Retalhos de uma Leitura Conjunta
Estas são as questões feitas pela Silvana do Por detrás das palavras, depois de lermos desde a pág. 130 à 260 do livro
1. O que mais te surpreendeu no comportamento da Agnès?
O facto de ter aparentado até então ser uma pessoa ponderada e não impulsiva. Ter casado por duas vezes em tão pouco tempo, ter deixado o curso, ter deixado de arregaçar as mangas, deixou-me de boca aberta. Sempre a vi como uma rapariga em busca de saber e novas conquistas na vida e não daquelas que largam tudo por uma paixão ou segurança.
2. O que achaste do primeiro encontro entre a Agnès e o Afonso? Foi como esperavas, ou achas que faltou qualquer coisa?
Para ser sincera nunca pensei que fosse na casa dela que se fossem encontrar, muito menos, que ele lá tivesse de ir dormir. Na minha ideia acontecia como no filme Pearl Harbor, ela médica/enfermeira e ele um soldado ferido....
Em relação ao encontro em si, achei que o Afonso ficou mais surpreendido com ela. Nunca esteve numa relação séria, ela é bonita e interessou-se pela conversa, notando-lhe a inteligência e a ânsia de saber mais e mais, tal como ele. Ela fixou-se nele porque lhe parecia o 1º marido, não porque o Afonso lhe tenha despertado algo mais. Pelo menos, o que deu a entender naquele encontro.
3. Houve algum aspecto que achaste excessivo ou pouco desenvolvido nesta parte?
Acho que não tendo em conta as circunstâncias. O Afonso está em casa dela, está o marido presente, primeiro até achou que estava só com ele, e mesmo quando ela se interessa pela conversa dos dois homens, não podia existir outro tema de conversa tendo em conta que não os conhecia e estava apenas ali de favor. Mesmo notando que Agnès pouco ou nada se preocupava em mostrar o seu pouco interesse no marido e no que este dizia. O que dá umas luzes sobre como pode ser este casamento.
Para a semana mais uma rodada de questões.
E não se esqueçam de acompanhar também a Silvana.
Música da Semana
Na Guerra dos Tronos pode ser Grey Worm, o líder de um grupo de soldados apelidados de Unsullied, mas nos tempos livres a música também o preenche.
No ano passado assinou um contrato discográfico tendo lançado até à data dois EP's, The Middle Child e Black and Blue, de onde saiu este single.
Retalhos de uma Leitura Conjunta
[Já vem um pouco atrasado mas o tempo não dá para tudo.]
Quarta 09/07:
Numa palavra como classificas o livro...
Descritivo
Sexta 11/07:
Última frase da página onde vais...
"Era em Mons que estava sediado o quartel-general do príncipe Ruppecht e eram as suas tropas bávaras que garantiam a segurança do edifício, os estandartes axadrezados em azul e branco da Baviera ao lado da bandeira da Alemanha na fachada do município." pág. 203
Leitura conjunta com a Silvana do Por detrás das palavras do livro
Friday Finds
Mais uma semana e cá está de volta a rubrica do Should Be Reading sobre os livros que gostávamos de ler e adicionamos à lista TBR (To Be Read), semana após semana.
Aqui ficam eles:
Também vos puxa a curiosidade a algum?
Top Ten Tuesday
Confissões Bloguistas
Da autoria do The Broke and the Bookish esta semana o Top é dedicado às confissões dos bloggers sobre como é a nossa relação com os nossos amados livros. Desde as mais sérias às mais disparatadas.
Aqui ficam elas:
1. Compro ou leio muitos livros só pela capa, se ela me chamar a atenção vou querer lê-lo. Até tenho tido sorte que apanhei poucos que me desiludiram.
2. Quando vou a uma livraria nunca reparo se os livros têm defeitos, muitas vezes, pego logo no que está ao de cima mas ultimamente já tenho reparado mais e tirado o debaixo. Acho que estou a ficar esquisita porque alguns livros que chegam de encomenda vêm com a capa riscada, com dobras nas lombadas, etc, etc.
