Opinião Série

Arrow


 

Criadores: Greg Berlani, Marc Guggenheim, Andrew Kreisberg, Mort Weisinger
Elenco: Stephen Amell, Katie Cassidy, David Ramsey, Emily Bett Rickards, Susanna Thompson, Willa Holland, Colin Donnell, Paul Blackthorne

Género: Drama, Acção, Fantasia, Aventura
Canal de Emissão: The CW
Temporada: 1
Ano: 2012 - 
Classificação IMDb: 8,2










Nunca fui muito fã de banda-desenhada sem ser a da Walt Disney, a única coisa que fazia em pequena era assistir a uns quantos desenhos-animados que davam na TV (Batman; Homem-Aranha, etc). E não me lembrava do Arqueiro Verde. Mas aconteceu que um dia apeteceu-me ficar a tarde toda de sábado a ver TV e apanhei 3 episódios seguidos de Arrow. E não consegui resistir e tive que começar a acompanhar a série que terminei há pouco a 1º temporada.


O que me atraiu neste enredo foi o facto da história baseada no The Longbow Hunters, Green Arrow: Year OneGreen Arrow (2001-2007), se passar na actualidade. Mesmo sendo o mundo de Starling City fictício não deixa de satisfazer pela abordagem ao séc. XXI aliada à base da história do Arqueiro Verde. Com isto transportam as personagens para um duplo mundo: o mundo real e da vida quotidiana e o mundo onde existem os super heróis e os super vilões.


Oliver Queen (Stephen Amell) faz parte do mundo dos super heróis, e se no início a sua história como Arqueiro Verde é solitária, depressa passa a depender de duas figuras importantes: John Diggle (David Ramsey) e Felicity Smoak (Emily Bett Rickards). Esta última demora algum tempo a fazer parte desta equipa mas já em alguns episódios que ajudava com o seu trabalho como hacker informática; já Diggle passa de simples guarda-costas de Oliver para se transformar no braço-direito deste de dia e do Arqueiro Verde de noite.



Mas antes do início da transformação de um jovem rico e mimado no Robin Hood de capuz verde, a história remonta-nos para 5 anos atrás e mostra os porquês dos novos objectivos de Oliver. Durante esse período de tempo vive numa perigosa ilha da China para prisioneiros, depois do náufrago do barco do pai, onde lida com o mais variado tipo de desafios e onde aprende muitas das técnica que posteriormente utiliza como Arqueiro. Depois de retomar à civilização procura fazer a diferença e mostrar o homem mudado em que se tornou à família e aos amigos. Mas nem tudo parece fácil nem para ele nem para os outros porque são vários anos que não voltam para trás. Só que o seu objectivo é só um, que é colocar em prática o plano de vingança contra os nomes presentes na lista do seu pai. Com o recurso a flashbacks é possível intercalar o passado ao presente e perceber as privações que passou na ilha e ainda as motivações para o que faz actualmente.



Pessoalmente gostei de entender os objectivos daquelas pessoas que constavam naquela lista. Muitos deles são corruptos e estavam a transformar a cidade num ponto sem retorno de injustiças e indiferenças. E o Arqueiro Verde ao dizer “you fail this city”, fá-lo como última oportunidade de ouvir da boca dos inimigos daquela cidade a suas súplicas. Ainda adorei o facto de que é uma série que não enrola, a morte de uma pessoa fundamental para o “crescimento” de Oliver como Arqueiro; o desvendar da sua identidade a uma pessoa importante; as motivações de Moira Queen (Susanna Thompson) para trair os “amigos”; e ainda ver que o Empreendimento criado por Malcolm Merlyn/Arqueiro Negro (John Barrowman) para destruir e reconstruir Glades não é pensado ao acaso e um plano B fica sempre bem quando se luta contra o Arqueiro Verde, foram aspectos importantes para mostrar que a série consegue-se desenvolver bem sem se agarrar continuamente aos mesmos clichés que pairam em muitas outras séries.




