Desafio Literário 2014 - New Author




Criado pelo Literary Escapism consiste em escolher autores que sejam novos para nós, podendo escolher entre 15, 20 ou 25 autores. Decorre entre 01-01-14 até 31-12-14. Inscrições e regras aqui.

Este vai ser fácil há tantos autores que nunca li e que tenho na estante. Mas vou escolher o nível mais fácil que contém 15 autores.

1- Maggie Stiefvater
2- Jandy Nelson
3- Nicole Williams
4- Jane Austen
5- Susan Ee
6- Bernhard Schlink
7-
8-
9-
10-
11-
12-
13-
14-
15-

Desafio Literário 2014 - Diversidade







Outro também criado pela Catarina do Sonhar de Olhos Abertos que consiste em ler livros que abranjam os vários géneros existentes, sendo assim, terei que ler um livro pôr mês consoante os géneros literários escolhidos: 



Janeiro: Fantasia - Shiver - Um Amor Impossível - Maggie Stiefvater
Fevereiro: Romance histórico
Março: Policial/mistério
Abril: Ficção científica
Maio: Romance contemporâneo
Junho: Livro infantil
Julho: Chick-lit
Agosto: Thriller/Aventura
Setembro: Young adult (YA)
Outubro: Terror
Novembro: "Conto de fadas" /Lendas/Mitos
Dezembro: Livre

Vou preenchendo consoante for lendo os livros para o tema proposto.

Desafio Literário 2014 - Clássicos





Criado pela Catarina do blogue Sonhar de Olhos Abertos pensei que poderia aderir como já tenho alguns clássicos na estante esta é a oportunidade perfeita para os ler finalmente. E o desafio consiste em ler um livro por mês consoante as seguintes características:  


Janeiro: Época Vitoriana: Persuasão - Jane Austen
Fevereiro: Romance
Março: Séc.XVIII ou anterior
Abril: Fantasia ou ficção científica
Maio: Literatura europeia (excepto inglesa)
Junho: Infantil
Julho: Séc. XIX
Agosto: Aventura
Setembro: Séc. XX
Outubro: Terror/ Mistério /Gótico
Novembro: Foi adaptado para cinema
Dezembro: Livre

Consoante for lendo vou colocando o respectivo livro.





Opinião Livro

Shiver - Um Amor Impossível, Maggie Stiefvater


Título Original: Shiver
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Editorial Presença
Género: Fantasia
Série: The Wolfs of Mercy Fall #1
Colecção: Noites Claras
Páginas: 240
Ano Publicação PT: 2011
ISBN: 9789722344517

Sinopse

Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Quando olha pela janela de sua casa, na orla da floresta, Grace repara sempre num lobo que a fita com os seus misteriosos olhos amarelos e sabe que é ele, Sam, o seu salvador. E Sam observa a sua amada de longe, ansiando pelo retorno da Primavera. Conseguirá o seu amor, cada vez mais intenso, vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.



O que me fez gostar deste mundo entre lobisomens e humanos foi o facto de nascer um amor bem forte e maior entre dois seres totalmente opostos. Poder passar grande parte do livro a testemunhar esse amor entre dois adolescentes, a Grace e o Sam, e ver a labuta contra o estado meteorológico dos dias que caminhavam a passos largos para o Inverno. Engraçado é que não é um livro que assistimos ao nascer da paixão mas antes ao reconhecer do amor existente e o saludar do que ambos já sabem e conhecem um do outro. 

Um lobisomem é lobo durante o Inverno e só com a temperatura mais quente é que volta a ser humano. Mas não é algo que possa acontecer para sempre, e Sam pressente que este será provavelmente o último ano de transformação. Só que o insólito é que ele nem chegou a modificar-se durante o Verão em que decorre parte da acção e fá-lo por outras circunstâncias que o levam até a casa da Grace. Aí esta reconhece aqueles olhos amarelos e percebe instantaneamente que está perante o seu lobo favorito.


A partir daqui passam o tempo todo juntos alimentando ainda mais o amor que sentem. Se Grace se sente esquecida pelos seus próprios pais que nem se apercebem da presença de Sam debaixo do seu tecto; Sam tenta equilibrar a mente entre a vida com a sua alcateia, a sua vida antes da transformação e a sua nova vida com a presença de Grace. Tem consciência que aquilo tudo vai acabar um dia e que agora que se vê na posse das palavras tenta poder-lhe comunicar tudo aquilo que não podia fazer quando era um lobo, que apenas têm a faculdade de enviar imagens uns aos outros. Contudo alguns percalços são colocados no caminho de ambos, contudo o frio continua a ser o maior inimigo.

