Opinião Livro

1 Dose Droga...1gr Esperança?, Daniel C. Oliveira



Título Original: 1 Dose Droga...1gr Esperança?
Autor: Daniel C. Oliveira
Editora: Texto Editora
Género: Biografia
Páginas: 158
Ano Publicação PT: 2001
ISBN: 9724721159

Sinopse

Dramática e verdadeira, esta é a história fascinante de um rapaz de 20 anos que testemunhou desde bebé a degradação e a decadência dos seus pais, rendidos à poderosa força da droga. Daniel Oliveira conta-nos, sem quaisquer rodeios, de forma nua e crua, uma experiência de vida.

O inequívoco positivismo de Daniel perante tão dramática experiência dá-nos a conhecer a sua realidade mas deixa-nos uma mensagem de esperança.




Uma biografia dificilmente tem piada quando é editada poucos anos depois de se ter nascido. Quer dizer mesmo aquelas dos jovens cantores ou actores, qual o interesse de ler quando ainda há tanta página de vida para ser redigida?! Mas quando exemplos de vida e coragem são factores para mostrar ao mundo que nada é impossível e que o céu é o limite basta que cada um de nós acredite nisso mesmo, o percurso do jovem Daniel até aos 20 anos é sinónimo dessa mesma tenacidade.


Desde bebé que testemunhou os meandros do mundo da droga em que os pais se colocaram. Pais muito novos e casados de fresco ainda não tinham colocado um pé nos dezoito e já tinha ido cada um para seu lado. Quando o Pai decidiu curtir a vida, a Mãe disse “Se é assim: vai, porque juro-te que tudo o que fizeres, eu farei pior…” E assim começou a saga da vida do pequeno Daniel. O único amor perfeito que os pais encontraram foi a Droga, por ela se deixaram encantar e por ela estavam dispostos a tudo. Esse tudo significou: prostituição, assaltos, prisões, mulheres ou homens diferentes de semana para semana, e negligenciar a educação da única criança fruto desse amor inocente e jovem. Quando digo negligenciar, falo de os avós terem sido os substitutos dos pais, e de os pais terem por diversas vezes o filho a assistir à degradação em que entraram.


Sem quaisquer rodeios sabemos a realidade pura e dura que o Daniel presenciou. As vezes que ajudou a mãe a drogar-se e assistiu ao vaivém de homens a entrar em casa apanhando-os nus. As vezes que foi com o pai comprar droga e que até lhe diziam "é este o teu puto?está tão crescido", como se de amigos do peito se tratassem. E todas aqueles vezes que teve de ir, quase religiosamente, visitar o pai à prisão. Sabemos os artifícios que arranjou para se sentir reconfortado, sabemos as batalhas que teve de ultrapassar para que o problema dos pais não se tornasse também o seu problema. Lutou em todas as frentes para que a sua história pessoal não fosse uma repetição da dos seus progenitores, mesmo quando estes mais uma vez não resistiam ao amor perfeito. Esta foi a história de "um triângulo com três protagonistas. Os meus pais, a droga, e eu!"

“Não escolhemos de onde viemos, mas podemos escolher para onde iremos” parece a frase que encaixa perfeitamente com este relato e com o que agora sabemos que é a vida do Daniel Oliveira. Independentemente do percurso corrosivo dos pais e que o podia ter levado pelo mesmo caminho, este foi feito de pequenas conquistas individuais. Claro que, aqui também entra o trabalho e apoio que foi obtendo dos avós, tios e primos, e indirectamente, dos pais. E mais tarde os colegas de televisão que foi conquistando. Mas este livro não querendo enaltecer as suas pequenas vitórias nem pretendendo denegrir os próprios pais, mostra que não importa o meio onde crescemos, aquilo que vimos e ouvimos, importa sim, o percurso que cada um pretende trilhar para se distanciar do meio onde, com forte probabilidade, poderia ter também caído. É de uma mensagem de esperança e coragem que se faz esta biografia.


De uma leitura rápida e simples, mesmo com apenas 20 anos, conseguiu exprimir com clareza tentando utilizar alguns artifícios para tornar a escrita mais poética. E com os relatos reais dos pais intercalados, não podia ter dado mais realismo a toda a premissa. Mesmo não contendo temas nada fáceis merece todo o respeito pela coragem de contar a história dos pais, e parte da sua própria história.
 

Citações:

"Conquistaram o amor um do outro algumas palavras depois da primeira. A fogosidade que os levou ao passo seguinte foi tão repentina como o fósforo que raspa na lixa e tem a chama ali à mão. No caso deles, o lume brando da paixão transformou-se em labaredas ardentes de amor num sopro mágico."

"A tentação, como diz a sabedoria popular, é mais forte do que a razão. A tentação de que se podia curtir mais do que no dia anterior, de que o que se carregava nos bolsos poderia comprar outro mundo, porque este era um globo cinzento com dores e angústias, ausente de prazer."

