Opinião Livro

Lola and the Boy Next Door, Stephanie Perkins


Título Original: Lola and the Boy Next Door
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Dutton Childen's Books
Género: YA
Série: Anna and the French Kiss #2
Páginas: 227
Ano Publicação: 2011

Sinopse

In this companion novel to "Anna and the French Kiss," two teens discover that true love may be closer than they think
Budding designer Lola Nolan doesn't believe in fashion . . . she believes in costume. The more expressive the outfit - more sparkly, more fun, more wild - the better. But even though Lola's style is outrageous, she's a devoted daughter and friend with some big plans for the future. And everything is pretty perfect (right down to her hot rocker boyfriend) until the dreaded Bell twins, Calliope and Cricket, return to the neighborhood.
When Cricket - a gifted inventor - steps out from his twin sister's shadow and back into Lola's life, she must finally reconcile a lifetime of feelings for the boy next door.




Lola ou Dolores é uma rapariga que aparentemente tem tudo para estar feliz. Uns pais que a adoram, um namorado jeitoso que toca numa banda, e ainda é uma rapariga que sabe bem quem é e adora usar roupas e acessórios para adornar ainda mais o seu mundo. Até ao dia que o passado volta para a desequilibrar. Com a chegada dos vizinhos Bell, Lola tem de voltar a enfrentar a pessoa que pensava já ter esquecido: Cricket.


Lola é uma personagem bastante engraçada, veste-se da maneira mais brilhante, colorida e expressiva possível. Tem uma mente bastante criativa e apesar de ser adolescente ainda continuar a conversar com a lua. Não tem medo de mostrar quem é mas à medida que o namoro com Max vai avançando começa a questionar muitas coisas. Os pais adoptivos Andy e Nathan (este irmão da mãe biológica de Lola) são contra o namoro e quando Cricket volta para a terra de Lola, é bombardeada com momentos do passado, com as visitas dele e ainda com a atitude do namorado e dos pais para com o seu primeiro amor.



Cricket é a típica descrição do boy next door: bonito, inteligente, com um coração bondoso, reservado e calmo. Faz tudo pela irmã gémea, até negligenciar a sua própria vida e existência, já que a irmã é patinadora artística, e todo o esforço da família é em torno dela. Mas quando vê novamente Lola sabe que não pode voltar atrás no passado mas pode fazer diferente no futuro. Mesmo quando descobre que ela tem namorado e que algumas coisas mudaram, porém nem tudo se alterou. As janelas continuam a ser os escapes necessários para os dois e ele parece ser a pessoa certa para a fazer acreditar novamente que ela é a estrela da sua própria vida, e também, da dele.

Nesta história há a possibilidade de ainda termos um vislumbre de como a relação entre a Anna e o St. Clair está sobre rodas e como eles se adoram. Sinceramente gosto de ver estas evoluções nos seguimentos das séries, mas não gosto quando há demasiada intromissão porque fico sempre com a sensação que são intrusos na história dos outros, e isso aconteceu nesta.


Contudo começo a achar que tenho um problema com esta autora, não é que desgoste da escrita ou da história em si, mas ela tem o dom de prolongar o que não tem necessidade de ser prolongado. E isso dá-me cabo dos nervos. Para o género de livro que é, YA com uma história de fundo nada pesada, este livro devia ser curto e cingir-se a ser directo. Mas não, demora uma eternidade a focar-se no ponto principal e depois acaba de forma tão abrupta quando tudo se resolve.

Acho que o que difere de outras histórias YA é que o passado ou a vida pessoal das personagens principais tenta interferir no decorrer da história mas nunca é nada tão marcante ou bem desenvolvido para fazer mossa. Só um pretexto para que haja drama e tentar não focar a narrativa só no amor/desamor entre os protagonistas.
Mesmo assim ainda não desistir da autora Stephanie Perkins e quero ler o próximo da série: Isla and the Happily Ever After.
 

Citações:

“I know you aren't perfect. But it's a person's imperfections that make them perfect for someone else.”  

“Just because something isn't practical doesn't mean it's not worth creating. Sometimes beauty and real-life magic are enough.”  

“Once upon a time, there was a girl who talked to the moon. And she was mysterious and she was perfect, in that way that girls who talk to moons are. In the house next door, there lived a boy. And the boy watched the girl grow more and more perfect, more and more beautiful with each passing year. He watched her watch the moon. And he began to wonder if the moon would help him unravel the mystery of the beautiful girl. So the boy looked into the sky. But he couldn't concentrate on the moon. He was too distracted by the stars. And it didn't matter how many songs or poems had already been written about them, because whenever he thought about the girl, the stars shone brighter. As if she were the one keeping them illuminated."

Classificação: 3 de 5*






Retalhos de uma Leitura Conjunta







Sexta 18/07:

Última frase da página onde vais

"Meu capitão, dá licença?"
"O que é?"
"Mensagem da brigada." pág. 390

Leitura conjunta com a Silvana do blog Por detrás das palavras do livro


Friday Finds





A rubrica do Should Be Reading pretende que mostremos semana a semana os livros que "achamos" numa livraria, biblioteca, lojas em 2º mão ou sites de venda de livros. Estes achados que depois vão configurar na nossa lista TBR (to be read).

Estes são os poucos que adicionei esta semana:




Conhecem estes livros?

Retalhos de uma Leitura Conjunta




Segunda 14/07:

Esta leitura conjunta vai bem com...

Como não posso colocar toda a banda-sonora da Amelie escolho esta. 
Quando no livro falam em francês ou quando dá a Agnès lembro sempre do filme.




