Well, we do.
But no guy talks to his friends about sex with his girlfriend. Ever.” 


Classificação: 5 de 5*