Muitas pontas soltas ficaram por responder no último episódio e parece que a 2º temporada terá novas reviravoltas. A introdução de Roy Harper (Colton Haynes) na vida dos super heróis; a (não) relação de Oliver e Laurel (Katie Cassidy); a prisão de Moira Queen, o fim de Tommy Merlyn (Colin Donnell); a parceria entre o Detective Quentin Lance (Paul Blackthorne) e o Arqueiro Verde e o ressurgimento de Sarah, a irmã de Laurel e filha do Detective, que supostamente morreu no naufrágio do barco da família de Oliver, Queen Gambit. Estes são alguns dos momentos que ficarei a conhecer na próxima temporada, que já está em transmissão,assim que a continuar a acompanhar.

 


E vocês já conheciam esta série?
E já assistiram?

Como Gostar de Ti?





Volto mais uma vez com esta rubrica em que vos peço que me indiquem os livros que mais gostam ou têm mais curiosidade sobre o autor eleito por mim.
E o deste mês é um homem e é português.



Nunca li nada dele, mas já tenho o Codex 632, só que acho que ele deve ser muito à Dan Brown e não me apeteceu ainda lê-lo. 
E outro dos motivos para nunca ter lido nada é o preço das obras deste jornalista, que são sempre acima do valor que eu estipulei para comprar de livros.

Música da Semana




Hoje são duas canções que vou apresentar, espero que gostem ;)

Apesar da miúda me despertar uma vontade enorme de lhe dar um murro naquela cara (desculpem lá a sinceridade -.-'), esta música não me saí da cabeça e é bem saborosa de se ouvir.




Uma música que já começa a trazer o cheirinho de hit de Verão (ou isto deve ser é a minha vontade do bom tempo que me faz pensar assim).




Bom fds a todos!

10 Livros Marcantes





 



Encontrei desafio no blogue da Silvana Por detrás das palavras que por sua vez o viu no facebook da Silvéria do The fond reader.
Consiste em "Fazer uma lista com os 10 livros (ficção ou não-ficção) que te tenham marcado. A ideia não é gastar muito tempo, nem pensar muito. Não precisam ser grandes obras, apenas que tenham sido importantes para ti. Depois escolher 10 amigos para participar da brincadeira. E eles devem incluir-te quando fizerem as suas listas para que eu possa ver as listas deles."

Estes são os meus seleccionados sem qualquer ordem.

1. Um Momento Inesquecível (Nicholas Sparks) - Tinha de falar dele mais uma vez, mas marcou-me profundamente. Uma paixão adolescente entre o patinho feio e o rapaz popular podia ter-se transformado no melhor conto de fadas, mas este não tem um final feliz.

2. Os Filhos da Droga (Christiane F.) - Pela severidade e pela dura realidade que muitos humanos se deixam levar. Podemos passar do estado mais estável para o mais degradante em tão pouco tempo.

3. O Fim da Inocência 1 (Francisco Salgueiro) - Ouvi muitas coisas a respeito deste livro na altura que saiu, que era baseado em histórias reais ou que aquilo não passava de devaneios do escritor. Pois, independentemente do que seja, acredito piamente que existe de certeza absoluta uma vida igual àquela que é reportada no livro. Quem descende de boas famílias mais facilmente tem acesso a outras coisas e mais interesse tem nessas mesmas coisas. O que me custou foi perceber que um dia possivelmente serei mãe e não gostava de ver um filho meu ir por esses caminhos.

4. Antes de Vos Deixar (Lauren Oliver) - Gostei mesmo dele apesar de saber que a vida da protagonista já era. Mas o que me fez apaixonar por ele foi que mesmo quando temos todas as hipóteses à nossa frente de recomeçar o dia em que morremos demoramos tempo a perceber o que realmente queremos e o nos faz feliz.

5. A Menina Mais Triste do Mundo (Cathy Glass) - Tinha de falar deste testemunho, cortou-me o coração ler o que esta criança passou mas felizmente esta é uma história que acaba bem. E quem não quer ler ou ouvir falar de histórias que tinham tudo para terminar mal e afinal acabam muito bem?!

6. Marley & Eu (John Grogan) - Adoro animais e ao acompanhar a história deste cão maluco fartei-me de rir, ficar pasma e até me emocionei. Aquele momento que o dono o leva até ao veterinário mas afinal ainda não era altura dele morrer custou...