Quarta 16/07:

Se pudesses escolher outra imagem para a capa qual seria? 

Ainda não li nada que reflectisse esta imagem mas suponho que possa acontecer algum do género lá mais para a frente.

 

Esta é uma leitura conjunta com a Silvana do Por detrás das palavras e o livro é






Opinião Livro

Point of Retreat, Colleen Hoover


Título Original: Point of Retreat
Autor: Colleen Hoover
Género: Romance Contemporâneo
Série: Slammed #2
Páginas: 215
Ano Publicação: 2012

Sinopse

Hardships and heartache brought them together…now it will tear them apart.

Layken and Will have proved their love can get them through anything; until someone from Will’s past re-emerges, leaving Layken questioning the very foundation on which their relationship was built. Will is forced to face the ultimate challenge…how to prove his love for a girl who refuses to stop ‘carving pumpkins.




Depois de iniciarmos a aventura amorosa entre Lake Cohen e Will Cooper em Slammed, somos presenteados com o continuar do romance um ano depois de se terem conhecido. 

Um dos pontos altos do livro é saber que pensamentos ocupam a mente de Will, já que é o narrador. Depois de iniciar o namoro com Lake, de ajudá-la com a mãe doente e o irmão desta, tem ainda de cuidar do seu irmão e continuar a estudar. Mas tudo muda drasticamente quando a mãe de Lake morre e agora a namorada vê-se na mesma situação que a sua. Por isso, um novo ano implica novas acções, novas oportunidades, novas esperanças.

Entramos no jornal diário de Will em que ele nos conta a nova vida de pais que ele e a namorada têm agora de enfrentar, as aulas que têm separadamente, e ainda as promessas que fizeram a Julia. Apesar das novas responsabilidades e de ainda serem novos e o namoro recente, a promessa de dizer “retreat” começa a não fazer sentido. 
Porém, a ex-namorada de Will aparece e faz com que a relação seja colocada em perspectiva. E se isso não ajuda, um acidente servirá de lição.


Só que o que estragou nesta história foi a Lake acusar o namorado de estar próximo dela por se rever na situação e sentir que a pode ajudar. O que acaba por ser ridículo pois ela própria podia ser acusada do mesmo. Ao sentir que existe alguém que passou exactamente pelo mesmo, sente-se mais protegida e cria-se mais afinidade pela outra pessoa que já teve o mesmo problema e conseguiu superá-lo. Ainda pensei que a autora fosse colocar a ex-namorada para criar sérios atritos mas sinceramente acho que nem valeria a pena mencioná-la, já que os estragos que causou não foi por culpa dela. 
E claro, para pessoas jovens, saudáveis e que se gostam, havia mesmo necessidade de prometer a uma pessoa que está a morrer não ter relações sexuais por enquanto?!

Ganhou com os aparecimentos de Kiersten e a mãe Sherry, a maneira engraçada de dizer asneira sem as dizer, o sweet e suck do dia, as estrelas que a Julia deixou para ler quando estivessem num dia mau. Porém a introdução da ex-namorada e do ex-melhor amigo deixou muito a desejar já que só veio mostrar o quanto o Will é boa pessoa e que não fazia ideia do que se passou depois de acabar o namoro. Um tentativa de o pintar como o bonzinho.

Normalmente gosto bastante de livros em que o narrador é masculino, mas neste não senti que houvesse nada que me agarrasse à história pois basicamente pelo primeiro livro percebi o que neste se confirmou: o Will é um rapaz com a cabeça no lugar e adora a namorada.

Colleen Hoover parece ser uma escritora interessante e que pinta personagens queridas e humanas sem necessidade de terem uma aura negativa e negra, só que este foi claramente uma sequela sem necessidade.


Citações:


“Butterfly.
What a beautiful word
What a delicate creature.
Delicate like the cruel words that flow right out of your mouths and the food that flies right out of your hands…
Does it make you feel better?
Does it make you feel good ?
Does picking on a girl make you more of a man?
Well, I’m standing up for myself
Like I should have done before
I’m not putting up with your Butterfly anymore."
(Kiersten slides the sack off her wrist and opens it, pulling out a handful of hand-made butterflies. She takes the microphone out of the stand and begins walking down the stairs as she continues speaking.)
“I’d like to extend to others what others have extended to me.”
(She walks up to Mrs. Brill first and holds out a butterfly)
“Butterfly you, Mrs. Brill.”
(Mrs. Brill smiles at her and takes the butterfly out of her hands. Lake laughs out loud and I have to nudge her to get her to be quiet. Kiersten walks around the room, passing out butterflies to several of the students, including the three from the lunchroom.)
“Butterfly you, Mark.
Butterfly you, Brendan.
Butterfly you, Colby.”
(When she finishes passing out the butterflies, she walks back onto the stage and places the microphone back into the stand.)
“I have one thing to say to you
And I’m not referring to the bullies
Or the ones they pursue.
I’m referring to those of you that just stand by
The ones who don’t take up for those of us that cry
Those of you who just…turn a blind eye.
After all it’s not you it’s happening to
You aren’t the one being bullied
And you aren’t the one being rude
It isn’t your hand that’s throwing the food
But…it is your mouth not speaking up
It is your feet not taking a stand
It is your arm not lending a hand
It is your heart
Not giving a damn.
So take up for yourself
Take up for your friends
I challenge you to be someone
Who doesn’t give in.
Don’t give in.
Don’t let them win.”  

Classificação: 3 de 5*