Achei-os personagens muito interessantes, Grace tem uma consciência e maturidade muito maior para a idade, e Sam apesar de ter sido mordido ainda em criança, conseguiu transformar-se num rapaz culto e integro, e achei engraçado o facto de ter sempre as melhor intenções para com a Grace, apesar desta já mostrar grande à vontade em avançar na relação. Também gostei que a história fosse partilhada a duas vozes e que em cada capítulo sabíamos logo qual a temperatura que estava naquele momento.

Fiquei com grande vontade de continuar a acompanhar o desenvolvimento desta bonita história invulgar de amor. O facto de a autora ter conseguido criar personagens tão amorosas num ambiente que tinha tudo para dar errado deu o mote certo para ter gostado.


Citações:

“Os livros tornam-se mais reais quando os lemos ao ar livre.”

“És lindo e triste. Como os teus olhos. És uma canção que ouvi quando em criança e que me esqueci de que sabia até voltar a ouvi-la.”

“Falamos tantas vezes a linguagem do amor e conhecemos tão bem o pequeno cemitério, com os seus nomes tristes e o medonho e silencioso abismo no qual os outros caem. Mas nós escapamos juntos, caminhando sob arvores antigas e deitamo-nos entre as flores de rosto voltado para o céu.”

Classificação: 4 de 5*
 

 
 








Ver os Óscares de maneira diferente - Parte IV



E continuo com a Música.


Melhor Canção Original/Banda-Sonora Original:

U2


Nos inicio dos Anos 80 surgia assim o primeiro álbum de uma das bandas mais acarinhadas de sempre. Com um vasto leque de álbuns editados, vários prémios recebidos e como um dos artistas com mais vendas por todo o mundo, são também pelo trabalho humanitário bastantes conhecidos, dando a cara a várias causas. Apesar do grande sucesso na música ainda não receberam um óscar.

2003 - Melhor Canção Original - "The Hands That Built America" do filme Gangs of New York de Martin Scorsese.



2014 - Melhor Canção Original - "Ordinary Love" do filme Mandela:Long Walk to Freedom de Justin Chadwick.




Bruce Broughton


É um conhecido compositor de bandas-sonoras norte-americano, mas também já participou em alguns filmes. Mas é pela composição para filmes que o faz mais reconhecido.

1986 - Melhor Banda-Sonora Original - Silverado


2014 - Melhor Canção Original - "Alone, Yet Not Alone" do filme Alone, Yet Not Alone de Ray Bengston e George D. Escobar.



Ainda nenhum ganhou a dita estatueta. 
Apesar de os U2 serem sempre nomeados para a Melhor Canção Original, em que a letra e música são da autoria deles, Bruce difere no aspecto em que já esteve também nomeado pelo seu contributo ao compôr todo um álbum como banda-sonora de um filme.


Um dos grandes vencedores relacionados com Música é Alan Menken.
Já conta com 8 Óscares e já vai na 19ª indicação. 


Para Melhor Canção Original ganhou com:

1989 - Under the Sea - The Littler Mermaid
1991 - Beauty and the Beast - The Beauty and the Beast
1993 - A Whole New World - Aladdin 
1995 - Colors of the Wind - Pocahontas

Para Melhor Banda-Sonora Original ganhou com:

1989 - The Littler Mermaid 
1991 - The Beauty and the Beast
1993 - Aladdin
1995 - Pocahontas

Também esteve nomeado para outros filmes da Disney como The Hunchback of the Notre Dame, Hercules, Enchanted e Tangled.


Conhecem o trabalho destas pessoas ou algumas das músicas?

Opinião Livro

Delirium, Lauren Oliver



Título Original: Delirium
Autor: Lauren Oliver
Editora: Harper Collins
Género: Distopia
Série: Delirium #1
Páginas: 441
Idioma: Inglês
Ano Publicação: 2011
ISBN: 0061726834

Sinopse

Ninety-five days, and then I'll be safe. I wonder whether the procedure will hurt. I want to get it over with. It's hard to be patient. It's hard not to be afraid while I'm still uncured, though so far the deliria hasn't touched me yet. Still, I worry. They say that in the old days, love drove people to madness. The deadliest of all deadly things: It kills you both when you have it and when you don't.