3. Leio vários livros sem nunca ter lido a sinopse, e só quando estou bastante absorvida na leitura e quero tentar saber o que poderá acontecer é que vou ler a sinopse.
4. Muitas vezes acontece que sou a "Maria vai com as outras", porque há livros que leio simplesmente porque têm cotação elevada no Goodreads, ou alguém que saiba que tenha gostos similares aos meus, também influência na vontade de ler o dito cujo.
5. Se um livro tiver muitas páginas estou constantemente a ir à última para ver quantas páginas faltam. Porque para a minha mente não lhe basta ver o marcador ir avançando, tenho mesmo de saber qual é a última página e ver o número. Constantemente.
6. Agradecimentos, notas no início ou notas no final, a vida do autor, outros livros do autor, blah blah blah whiskas saquetas, eu não leio nada disso. Tem prólogo ou epilogo? Então se não tem é logo para ir para o 1º capítulo até ao último da história.
7. Odeio quando tenho uma série e os livros são de tamanhos diferentes, capas diferentes ou livros do mesmo autor mas de editoras diferentes. Não faz sentido, e a pensar já nisso, tento comprá-los mas vejo antes quais são os pares para decidir se compro em inglês ou português. Já que eu coloco na estante editora por editora acaba por ficar muitos aos altos e baixos. E não é nada bonito de se ver, mas claro que não é impedimento de adquirir o patinho feio.
8. Apesar do ponto nº 4, nunca li Harry Potter, Twilight, O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Nora Roberts, e deve haver mais qualquer coisa ou alguém mas não me estou a lembrar. E a verdade é que até posso estar a perder grande coisa mas até agora nunca senti vontade nem tentada.
9. Um hábito que tenho há anos é colocar na página, onde está o título e o nome do autor, o dia em que comecei a leitura e o dia que terminei, sempre a lápis. E há poucos anos acostumei-me a colocar sempre o meu nome a caneta, ou debaixo do título ou do nome do autor.
10. Consigo ler em qualquer lugar: sofá, cama, sanita (sim, muitas vezes não dá para deixar a história a meio), carro/autocarro/comboio/avião, com pouca luz ou claridade (eu sei que faz mal), em sítios com barulho, tv ligada, com música, pessoas à minha volta a falarem (só não podem é falar comigo), etc. Curioso é que para a praia levo sempre livros mas nunca leio muito, deve ser mesmo o único sítio.
E vocês também se revêem em alguma destas confissões?
Retalhos de uma Leitura Conjunta
Mais um desafio que consiste em mostrar uma imagem/foto que ilustre como está a decorrer a leitura ou algo que caracterize o livro até à página onde vamos.
Esta é uma leitura conjunta com a Silvana do Por detrás das palavras e podem acompanhar os nossos desafios semanais sobre o livro A Filha do Capitão, do José Rodrigues dos Santos.
Segunda 07/07
Esta leitura conjunta vai bem com...
Alguém adivinha porquê?
Opinião Livro
As Serviçais, Kathryn Stockett
Título Original: The Help
Autor: Kathryn Stockett
Editora: 11x17
Género: Romance
Páginas: 635
Ano Publicação PT: 2013
Sinopse
Skeeter tem vinte e dois anos e acaba de regressar da universidade. Pode ter uma licenciatura, mas estamos em 1962, no Mississípi, e a sua mãe só a irá deixar em paz quando a vir com uma aliança no dedo. Provavelmente a jovem encontraria conforto junto da sua adorada Constantine, a empregada negra que a criou, mas esta foi embora e ninguém lhe diz para onde.
Aibileen é uma empregada negra que criou dezassete crianças brancas. Mas desde que o seu próprio filho morreu, algo mudou dentro de si. Quem a conhece sabe que tem um grande coração e uma história ainda maior para contar. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é a mulher com a língua mais afiada do Mississípi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma nova e insólita patroa.
Estas três personagens extraordinárias vão cruzar-se e iniciar um projeto clandestino que as vai colocar a todas em perigo. E porquê? Porque estão a sufocar com as barreiras que definem a sua cidade, o seu tempo e as suas vidas.
