Opinião Livro

Crash, Nicole Williams



Título Original: Crash
Autor: Nicole Williams
Editora: Auto publicação
Género: Romance
Série: Crash #1
Páginas: 215
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2012
ISBN: 2940014979627

Sinopse

Southpointe High is the last place Lucy wanted to wind up her senior year of school. Right up until she stumbles into Jude Ryder, a guy whose name has become its own verb, and synonymous with trouble. He's got a rap sheet that runs longer than a senior thesis, has had his name sighed, shouted, and cursed by more women than Lucy dares to ask, and lives at the local boys home where disturbed seems to be the status quo for the residents. Lucy had a stable at best, quirky at worst, upbringing. She lives for wearing the satin down on her ballet shoes, has her sights set on Juilliard, and has been careful to keep trouble out of her life. Up until now.

Jude's everything she needs to stay away from if she wants to separate her past from her future. Staying away, she's about to find out, is the only thing she's incapable of.

For Lucy Larson and Jude Ryder, love's about to become the thing that tears them apart.




Este livro surgiu na minha vida depois de ver algumas recomendações no Goodreads. Demorei quase meio ano a decidir-me a lê-lo e ainda bem que o fiz e não o coloquei de parte durante mais tempo. Contêm clichés, mas independentemente disso, soube tornar-se único.


E o que é que o Beatles têm a ver com esta história?! Tudo. Só o nome dos protagonistas demonstra que estava escrito no céu que eles tinham de fazer um mash-up. Lucy Larson é uma jovem que teve de mudar de casa no último ano do liceu e logo antes de começar as aulas tem um “encontro” com Jude Ryder. Este tem a aparência perfeita que Lucy não consegue resistir de tentar seduzir, mas por detrás dessa aparência, há muito que ela desconhece. Logo no início é avisada que ele não é o rapaz de namoros, mãos dadas nem cinemas, porém quando é ela que lhe dá para trás, é ele que não consegue resistir à rapariga que pretende melhorar o mundo.


Apesar de muitos o considerarem um YA, é suficientemente pesado e maduro, para ser lido por pessoas mais susceptíveis. Tem uma grande carga emocional, seja física ou psicológica, e acontecem algumas coisas que não são de meias medidas. Tem confrontos, discussões, palavrões. Mas são estes aspectos que fizeram funcionar este romance, apesar do grande recurso aos clichés. O facto de Jude ser o bad-boy, aquele que se mete com todas as raparigas mas nunca gostou de nunca; já esteve preso várias vezes; vive numa instituição depois do pai ser preso e a mãe os abandonar; é temido por todos e tem os piores amigos que alguém poderia querer ter. Lucy é o completo oposto, não é ingénua mas viveu uma vida que lhe proporcionava o melhor e agora tem de aprender a viver com pouco, seja em termos monetários seja o pouco amor que os pais demonstram. Depois da morte do irmão agarrou-se a dois objectivos na vida, conseguir salvar seja de quem for e viver para a dança.

Quanto mais conhece Jude mais dificuldade tem em se conseguir distanciar apesar de ele a aconselhar a fazê-lo. Todos no liceu começam a fazer juízos de valor sobre este suposto interesse e muitos tentam-na persuadir que ele não é o rapaz certo. Contudo não é a opinião dos outros nem dos seus pais que faz com que este relacionamento comece a fracassar. Um mal-entendido que nenhum dos dois resolve solucionar e um elo de ligação a ambos do passado levam esta relação ao fracasso. Pelo meio ainda vamos tendo muitas tensões sexuais mas sem nunca existir vias de facto, o que até trouxe um pouco de diferença, porque o objectivo não era entrar por esse caminho.


Um dos bons aspectos neste livro foi o facto de Lucy acreditar em Jude e querer-lhe mostrar que o passado não nos pode determinar no futuro, todos temos a oportunidade de mudar e melhorar a nossa vida, basta querer coloca-la nos eixos. A fé demonstrada por ela fez-me acreditar que quando temos alguém na nossa vida que nos orienta da melhor maneira, podem-se colher bons frutos. O passado molda-nos mas somos nós que temos de ter a capacidade de perceber se queremos viver moldados à imagem do passado ou a imagem daquilo que achamos correcto para nós. E Lucy sabia bem aquilo que dizia porque também ela tentava fazer isso mesmo, depois do desgosto da morte do irmão; do sentimento de culpa e frustração; das mudanças repentinas dos pais, a mãe sempre revoltada e o pai fechado para o mundo. Mas curiosamente foi este a pessoa mais sábia em todo o livro.


Porque há finais que me matam e é impossível não ficar com um sorriso parvo na cara depois de uma declaração daquelas e de misturarem a música certa num final todo xpto. E também engolir o orgulho no momento certo pode transformar o mal no melhor. E foi esta maneira engraçada de terminar um livro que me encantou profundamente.


