Opinião Livro

Sedução na Noite, Sherrilyn Kenyon


Título Original: Seize the Night
Autor: Sherrilyn Kenyon
Editora: Edições Chá das Cinco
Género: Fantasia
Série: Predadores da Noite nº7
Páginas: 304
Ano Publicação PT: 2011
ISBN: 9789897100062

Sinopse

Valério é um Predador da Noite romano desprezado pela maioria dos predadores gregos que alimentam um profundo ódio à civilização que o viu nascer. De origem aristocrática e arrogante, Valério mal sabe o que pensar quando conhece Tabitha Devereaux. Ela é sensual, imprevisível e incapaz de o levar a sério. Mas é também irmã gémea da mulher do seu maior rival.
A única coisa que Tabitha leva a sério é matar vampiros. E agora terá de enfrentar, junto com o predador romano, o mais mortífero de todos os seus inimigos… uma ameaça acabada de regressar do mundo dos mortos. Para vencer este mal, Valério precisa de aprender a confiar em alguém e pôr tudo em risco para proteger o homem que odeia e a mulher que o leva à loucura.



Este livro pertence a uma vasta série chamada os Predadores da Noite. E eu aproveitei a oportunidade de arranjar um pack que me fornecia 3 livros. Sabendo de antemão que o pack não continha os primeiros volumes mas a partir do nº 7, avancei para a sua leitura, sem saber muito bem o que esperar. O que encontrei fez-me ter vontade de querer seguir a série desde o início para preencher algumas lacunas que este me fez questionar, mas valeu na mesma espreitar este mundo de deuses.

Deixei-me mesmo cair na teia deste belo romance sensual. A maneira como a autora resolve mexer as peças do puzzle deixou-me completamente atordoada e expectante para saber mais e mais. Claro que quando há uma relação supostamente proibida transforma-se no ingrediente certo para dar numa relação bem atribulada e picante.


A Tabitha é uma super mulher e quem se atravessar no seu caminho é melhor escolher o outro lado da rua que ela passa a folha a qualquer um. E mulher mais determinada não há que esta caçadora de vampiros. E depois aparece-lhe à frente um imortal demasiado sério que faz Tabitha querer abaná-lo do seu transe de “pobre diabo que sou e todos odeiam-me”. Valério é chamado vilão por todos mas no fundo não faz mal nem se quer meter com ninguém. É o resultado de uma infância cruel a quem eram exercidas medidas extremas por um pai e irmão que cometiam atrocidades sem ninguém os parar.

Acabei por entender o ponto de vista de todos, aqueles que não gostavam e estavam demasiado ligados ao passado para esquecerem o que o Valério significava, e aqueles que deram a chance de conhecer o homem que ele é naquele momento. E neste aspecto achei que o papel das muitas mulheres presentes no livro é de que são elas que mandam, e eles mesmo sendo Predadores da Noite, piam baixinho para as satisfazer. Por isso, ao acabar a leitura só pensei “mulheres ao poder.”


Quero mesmo continuar com esta saga que me conquistou com personagens fortes e obstinadas em lutar por um mundo livre de daemons. Por algum motivo Sherrilyn Kenyon é tão famosa e continua a escrever livro após livro com as mesmas personagens, e se querem jogos de poderes e egos misturados com erotismo, este é o livro certo.
 
Citação:

"Não faz mal. Todos temos cicatrizes. Tenho a sorte de a maior partes das minhas estarem do lado e fora."

Classificação: 4 de 5*
 
 

Para quem não lia Séries




Quando no outro dia decidi fazer um apanhado das séries literárias que já comecei mas ainda não terminei, não podia imaginar que fossem tantas.

Quando lemos um livro que não tem continuação muitas vezes ficamos com a sensação que soube a pouco e que mais umas páginas ou uma continuação resolviam o problema. E neste aspecto as séries são uma boa alternativa.
Ajudam a conhecer melhor as personagens, a perceber o ambiente onde se inserem e a trazer mais desenvolvimentos à história. Podemos seguir continuamente os mesmos protagonistas ou também pode acontecer dar destaque a um novo conjunto de protagonistas, que são introduzidos no 1º livro mas com uma relevância menor. 
É óptimo começá-las, ficar entusiasmada com a continuação porque o final do 1º livro deixou-nos com água na boca, mas depois, das duas uma, ou deixa-nos ainda com mais e mais vontade de terminar a série ou começam a descambar.
E o problema reside aí, quando passamos do amor do 1º livro ao ódio ao último, e assim, fica uma série completamente estragada. E se isso não bastasse muitas vezes temos de esperar algum tempo para que os próximos volumes sejam publicados, e na maioria dos casos, sejam publicados no mercado português.
Porém (in)felizmente que não consigo resistir a elas. 