7. PS - Eu Amo-te (Cecelia Ahern) - A maneira que um amor tem de continuar mesmo sem estar presente fisicamente a outra parte. Uma bela maneira de alguém conseguir caminhar sozinha mas com a ajuda da muleta das cartas de amor. Ajuda a conciliar o que se viveu e aquilo que essa pessoa tem de aprender para continuar a viver.

8. O Caderno de Maya (Isabel Allende) - A vida de uma jovem é virada do avesso quando é mandada para os confins para recomeçar a sua vida. Esta podia ser a vida de muitos jovens que se deixam cair em várias armadilhas da vida e que felizmente têm alguém que os tenta retirar desse caminho. 

9. Felizmente Há Luar (Luís Sttaut-Monteiro) - Não é tanto me lembrar da história em si e ela ter sido marcante contudo foi o facto de me lembrar sempre de dois aspectos presentes no livro: a saia verde e a luz da fogueira e do luar. A saia verde significa a esperança na liberdade e a luz significa a vitória sobre a opressão.

10. Peripécias do Coração (Julia Quinn) - Mais um que não é tanto a história que me marcou mas fez-me mudar a minha opinião em relação a romances históricos e deu-me também uma perspectiva que talvez os clássicos que abordam a mesma temática não serão assim tão maus e merecem uma oportunidade.


A ideia é que vocês também participem neste desafio para que todos possamos mostrar as nossas preferências, por isso, não hesitem em o fazer ;).

Opinião Filme

Drinking Buddies







Título Original: Drinking Buddies
Realizador: Joe Swanberg
Elenco: Olivia Wilde, Jake Johnson, Anna Kendrick, Ron Livingston
Género: Comédia, Romance
Ano Estreia: 2013
Classificação IMDb: 6,2









Este filme é mais do que bebedeiras e afogar as mágoas ou as felicidades na cerveja, é o celebrar o que bom a vida tem para nos oferecer, a amizade. Mesmo para quem seja tresloucada como a Kate (Olivia Wilde) um ombro amigo é sempre bem-vindo, e Luke (Jake Johnson) tem esse papel, apesar de ter uma namorada do género certinha direitinha, Jill (Anna Kendrick). Kate e Luke trabalham numa cervejaria e têm um relacionamento particularmente interessante, apesar de ambos serem comprometidos. Mas o que nos mostra este filme é que aquilo que parece nem sempre é: a pessoa mais certinha é no fundo a menos santa, por assim dizer, e as mais vivazes são aquelas que tem a cabeça no lugar e têm consciência da realidade. 
Eu durante o visionamento deixei-me iludir pelos comportamentos e pelas aparências mas entrei pelo caminho errado.




É um filme mais inteligente do que à primeira vista se dá a entender. Digo isto porquê? Porque mostra a possibilidade de qualquer humano ter uma relação de amizade com uma pessoa do sexo oposto sem ter necessariamente de se apaixonar ou ter algo físico. Enquanto assistia pensava que os dois colegas de trabalho se iam envolver. As trocas de olhares, o carinho, a preocupação e a maneira descontraída como se relacionavam, podiam indicar isso mesmo. Mas a verdade é que isso não aconteceu, e agora vejo que o objectivo do filme, foi mostrar que mesmo existindo esse à vontade com alguém, não significa que queiramos alguma coisa com essa pessoa. Muitos de nós podemos nos questionar se é possível ou não existir essa relação? Eu acredito que sim. Mas por que é que não acreditei no filme? Porque eles aparentavam que existia uma atracção, mas agora o que me faz pensar, é que todos nós quando nos relacionamos bem com amigos, seja do sexo masculino ou feminino, tem de existir uma certa química. Ou seja, os amigos que tenho ou faço só o são porque há algo que me atrai neles. Atrai no sentido que têm uma personalidade que coincide ou que não colide com a minha. 
Por isso parabéns ao filme por mostrar que há possibilidade de nos darmos muito bem com alguém sem existir envolvimentos.



Dá um prisma da vida de muitos jovens adultos em fase de construção da sua vida. Seja em Portugal ou nos EUA, os dilemas abarcam todos aqueles que pretendem crescer e ter uma vida estável: emprego, casamento, fanfarronice e uma vida em o conto de fadas não entra, são aspecto comuns a toda esta panóplia de pessoas. E foi por não entrar no caminho da vida é bela mas mostrar tal e qual a vida real que merece o devido destaque.