Nicole Williams não tentou transformar este romance num cor-de-rosa e que a vida é bela. Mas fê-lo de maneira que as pessoas percebam que a vida tem obstáculos e mesmo aqueles que se esforçam para serem felizes muitas vezes são confrontados com contratempos. A vida é como é para cada um de nós, nem nenhum mar de rosas nem a pior catástrofe, apenas as coisas são como são. E só por isso vale a pena lê-lo. E continuar para terminar a trilogia.

Citações:



"It’s not hard to recognize something special when life’s thrown a lotta shit your way."



"I’m cancer, Luce. And not the kind that you can kill off with radiation. The kind that kills you in the end."


"Everyone lost something that day, and I was glad to see one seed rise up from the ashes."

"Caring for someone is scary because you both know how it feels to lose someone in the span of a heartbeat. But you can’t let fear dictate your life or else you’ll end up like me. Don’t live life hiding behind your past, live for right now. When you find someone you want to spend forever with, you don’t let them go, whether forever turns out to be a day or a year or a hundred years."


"It always amazes me how when we’re sure we’ve lost something for good, it winds up finding us."

Classificação: 5 de 5*



 
 


Maratonas Literárias - Viagens (In)Esperadas #1 Desafio



Desafio nº 1:

Pega no livro que estás a ler e abre uma página à sorte e partilhem connosco uma frase dessa página.


"Nunca soube o que a Hanna fazia quando não estava a trabalhar nem estava comigo. Se lhe perguntava, ignorava a pergunta. Não tínhamos uma vida em comum; limitava-se a conceder-me no seu mundo o lugar que ela escolhia."


O Leitor, Bernhard Schlink, pág. 52

Opinião Livro

Persuasão, Jane Austen


Título Original: Persuasion
Autor: Jane Austen
Editora: Editorial Presença
Género: Romance Histórico
Colecção: Grandes Narrativas
Páginas: 256
Ano Publicação PT: 2007
ISBN: 9789722321136

Sinopse

É em «Persuasão», o último romance acabado de Jane Austen, que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Sobre ela escreveu, um dia, a autora: "ela é quase demasiadamente boa para mim." No entanto, naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos. Uma história de amor, desenvolvida com profundidade e subtileza, proporciona o campo ideal para um estudo refletido, que sustenta na sua linha de horizonte o complexo relacionamento entre os dois sexos, e no qual homem e mulher surjem como seres moralmente análogos.



O meu primeiro livro lido de Jane Austen e o último a ser escrito por ela. E tenho a dizer que me encantou bastante. Eu sei os temas que costumam abordar as obras dela e este não foi excepção. A crítica à sociedade daquela época é um dos pontos que Austen chama a atenção com personagens fúteis, de caracter dramático, de desdenhar da vida dos outros, que vivem de estatuto social e amizades convenientes, a quem a aparência tem mais peso que qualquer outra coisa e o peso de a influência de outra pessoa pode ter na nossa vida.

Porquê Persuasão?! Porque Anne Elliot, a filha do meio de Sir William Elliot, foi convencida pela sua família e pela grande amiga Lady Russel, a não casar com o grande amor da sua vida. Apesar de na altura ter 19 anos, o que lhe apontaram como falha para este casamento, era a falta de posição social e dinheiro do seu namorado. Mas quis o destino que oito anos depois, a família Elliot passasse por dificuldades financeiras e uma das maneira de ultrapassá-la seria alugar a casa à irmã do ex-namorado de Anne, e que agora este estivesse muito bem financeiramente. E será que um grande amor resiste às marcas de um passado?


Miss Anne Elliot depois de ser recrutada pela irmã mais nova Mary, a única casada, para passar uma temporada consigo, nem imagina que terá de se cruzar e conviver com o Capitão Frederick Wentworth. Tudo porque este começa a frequentar a casa dos sogros de Mary e esta sabendo da boa influência que é dar-se com alguém daquele calibre não hesita em querer comparecer a todos os jantares e convívios que os sogros dão em honra de Wentworth. Anne bem tenta escapar a estes encontros mas parece inevitável. 

Não é fácil tentar agir normalmente sem tornar cada momento embaraçoso mas com o tempo começa a acostumar-se com a indiferença que Frederick demonstra, preferindo este mostrar toda a sua simpatia e galanteio para com as irmãs do marido de Mary, Louisa e Henrietta Musgrove. Quando todos parecem a notar a preferência de Frederick para com Louisa, quando se dá um acidente com esta, é Anne que põe toda a família e amigos em sentido para ajudarem a pobre rapariga. E se há momentos esclarecedores, este não podia ter sido mais para Wentworth.


