Opinião Livro

The Truth About Forever, Sarah Dessen



Título Português: Quando Te Deixar
Autor: Sarah Dessen
Editora: Speak
Género: YA
Páginas: 317
Ano Publicação: 2006

Sinopse

Sixteen-year-old Macy Queen is looking forward to a long, boring summer. Her boyfriend is going away. She's stuck with a dull-as-dishwater job at the library. And she'll spend all of her free time studying for the SATs or grieving silently with her mother over her father's recent unexpected death. But everything changes when Macy is corralled into helping out at one of her mother's open house events, and she meets the chaotic Wish Catering crew. Before long, Macy joins the Wish team. She loves everything about, the work and the people. But the best thing about Wish is Wes—artistic, insightful, and understanding Wes—who gets Macy to look at life in a whole new way, and really start living it.



Macy Queen bem tenta esconder o que lhe vai na alma. Tenta mostrar a todos que está bem, que conseguiu fazer o luto apropriado pela morte do pai, consegue suportar a maneira como a mãe reage a tudo, e ainda, a maneira como o namorado age perante o namoro e perante a sua pessoa. Jason é demasiado focado e empenhado em tudo menos no namoro e quer que a namorada também seja como ele em relação aos objectivos de vida. Mesmo que esses objectivos sejam apenas substitui-lo na biblioteca durante as férias de Verão, enquanto este vai estudar.


Para Macy é fácil assumir o papel do namorado na biblioteca ou ajudar no que pode a mãe, já que quer mostrar que é perfeita, boa aluna, boa pessoa. Consegue encarar tudo da melhor maneira, mas no fundo o que ela esconde é que ao dar a imagem de menina perfeita todos irão gostar dela, nunca a vão deixar e não têm de se preocupar consigo. Só que o emprego de Verão na biblioteca não é o que esperava e quando conhece uma empresa de catering, onde a desordem faz parte, ela nunca pensou que era caos que necessitava na sua vida e não controle.


Delia é a rainha ou o controlo do caos que se abala sempre que a empresa de catering Wish prepara uma festa. Com a ajuda de Kristy, Monica, e os sobrinhos Bert e Wes, consegue gerir a empresa que foi da sua irmã. E é com estas pessoas que Macy começa a descobrir outras novas formas de lidar com a vida, de lidar com balburdia que muitas vezes a vida nos impõe.


Com a evolução do livro conseguimos perceber a maneira como cada pessoa lida com a perda de alguém importante ou quando alguém sofre um desaire. Para alguns é mais fácil não falar, tentar esquecer e seguir em frente, para outros é mais fácil honrar e buscar força nesses momentos. Todas estas personagens que são apresentadas na história sofreram um revês nas suas vidas mas o que o livro tenta apelar é que são nesses momentos que a nossa fibra como pessoas é realmente importante e fará a diferença.

Passa por momentos de negação, aceitação e superação, mas de forma gradual. Também ajudou que houvesse um protagonista masculino querido: o Wes. Com a brincadeira do jogo Verdade, ambos os protagonistas conseguiram saber mais do que algumas pessoas sabiam deles. E com alma de artista, o coração na palma da mão passou a fazer furor entre a família Queen.


Um livro bastante credível, não deixa de ter momentos de dor mas também tem momentos enternecedores. Todo o ambiente que Sarah Dessen criou podia ser muito bem a história real de alguém. Por isso, apesar de ser o primeiro livro que leio da autora está aprovada.


Citações:

“There is never a time or place for true love. It happens accidentally, in a heartbeat, in a single flashing, throbbing moment.”  

“It's just that...I just think that some things are meant to be broken. Imperfect. Chaotic. It's the universe's way of providing contrast, you know? There have to be a few holes in the road. It's how life is.” 

“It was just one of those things," I said, "You know, that just happen. You don't think or plan. You just do it.” 

“I knew, in the silence that followed, that anything could happen here. It might be too late: again, I might have missed my chance. But I would at least know I tried, that I took my heart and extended my hand, whatever the outcome.
"Okay," he said. He took a breath. "What would you do, if you could do anything?"
I took a step toward him, closing the space between us. "This," I said. And then I kissed him.” 

Classificação: 4,5 de 5*
 
 

Maratona Literária - Viagens (In)Esperadas: Especial Verão




Vou participar mais uma vez na Maratona Literária realizada pela Silvana do blog Por detrás das Palavras e da Catarina R.

Desta vez vai ter a duração de duas semanas, começa já amanhã de dia 21 julho até 3 de Agosto, e será exclusivamente dedicada ao Verão, essa bela estação.
Mas esta também terá uma característica especial: temos de preencher o Bingo Literário e ainda promover as rubricas que serão lançadas pelas criadoras da maratona durante estas semanas.



A Silvana avisou-me para preencher já algumas categorias e que se pode repetir o mesmo livro, eu resolvi só repetir só duas vezes pois assim ia ser fácil. E aqui estão as minhas opcções:

Capa azul ou com mar/Aventura/mistério/comédia


Conto ou novela



Natureza em destaque ou como cenário/Infantil ou Juvenil


Ebook ou da biblioteca/Decorre no Verão (parte ou todo)

 

Continente diferente do Norte-Americano/Mais de 400 páginas


Um dos teus autores favoritos/Bestseller


O resto vou preenchendo consoante o que me apetecer ler e também posso fazer alterações :)





Retalhos de uma Leitura Conjunta




Questões feitas pela Silvana do blog Por detrás das Palavras sobre o livro


1. O que achas do desempenho de Afonso enquanto capitão?
Houve uma altura que pensei que não ia ler nada relativo ao desempenho dele como capitão mas quando ele se manifestou não pude deixar de admirar o punho forte de um homem que aparenta não fazer mal a uma mosca. Só que também me senti revoltada já que os capitães tinham mesmo uma boa vida comparada com a dos soldados que estavam no terreno. Mas quanto a isto o Afonso não tinha culpa.

2. A atitude de Agnès quando foi apanhada pelo marido foi adequada à personalidade dela? Era o que estavas à espera?
A minha reacção foi igual à do Afonso. A maneira como a Agnès reagiu fez-me pensar que os anos que viveu com o marido lhe fizeram mal à personalidade, tal foi a forma inexpressiva e apática que abordou a situação, tendo em conta que foi uma jovem tão energética. Claro que achei que ela o fosse deixar mas depois de voltar e terem conversado, fiquei do lado dela. Afinal gostando ou não do marido, tendo sido poucos ou muitos os anos que passou com ele, a verdade é que ele lhe deu a mão quando ela mais precisou.

3. As descrições dos cenários de guerra vieram dar ao livro outra dinâmica. O que pensas destas descrições e do comportamento dos soldados?
No início custou-me um pouco embrenhar no cenário de guerra, já que me sentia habituada só a lidar com o Afonso e a Agnès.
A verdade é que agora já não me faz confusão e como sempre gostei de História, acho que o JRS consegue introduzi-la e explicá-la muito bem. Ficamos a saber que os nossos soldados estavam muito mal preparados e também eram vistos pelos outros como pés-descalços.
As atitudes dos soldados também são compreensíveis: procurarem prostitutas, rezarem a todos os santinhos, fazerem brincadeiras uns com os outros ou a maneira como encaram o que os capitães lhe mandam, é mais do que normal. Todos têm necessidades, medos, frustrações e esperanças.



Música da Semana







Esta música tem aquela vibe de Verão, de boa descontração e de dar energia ao esqueleto para se mexer. 
Ora digam lá se não é verdade.