Adaptações Cinematográficas 2014 - Parte I





The Best of Me




Michael Hoffman vai realizar este filme baseado no romance de Nicholas Sparks. 
Amanda e Dawson voltam-se a reencontrar passados 25 anos de viverem uma paixão de adolescência. No funeral do único homem que os apoiou vão tentar compreender as escolhas e atitudes do passado e presente.
Michelle Monaghan é até à data a única a integrar o elenco. Previsto para Outubro.



Gone Girl

Já estão a decorrer as filmagens do filme que está previsto estrear a 3 de Outubro. O realizador é David Finch o mesmo que Fight Club ou Social Network.
Ben Affleck é o Nick Dunne o marido a quem inicialmente desaparece a mulher Amy (Rosamund Pike) e que depois começa a ser visto como o principal suspeito de a ter morto. Terá assim que provar a sua inocência se não quer ser preso.






Dark Places



Mais um baseado num livro de Gyllian Flynn e este já se encontra editado em Portugal pela Bertrand Editorial, conta a história de Libby Day (Charlize Theron) que vive traumatizada desde criança com o assassinato de toda a sua família. Contudo terá que continuar a lembrar-se desse tempo quando é contactada por uma sociedade secreta de crimes não resolvidos.
Realizado por Gilles Paquet-Brenner conta com ainda com Chloe Grace-Moretz como Diondra, Nicholas Hoult como Lyle e Christina Hendricks como Patty Day.
Previsto para estrear em Setembro de 2014.






The Giver





Phillip Noyce assina a realização baseado no livro de Lois Lowry. 
Acontece numa sociedade utópica onde não existem doenças nem guerras mas Jonas conhecerá um velho que lhe contará como é realmente o mundo real. Jonas será interpretado por Brenton Thwaites e terá como pai Alexander Skarsgård e mãe Katie Holmes. Fazem ainda parte do elenco Jeff Bridges (o dador de memórias), Meryl Streep (chefe Elder) e Taylor Swift (Rosemary, filha do dador).
Previsto para 15 de Agosto.



Winter's Tale



A estreia em Portugal será a 13 de Fevereiro, realizado por Akiva Goldsman é baseado no livro de Mark Helprin. 
Peter Lake (Colin Farrell) decide roubar uma mansão que pensa estar abandonada mas quando lá entra depara-se com uma mulher (Jessica Brown Findlay) que está quase a morrer. O filme conta ainda com Matt Bomer (o jovem), Russell Crowe (Pearly Soames), Jennifer Connelly (Virginia Gamely) e Will Smith (juíz) nos principais papéis.








Estão curiosos com algum destes filmes? 
E os livros, já leram algum?




Como Gostar de Ti?





Todos os meses vou escolher um autor que nunca li para vocês nomearem um ou mais livros que gostam bastante do autor em questão. A minha ideia é ler assim o livro mais mencionado e acompanhar as obras de um determinado escritor pelas mais interessante. Claro que as minhas preferências não têm que coincidir com as vossas mas assim será um processo mais fácil de gostar ou descartar um autor. Por isso começo este mês com:



A feliz contemplada de Janeiro é JOJO MOYES.



Aquisições



O mês de Dezembro foi parco em aquisições mas os que adquiri ainda em Novembro só chegaram no mês seguinte por isso conta mais como adquiridas em Dezembro.
E são estes os meus novos inquilinos.


Between Shades of Gray - Ruta Sepetys
As Ondas - Virginia Woolf
Allegiant - Veronica Roth
O Estranho Caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald
Noite - Elie Wiesel
Academia de Vampiros - Richelle Mead
Persuasão - Jane Austen

Paixão Sublime - Lisa Kleypas (compra de Dezembro)


Pack Predadores da Noite nº1


E para além do Paixão Sublime, foram estas as únicas compras de Dezembro:

The Scarlet Letter - Nathaniel Hawthorne
Amante de Sonho - Sherrilyn Kenyon
Little Women - Louisa May Alcott 
O Cântico de Natal - Charles Dickens

Estão curiosos com algum deles?


Música da Semana



Hoje quero iniciar o ano com uma musiquinha melosa para aquecer o coração. Desconhecia os artistas em questão mas desde que os ouvi na TV tive que andar a investigar, e pelos visto esta dupla (Ian Axel e Chad Vaccarino) iniciaram as hostes em janeiro de 2013 e no final do ano lançaram esta música com a presença da Christina Aguilera. Espero que gostem :)




BOM ANO 2014 E BOM RESTO DE FIM-DE-SEMANA!