"Descobri mais tarde que a vida é como uma partida de xadrez: tem de ser jogada com cautela, passos acertados e tem a terrível vantagem de termos à nossa mercê o rumo que lhe queremos imprimir. Centenas de jogadas nas nossas mãos, cada uma na sequência da outra, o que nos leva a ter de dar passos seguros se queremos dar xeque-mate num futuro próximo."

"«A obra arrancou e é preciso é ter continuidade. As dificuldades vão ser mais do que muitas, eu sei, mas, com a tua força de vontade e garra que estás a mostrar tudo há-de ser ultrapassado.»"

"Usei e abusei ao longo deste livro, e, com todas as letras, da droga, tal qual ela abusou de mim durante 20 anos. Por isso este relato representa não só o orgulho de o poder escrever, mas acima de tudo, o facto de poder gozar com ela e com tudo o que ela me fez viver. Assim, da próxima vez que voltar a vê-la, vou dizer-lhe:
- Como vês, és uma merda. Até um puto de 20 anos, como eu, te derrotou sem que lhe entrasses no corpo uma só vez."

Classificação: 5 de 5* 
 

Opinião Série

Downton Abbey


Criador: Julian Fellowes
Elenco: Hugh Bonneville, Phyllis Logan, Elizabeth McGovern, Michelle Dockery, Maggie Smith, Jim Carter, Dan Stevens,etc.
Género: Drama
Canal de Emissão: ITV
Temporada: 1
Ano: 2010 -
Classificação IMDb: 8,8







A 1º temporada conta com 7 episódios que decorrem entre 1912, o ano do naufrágio do Titanic, até Julho de 1914, terminando com o anúncio do início da 1º Guerra Mundial. Apesar de poucos episódios são recheados com as preocupações dos senhorios assim como a dos empregados pela situação que abala a família Crawley. 


Com três filhas, Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay), Robert Crawley/Lorde Grantham (Hugh Bonneville) vê-se tentado a arranjar uma solução para a herança familiar. Com a morte do seu herdeiro directo no naufrágio, toda a família se vê na ânsia de procurar respostas em advogados para que Mary seja a herdeira da fortuna da mãe, mas a resposta é sempre a mesma: ou ela se casa com o futuro herdeiro de Downton Abbey ou não tem direito a nada. É assim que surge, Matthew Crawley (Dan Stevens), primo em terceiro grau que herdará tudo. Contudo sendo ele um advogado e filho de classe média, tem alguma dificuldade em adaptar-se mas também não ajuda o facto da família do Lorde e Condessa de Grantham esperarem tanto dele. 



Contudo Matthew começa realmente a interessar-se por aquela propriedade e localidade e esforça-se por se integrar, e Lorde Grantham vê isso como um sinal que todos os seus objectivos de vida ficarão bem entregues nas mãos do jovem advogado, apesar da mulher Cora/Condessa Grantham (Elizabeth McGovern) e da mãe Violet Crawley/Viúva Rica de Gratham (Maggie Smith) não partilharem do mesmo entusiasmo. Esta também é uma preocupação presente nos empregados e várias vezes se questionam se Lady Mary irá casar ou não com Matthew. Porém esta também é uma questão que nem a própria sabe responder e que Matthew cansou de tentar obter.




Os empregados apesar de pertencerem ao elenco secundário dão bastante relevância a toda a premissa. Desde o mordomo, passando pela governanta, aos lacaios até à cozinheira, todos tem um papel de destaque em cada episódio. E claro, dentro deles há sempre uns que são as cobras, os sensatos, os confidentes e os desbocados. Se é fácil gostar desta pequena família que serve e protege dia e noite os patrões, também é bom verificar que qualquer elemento da família Crawley os trata como parte deles e os ajuda em quaisquer situações. Um dos pontos altos é que os segredos da família nunca são realmente segredos para os criados porque ficam a saber tudo, mas mantêm a lealdade aos seus patronos. E foi a particularidade de reciprocidade que me fez realmente apreciar esta série.




Os atritos e ciúmes entre irmãs; a busca de melhores condições de trabalho; a luta pelo direito ao voto da mulher e a sua emancipação; o cepticismo em relação à electricidade e ao telefone; o quer tramar alguém mas é-se apanhado nas teias da conspiração; e o descobrir o desejo e interesse e/ou rejeição de um partido, são alguns do pontos desenvolvidos. Existem várias consequências ao longo de toda a série que levam a uma cadeia de desenvolvimentos pouco recomendados, mas como esta família de patrões e criados é tão unida, os obstáculos são superados com a ajuda de todos.