Primeiro tenho de dizer que esta foi a minha primeira leitura conjunta e foi bastante engraçado ver que quase todas terminámos na mesma altura e ficamos com opinião positiva sobre ele.



Li ainda poucas distopias. Mas começo cada vez mais a gostar de embrenhar por mundos bem distantes do nosso. Bem sei que muito do que os livros distópicos retratam o já foi de uma maneira ou doutra implementado em vários países com as ditaduras e ainda hoje isso acontece infelizmente. E neste livro a ideia é dizimar o Amor. Acabar com esta doença que “ataca” qualquer pessoa e fá-la cometer as maiores loucuras.

E foi a premissa desta história que me chamou completamente a atenção. Tudo o que está lá transcrito sobre o Amor, o que provém dele tanto as coisas boas como más, todos nós de uma maneira ou doutra sabemos que tudo aquilo é verdade, e sim o amor pode ser o mais mortal de todas as coisas mortais. Faz-nos perceber que quando amamos alguém, seja pai, mãe, namorado/a, filho/a, amigo/a, todos nós temos atitudes que nem sabemos ao certo que as podemos ter ou cometer. E a ideia de viver numa sociedade que nos limitam esse forma de exprimir o que sentimos pelos outros, é tão grave como nos limitarem quem ou o que devemos ou não gostar. 


A personagem principal Lena segue tão piamente esta ideia que há cura para a doença e que depois de ser administrada há fortes probabilidades de viver bem melhor e de forma mais regrada do que antes. Até aos 18 anos todos enfrentam a possibilidade de serem “atacados” pela doença do amor, e ela sabe por experiência indirecta, como é que uma pessoa fica nesse estado. Viu a irmã comportar-se de maneira tresloucada tudo porque queria ficar com o seu namorado. Por isso, ela tem motivos de sobra para acreditar que quem os governa tem toda a razão, pois sabe o que aconteceu à maior parte da sua família. Porém será que também ela será vítima do Amor?

Lena passou de ser uma verdadeira “tapadinha” de tudo a que a rodeava, uma in-between, comparando-se com todos, até com a melhor amiga Hana, para se tornar numa guerreira e destemida rapariga que se aventura quase todas as noites depois da hora do recolher. Quando parece que é Lena quem tentar dar lições de moral e colocar travões a Hana, no final, aquilo que parecia não é aquilo que é realmente. Gostei da coragem e desobediência ao seu mundo e de não ser tão inconsciente e fria quanto algumas protagonistas de Distopias. Nisso teve realmente um ponto a favor.


O que também chamou a minha atenção foi a personagem masculina, Alex. Gostei tanto dele pelo simples motivo que normalmente nestes livros os rapazes são sombrios e rígidos, e este não. Basicamente passou o livro todo a rir e só me apetecia que ele estivesse ao meu lado para me rir com ele. E mesmo que tenha um passado marcado por dificuldades, mesmo com todos os estranhos que substituíram os seus pais, nunca o vi sofrer ou viver atormentado por isso. E isso também foi uma conquista para mim.

Também foi uma óptima ideia os inícios dos capítulos. Continham partes de transcrições dos livros, mantras ou canções daquela sociedade onde a palavra Amor ou tudo que a envolvesse era expressamente proibido. Frases que expressavam que qualquer forma de manifestação de excessiva alegria ou actos que envolvessem carinho mereciam punição.

Foi muito fácil entrar na história, acho que Lauren Oliver é perfeita para o género YA, porque apesar da temática é muito fácil seguir a linha de acontecimentos da narrativa. Mas tenho a dizer que dos poucos livros distópicos que li é dos mais fraquinhos, talvez mesmo, pelo fácil entendimento daquele mundo em que nos podemos perfeitamente visualizar, porque o Amor é comum a todos nós. Contudo gostei e quero continuar a saber o que reserva o futuro a Lena e Alex.


Citações:


"The deadliest of all deadly things: It kills you both when you have it and when you don’t."


“But it does not tell you this: that love will turn the whole world into something greater than itself.”


“I know that life isn’t life if you just float through it. I know that the whole point—the only point—is to find the things that matter, and hold on to them, and fight for them, and refuse to let them go.”


“You can build walls all the way to the sky and I will find a way to fly above them. You can try to pin me down with a hundred thousand arms, but I will find a way to resist. And there are many of us out there, more than you think. People who refuse to stop believing. People who refuse to come to earth. People who love in a world without walls, people who love into hate, into refusal, against hope, and without fear.”


“I love you. Remember. They cannot take it.”


Classificação: 4 de 5*