Agora fiquem a saber as séries que já iniciei e os livros que ainda me faltam ler para conseguir acabá-las. Algumas conto conseguir terminá-las este ano, outras vai ser impossível (e depois vão sempre aparecendo mais).


À FLOR DA PELE



SHIVER - OS LOBOS DE MERCY FALL



DELIRIUM



OS JOGOS DA FOME


DIVERGENTE


CAÇADORES DE SOMBRAS



LOSING IT



BRIDGESTONE






CRASH



CROSSFIRE



MILLENNIUM



PUSHING THE LIMITS



PREDADORES DA NOITE

Bom desta nem vale a pena colocar os que me faltam ler, a série conta com 24 livros. Só li um e o mais parvo foi que li o nº 7. Mas valeu a pena para querer continuá-la.

FALLING



PENRYN & THE END OF THE  DAYS



E vocês também gostam assim tanto de séries e estão sempre a começar outras?
Ou tentam ler as que começaram e só depois iniciam outras?
E já agora, a vossa lista é tão grande como esta?


Opinião Filme

A Rapariga que Roubava Livros






Título Original: The Book Thief
Realizador: Brian Percival
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson
Género: Drama
Ano Estreia PT: 2014
Classificação IMDb: 7,7







[Não costumo avisar mas contém spoilers]

Uma jovem é obrigada a conhecer outra família quando o Nazismo começa a alastrar na Alemanha. Liesel (Sophie Nélisse) encontra nos braços de Hans Huberman (Geoffrey Rush), Rosa (Emily Watson), Rudy (Nico Liersch) e Max (Ben Schnetzer), o conforto que necessita para ultrapassar a dificuldade de ter sido abandonada pela a mãe e ter visto o irmão morrer. Mas os livros parecem ser o bálsamo que lhe enche a alma, apesar de inicialmente, não saber ler e não ter acesso a eles.


Não queria entrar por caminhos sobre qual é o melhor, mas infelizmente preciso de o fazer. O livro é muito melhor, o filme não é nada mau, mas a meu ver retirou o brilho a personagens importantes da obra e deu a outras.
Rosa mostra apenas uma pincelada do mau génio que usou e abusou durante quase todo o livro, preferindo focando o seu lado de coração forte e bom. Já Rudy, o menino de cabelo de limão, podia ter sido mais usado para mostrar a forte cumplicidade com a protagonista. E claro, não podia deixar de falar da grande protagonista deste enredo, a Morte. Só que ela é apenas protagonista na obra literária porque aqui é uma observadora muito distanciada. Se no livro conseguimos sentir a assombração da Morte perto de Liesel, no filme só obtemos um lamiré do seu papel e as frases mais marcantes proferidas por si.


Mas se estas personagens perderam o brilho, foi para dar ênfase à personagem Liesel. Graça à actriz Sophie Nélisse, foi lhe dado todo o destaque, e dei por mim a reparar em todas as suas expressões que denunciavam tudo e exprimiam com clareza o que estava a sentir. Uma brilhante interpretação que me fez gostar mais desta Liesel do que a do livro. Ela consegue graças à sua espontaneidade roubar o protagonismo às cenas.



A essência do livro está lá, mas faltou qualquer coisa para fazer deste filme majestoso como a versão literária. E também acho que quem não leu o livro, fica com uma ideia completamente errada sobre quem é a afinal a protagonista nesta história toda. E pode achá-lo não ser digno de nota porque simplesmente embarca pelo caminho de mostrar a relação de Liesel com quem a rodeava, contudo sem enfatizar estas relações interpessoais, e não tanto o lado dos alemães que também sofriam horrores com a 2º Guerra Mundial.


Achei que foca-se de maneira diferente na história, e claro está, cada um retira as conclusões que quer e assim o fez o argumentista, porém mostra pouco sobre como, em altura de guerras, ninguém está imune a sofrer as consequências, esteja de que lado estiver, e essa abordagem acabou por saber a superficial. Ainda assim serviu para mostrar que em plena guerra o terror pode estar presente mas são nesses momentos que sabemos quem tem a competência para lutar contra as adversidades e mostrar o lado mais humano. O problema foi que não bastou para me comover.

PS- quem já viu o filme diga lá se o Rudy não se parece com este miúdo do quadro de Giovanni Bragolin?!



 

E vocês também sentem curiosidade em relação à adaptação?