O futuro de Mary, de Downtow Abbey e de Inglaterra ficaram em aberto no último episódio e na próxima temporada mais algumas questões serão resolvidas. 
Mas enquanto isso, só tenho a dizer que passei realmente um bom bocado a assistir a esta série, surpreendeu-me pela positiva e já tenho um leque de personagens favoritas, mas destaco Maggie Smith sublime como Viúva Rica de Gratham, Joanne Froggatt como a criada Anna, Jim Carter como o mordomo e Phyllis Logan a governanta. E claro os meus dois ódios de estimação, Rob James-Collier como o lacaio Thomas e Siobhan Finneran como a criada pessoal de Cora, Sarah O'Brien. 
O guarda-roupa também é fantástico, sempre impecáveis tanto mulheres como homens, e os cenários não ficam nada atrás de bonitos que são. Até as posturas e modos estão muito bem demarcados para percebermos a diferença entre quem é da classe alta (os Crawley), quem vem da classe média (Matthew e a mãe) e os da classe baixa, e entre estes havendo a distinção entre quem trabalha numa casa da alta sociedade e aquele que nunca teve contacto com a Alta. 
Acho que o único senão foi mesmo o avanço rápido dos tempos/anos sem sabermos que está a avançar, acho que só no 1º e último episódio há referência à temporalidade, em 7 episódios passamos de 1912 a 1914 num ápice. 
Tirando isto, vale realmente a pena acompanhar Downton Abbey e a próxima temporada já está à minha espera.



 
Costumam acompanhar esta série?
Se sim, qual a temporada que mais gostam? 
 
 
 

TAG Literária

Um Amor de Tag




Já andava com saudade de fazer uma tagzinha e estava calhou mesmo em boa altura. Encontrei-a no Algodão Doce para o Cérebro e foi criada pelas meninas do O Livro que Deu um Pum.


"Be my Valentine"

1. Qual o teu título romântico preferido?
Falling Into You, Jasinda Wilder.

"Roses are red/ violets are blue/ I like books/ more than I like you"

2. Partilha uma citação ou uma parte de um livro que te fez suspirar.
“Choosing to be with you, isn't a difficult decision, Jacqueline...It's easy. Incredibly easy.” - Easy, Tammara Webber

"Foi amor à primeira vista..."

3. Uma capa que te deixou apaixonada(o)
Porque decidi ler o livro precisamente por isso, Ten Tiny Breaths.

"I SHIP YOU!"

4. Qual o teu casal preferido (ou para os nerds...o teu OTP preferido)?
Adoro a Emma e o Aidan da série The Proposition, Kate Ashley.

"Team what?"

5. Qual o teu triângulo amoroso preferido ou o mais detestável?
Fácil, o mais detestável é a Katniss, Peeta e o Gale, Os jogos da Fome.

"F#ck the distance. Be here"

6. Às vezes, os autores gostam de separar os casais, o que vale é que de uma maneira ou de outra, eles voltam a juntar-se. Qual foi para ti a melhor separação/reencontro?
Tenho de escolher a Peryn e o Raffe do Angelfall, separação, reencontram-se, separam-se mais uma vez e o reencontro só no próximo capítulo.

"Eu gosto de ti. Quase todos os dias"

7. Até agora, qual foi a melhor declaração de amor que leste?
Gostei bastante da feita pelo Jude em frente a um auditório à Lucy, do Crash.

"Seduce me with your weirdness"

8. Amor à primeira vista ou "enemies-to-lovers"?
Por muito engraçado que seja o amor à primeira vista, não há nada mais suculento do que ver inimigos arregaçarem as mangas para caírem nos braços um do outro.

"Shut up and kiss me"

9. Se há coisa por que mais ansiamos num romance, é a cena do primeiro beijo. Qual a tua cena de beijo preferida?
Eu costumo ansiar pelos primeiros beijos mas agora que penso neles não me lembro de nenhum... -.-'

"O problema não és tu, sou eu..."

10. O casal mais chato?
Atenção eu adorei o livro Duas Vidas mas caramba demorou mas demorou a serem um casal.

"Tragam a caixa de chocolates"

11. O pior desgosto que tiveste.
Estou neste momento bastante desgostosa para saber o que acontece ao Alex e ao Julian no último livro da série Delirium. Tinha logo que engraçar com os dois...

"Estás sempre no meu pensamento..."

12. A melhor história de amor até agora?
Não é a melhor mas há uma que adoro por ter todos os ingredientes para uma história de amor: tragédia, superação, sofrimento, reencontro, amor... Mia e Adam do Se Eu Ficar e Espero Por Ti Gayle Forman.

"Now I want you to come upstairs with me, and get in my bed"

13. Diz-nos, qual o teu romance ou cena erótica preferida?
O Sedução Intensa da Lisa Kleypas ou o Peripécias do Coração da Julia Quinn.

"You're my new dream.."

14. O próximo romance que queres ler.
Anna and the French Kiss ou Orgulho e Preconceito.


Quem quiser, toca a responder a esta Tag super engraçada e amorosa.