Opinião Filme

12 Anos Escravo





Título Original: 12 Years Slave
Realizador: Steve McQueen
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender,Michael K. Williams, Benedict Cmberbatch, Brad Pitt.
Género: Drama, Biográfico, Histórico
Ano Estreia PT: 2014 
Classificação IMDb: 8,6













Baseado na história verídica de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro que leva uma vida pacata em Nova Iorque com a sua mulher e dois filhos, e toca violino em grandes soirées. É bastante conhecido na zona onde mora e é um homem letrado. Mas quis o destino que fosse vigarizado e acaba na Georgia vendido como escravo. Tudo isto começa em 1841 e prolonga-se durante mais de 12 anos até que finalmente ao confiar a sua história a um advogado (Brad Pitt) consegue finalmente ver-se livre das garras do seu “patrão” (Michael Fassbender). Para trás deixa as pessoas com quem foi convivendo e vivendo no mesmo horror que ele, o pesadelo em que foi colocado e que teve de suportar ignorando muito daquilo que em tempos foi para poder sobreviver. Porém o que levou até junto da sua família foram as más recordações e as marcas bem gravadas nas suas costas dessa vida.


Steve McQueen é mestre em mexer em temas tumultuosos, sejam eles de que género forem. Remexer com a mente e os sentimentos das pessoas, foi assim que, senti o realizador a deixar a sua marca em mim. Deixou-me de tal maneira chocada e paralisada, que passei o filme todo quietinha, para conseguir absorver a dimensão do que estava diante de mim. Achei mesmo que não é um filme para pessoas de estômago de difícil digestão. Tem realmente cenas bem chocantes, não que não saibamos já o que os escravos passaram, porém ao sermos confrontadas com elas é complicado não sentir um certo desprezo por quem continuamente fazia daquilo vida. Retirar prazer de humilhar, massacrar, espezinhar, maltratar e achar-se dono de uma pessoa é demente e é a grande nódoa negra da raça que se autointitula superior. 

McQueen retratou tudo sem a mais pinga nota de compaixão seja por aqueles que professam os massacres como aqueles que vêem esses mesmos golpes serem desferidos aos seus. Um escravo é alguém sem identidade, havendo a clara renuncia, para se poder sobreviver de que, eram uns zé-ninguéns antes de estarem ali. Há um desprezo e indiferença atroz seja por brancos ou negros. E a mais clara ajuda seja a quem for poderia resultar num mal pior, porque simplesmente, é cada um por isso se querem continuar a viver. E foi esse aspecto que achei importante: se fosse um branco conseguiria sempre ter a ajuda de alguém para escapar e assim também poderia salvar mais pessoas consigo; mas como era um negro ninguém iria interceder por ele em Estados que eram profundamente racistas. O uso da religião só veio dar mais ênfase à interpretação que cada um pode retirar da Bíblia. Ao serem proferidos excertos, por exemplo, de que há uma clara declaração da aceitação das chicotadas em escravos, denota-se que muitos a usavam como conivente para os seus actos bárbaros. Irónico é estar em ambientes da apanha do algodão confrontado o escuro/negro da alma e cor de pele de cada um que ali penava pela vida.


Ao ver este filme só consigo agora pensar que não foi um problema que acabou. Pode ter diminuído mas infelizmente actualmente são ainda muitos os casos que vamos tendo conhecimento pelas notícias e de outros tantos que nem fazemos ideia, mesmo em países ditos civilizados e educacionais. A maldade de subjugar a vontade de outrem e a perda de liberdade são males que deveriam ser dizimados se as pessoas se deixassem de querer viver e enriquecer às custas dos outros. É preciso não ter alma nenhuma para conseguir trair a sua própria espécie. 
(desculpem pela qualidade da foto e do bilhete mas foi a 1º vez que fui ao cinema logo no início do ano e tinha de a colocar :P)

Valeu bem o dinheirinho que dei por ele, gostei bastante! Adoro filmes bem crus e dramáticos mas este elevou-o para outro patamar que até eu pensei ser difícil de suportar. E já agora a banda-sonora também muito competente, apesar de umas escolhas duvidosas no início. E não ficaria nada admirada se fosse nomeado aos óscares.