Adoro a temática e a maneira como a autora soube usá-la, mas
não posso deixar de não concordar com o final. Sei que representa uma época
bastante complicada em pleno século XX nos EUA mas sinceramente o fim é como
andar a lutar por uma causa mesmo com medo das repercussões e quando tudo
eclode cada um vai para o seu lado.
Centrada em três personagens: Aibileen, Minny e Skeeter. As
duas primeiras são criadas negras que trabalham para brancos. A última é uma
rapariga branca que acabou os estudos universitários e voltou para casa dos
pais. Enquanto Aibileen tenta sobreviver sozinha depois da morte do filho;
Minny tem bastantes preocupações para com os seus cinco filhos e o marido alcoólico
e problemático; e Skeeter tenta encontrar algo que a satisfaça profissionalmente
e não ir pela via mais rápida que é casar e ficar em casa com filhos nos
braços.
Apesar das vidas diferentes estão unidas com um único propósito:
mostrar aos brancos como que são tratadas por estes. Uma forma de alertar a sociedade
para a segregação racial e social pela via de um livro, pretendendo chocar,
abalar as estruturas mentais mas também contar histórias tocantes e de simpatia
que alguns patrões conseguem mostrar. Dentro da história escrita por Skeeter
estão mil e uma de várias criadas que resolveram dar a voz e assim ajudar a dar
forma ao livro Help. Um livro que é funciona como catarse para aquelas mulheres.
Ajuda a reflectir no ódio e sentimentos que os brancos
tinham para com outros seres humanos de cor diferente. O facto de a cor ser
motivo de discriminação para usar uma casa-de-banho, um autocarro, entrar pela porta da frente na casa de um branco, usar a mesma loiça. Mas para cuidar dos filhos, dar-lhes colo ou ensinar-lhe o que os pais nem se davam ao trabalho, já não havia qualquer problema. Basta que haja restrições para umas coisas mas para outras não é necessário, a ajuda até é tão bem vinda. Era a educação que recebiam no Mississipi, tratar uma empregada como criada ou como nada mas esta nunca seria prescindível, mesmo que fosse muito insuportável ter uma pessoa negra debaixo do mesmo tecto que um branco. A educação que não ensinou a tolerância e nem a verdadeira bondade, mas a hipocrisia e falta de valores morais.
Eu bem queria ter adorado em pleno este livro, e não é que
ele não seja bom. Talvez até tenha demorado a formar uma opinião acerca dele
para perceber se a extensão do final ainda se ia repercutir quando estivesse a
escrever esta review. E cá continua, para mim aquele final foi do género de
atirar as pessoas aos tubarões e vê-se te salvas. Talvez se a autora não
tivesse decidido que as patroas iam perceber quem podia ser quem, e depois no
final cada uma fosse para o seu lado, tudo bem. Agora a Skeeter toma a decisão de
o escrever e abandona o barco quando recebe uma boa proposta de trabalho,
enquanto as duas criadas ficam para trás a aturar os possíveis ataques dos tubarões.
Acho que a autora podia ter contornado melhor este aspecto para que continuasse
a ter algum tipo de impacto nos patrões e consequentemente o medo das criadas
não fosse o de serem descobertas por terem dito o que disseram, mas apenas por
pertencerem à classe oprimida.
Consegui obter mesmo assim um bom momento com este livro,
mostrou-me muitas verdades e não é difícil não sentir empatia pela história de
mulheres e homens que trabalham para melhorar a vida de outros que não lhes
agradecem na mesma moeda. Só que para um tema tão revoltante e delicado merecia
uma final mais humano, como foi o resto do livro. E não estou a pedir um final
cor-de-rosa…
Citação:
“Sinto aquela semente de amargura crescer dentro de mim,
aquela que foi plantada depois da morte do Treelore. Quero gritar tão alto que
a bebé me ouça, que a sujidade não é uma cor, que a doença não é o lado negro
de uma cidade. Quero impedir que aconteça aquele momento – e acontece, na vida
de todas as crianças brancas – em que começam a pensar que os pretos não são
tão bons como os brancos.”
Classificação: 3,5 de 5*
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