Depois destas situações todas, ainda conhece o primo que herdará o título de Sir William Elliot, porque este não teve nenhum filho varão; retomará uma amizade antiga com uma colega de escola e que se revelará bastante útil e ainda dará conselhos a uma homem que perdeu o sentido à vida depois de a mulher falecer. E mesmo sentindo-se ocupada o seu pensamento nunca está longe de Frederick, sem saber que este pensa exactamente da mesma maneira. Depois de vários encontros e desencontros que têm tudo para dar errado, ele consegue finalmente revelar-lhe o que sente e tudo o que espera dela é um simples sinal de que o passado ainda é bem presente no seu coração.
 
Anne basicamente é a personagem sensível, determinada, isolada e a quem a beleza não abundou muito. O oposto das irmãs e do pai, ela pode ser descrita como o “patinho feio” ou a “ovelha negra da família”, apesar de fazer tudo por aquela família não é vista aos olhos deles com quaisquer competências, sendo subjugada a sua vontade em detrimento dos outros. Já Wentworth é descrito como bastante apaixonado pela vida, pelos barcos, por livros. Um homem de verdadeiros talentos e boas maneiras, mas apesar de querer assentar e querer conhecer outras mulheres, nenhuma consegue chegar aos calcanhares de Anne. Este foi provavelmente a personagem que sempre acreditou no valor daquela mulher. É caso para dizer que nunca se esquece o primeiro amor.

Não é um clássico massudo mas é tão fluída e simples a leitura que foi muito fácil compreender aquele mundo, o que aponto como defeito são os nomes repetidos das personagens, que às tantas, já não sabia de quem estavam a falar. É perfeito para entender o século XIX e perceber pela caracterização pertinente de cada uma das personagens a imagem das preocupações sociais da época. Perfeito para a minha estreia com Jane Austen.

Citações:

"O pior mal de um caracter excessivamente dócil e indeciso resido no facto de não se poder confiar no efeito de qualquer influência sobre ele. Nunca temos a certeza de que uma boa impressão seja duradoira. Qualquer pessoa a pode fazer vacilar. Que aqueles que desejam ser felizes sejam firmes!" 

"Como muitos outros grandes moralistas e pregadores, tinha sido eloquente numa matéria em que a sua própria conduta não sairia incólume de um exame aprofundado."


Classificação: 4,5 de 5*
 
 

Curtas Novidades Adaptações




Maleficent



Não param de chegar novidades sobre este filme, ontem nos Grammys foram revelados mais um trailer e ainda a nova música de Lana Del Rey.
 



A música neste trailer funciona muito bem...



Mas não sei...não fiquei muito fã ao ouvir a música completa.

Curtas Novidades de Adaptações



Maleficent




Estou mesmo curiosa com este filme que tem estreia prevista para 5 de Junho por cá.
Angelina Jolie é a Maléfica, Elle Fanning a Princesa Aurora e Brenton Thwaites é o Príncipe Filipe.

E a Angelina não podia ter sido melhor escolha, ela tem mesmo a cara de má e tem ar de ser completamente doida do miolo :P

E uma das músicas presentes na banda-sonora pertence a Lana Del Rey com Once Upon a Dream. E será hoje mesmo apresentada nos Grammys.


Veronica Mars




Tem estreia prevista para 14 de Março nos EUA a adaptação cinematográfica de uma das séries juvenis mais populares de todos os tempos.
A ver vamos se se vai manter fiel aos seus leais fãs.

Fifty Shades Grey




A nova imagem promocional do filme foi ontem divulgada. E vamos poder vê-lo daqui a um ano no Dia dos Namorados. Realmente é sempre um bom filme para ver nesse dia, e os "desastres" que vão acontecer para tentarem pôr em prática aquilo que acabaram de ver :P

Mas eu sempre que olho para o poster só me salta uma coisa à vista, bumbum! Não há hipótese.


Gone Girl




Foi anunciado esta semana que a banda-sonora do filme baseado no best-seller de Gillian Flynn será composta por Trent Reznor & Atticus Ross. São os mesmos que assinaram o também filme de David Lynch, A Rede Social, e chegaram mesmo a ganhar o óscar para Melhor Banda-Sonora Original em 2011.

Desculpem lá a imagem, apesar de ser uma capa de revista, não deixa de ser brutal e doentia.


Mockingjay Part 1




Foi divulgado o novo poster da 1º parte do filme A Revolta, e não posso dizer tenha tenha ficado satisfeita por ele é igualzinho aos outros todos. 
E só me faz lembrar a parte no último filme quando a Katniss levanta os braços depois do vestido ter pegado fogo.






Espero que tenham gostado destas curtas, apesar de já não serem novidades.
Volto assim que tiver mais.