TAG Literária

10 Perguntas Literárias



Quem criou esta divertida TAG foi a Ana Vitorino do Como Respira? e assaltei o blogue Diário da Chris para a fazer.

1. Qual a capa mais bonita da tua estante?
Difícil porque há bastantes que gosto mas escolho esta porque adoro a claridade e as cores da capa, adoro fotografia e ter ali a máquina faz-me pensar um pouco em mim, até porque sou morena e tenho cabelo comprido.

 
2. Se pudesses trazer uma personagem para a realidade, qual seria?
Uma que me traz boas lembranças e como é uma pessoa cheia de bondade já que o mundo está a precisar de pessoas assim, escolho o Hans Hubermann do:

 
3. Se pudesses entrevistar um/a autor/a qual seria?
Claro que há muitos mas escolho o John Green para saber se ele foi ou ainda é cheio de problemas existenciais, já que adora abordar sobre isso nos seus livros.


4. Um livro que não lerás de novo, porquê?
Não mesmo porque li em inglês e não percebi a profundidade da história, por isso, se o tiver que reler terá de ser o livro em português.

 
5. Uma história confusa?
Tanta palha tanta palha para dar em nada. Eu pensava que eles iam ficar juntos, afinal apaixonou-se pela amiga :S

 
6. Um casal?
Emma e Aidan.

7. Dois vilões? (podem ser vilões amados ou odiados).
Valentim Morgenstern (adoro) e Kevin (detesto mesmo que nem consegui ler as passagens dele). 



8. Uma personagem que matarias (ou tiravas do livro)?
Ia-me dar imenso gozo matar a Jeanine Matthews do:


9. Se pudesses viver num livro, qual seria?
Já respondi uma vez o Grande Gatsby e o Divergente mas como o coloquei no anterior escolho um bem disposto.

 
10. Qual o teu livro mais pequeno e maior? (em termos de páginas)
Devem ser estes:

Opinião Livro

À Procura de Alaska, John Green



Título Original: Looking For Alaska
Autor: John Green
Género: YA
Ano Publicação PT: 2012
Editora: ASA
Páginas: 256
ISBN: 9789892316826

Sinopse

Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa."
Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional.
Nunca mais nada será o mesmo. 





Comprei este livro por uma troca e comecei logo a lê-lo no fim-de-semana passado. A minha intenção era ler algum que não requeresse muito esforço e que me mantivesse motivada. Conseguiu mas o livro não é nada daquilo que esperava e desiludiu.

Miles Halter tem 17 anos e farto da vida que leva pretende ir para um colégio interno em busca da Grande Incógnita. O rapaz que adora ler biografias sobre pessoas famosas e decorar as últimas palavras destes conhece assim em Culver Creek, o Coronel, colega de quarto, Alaska, Takumi e Lara. Com eles cria empatia e passam a ser a sua nova casa. Só que quando menos se espera o inesperado acontece.

Está dividido entre o antes e o depois do “desaparecimento” de Alaska, se a primeira parte conseguimos perceber o ambiente por onde Miles se move, na segunda parte andamos todos (personagens e leitor) à deriva. Enquanto as personagens tentam perceber o que levou àquele fim trágico e interligar o que se passou naquela noite, eu como leitora senti-me bastante confusa porque aquilo não me levou a lado nenhum. Pensei que iria existir uma epifania no final ou algo que fosse marcar a diferença mas afinal não.

Livro tipicamente adolescente, fala do primeiro amor e primeiras experiências, crises de identidade, das novas amizades e o seu significado, da lealdade, do desamparo e sofrimento, do entendimento do que é importante e a procura dos significados da vida. Porque existimos, porque sou assim ou porque aquilo aconteceu. Só que apesar de tocar nestes pontos não os aprofunda, não me senti suficientemente tocada por este ou aquele acontecimento. Podem existir dilemas mas como não são abordados da melhor maneira dá a entender que “oh mais um/a que sofre sem necessidade”, só dá vontade de dizer “isso passa, cresce e aparece!”, não há a profundidade certa para perceber que a vida de Alaska é tão tumultuosa. 

“Como é que alguma vez haverei de sair deste labirinto?” a questão existencial de Alaska e Miles. Uma porque quer urgentemente sair do labirinto que a sua vida se transformou e encontrar uma saída que a leve para a paz e conforto; o outro porque quer apenas dar um rumo diferente à vida que se materializou à sua frente e dar-lhe significado. Claro que com o fim de Alaska, Miles percebe que é possível sobreviver às adversidades da vida e lutar por algo melhor. Enquanto Alaska sempre viu que o melhor para si era autodestruir-se, por isso, para sair do labirinto o melhor é ir em frente.

De leitura rápida e fluída, John Green apenas falha redondamente em não perscrutar os dramas adolescentes, em particular, o de Alaska. Porque ao fazê-lo eu conseguiria entender muito melhor a Alaska, ela pode ser inconstante mas pensei que todos (leitores e personagens) ficássemos mais esclarecidos de como era realmente a vida dela revoltosa. E a 2º parte não foi digna de nada, não se descobriu nada que mudasse o rumo às coisas.

Apenas quero fazer uma ressaltava, que este livro me ajudou a socorrer uma amiga. 
Só penso que as coisas acontecem porque têm mesmo de acontecer. Tenho tantos livros para ler e este comecei logo a lê-lo mal o adquiri, e esta semana já me foi necessário. Foi graças a ele que me lembrei dos sintomas que as pessoas devem ter como alerta quando alguém está com problemas psicológicos, ou quando querem levar as coisas para outros caminhos. Os factores estavam/estão lá, só não repara quem não quer. E graças a Deus, eu reparei e ela já pediu ajuda psicológica. Podemos saber que não estamos bem, mas quando realmente nos tentam chamar à razão, o click finalmente faz-se! 
 Só por isso obrigada livro, obrigada John Green.

Citações:

“Passamos a vida inteira encurralados no labirinto, a pensar em como sairemos dele um dia e em como será espectacular, e a imaginar que o futuro nos mantém a andar, mas nunca de lá saímos. Limitamo-nos a usar o futuro para fugir ao presente.”

“Éramos tantos a ter de viver com as coisas que foram feitas e as que ficaram por fazer nesse dia. Coisas que não correram bem, coisas que na altura pareceram bem, porque não podíamos ver o futuro. Se ao menos conseguíssemos ver a interminável cadeia de consequências que resultam dos nossos mais pequenos actos. Mas só aprendemos a lição quando a lição se torna escusado.”

Classificação: 3 de 5*





Opinião Filme

Os Instrumentos Mortais: A Cidade dos Ossos







Título Original: The Mortal Instruments: City of Bones
Realizador: Harald Zwart
Elenco: Lily Collins, Jamie Campbell Bower, Robert Sheehan 
Género: Acção, Aventura, Drama
Ano Estreia PT: 2013
Classificação IMDb: 6,1





 


Clary Fray (Lili Collins) descobre que descende dos Caçadores de Sombras, guerreiros que lutam por livrar o mundo paralelo ao real, o Mundo-à-Parte, de demónios. É com a ajuda de jovens guerreiros, Jace (Jamie Campbell Bower), Alec (Kevin Zegers) e Isabelle (Jemima West) que pretendem saber a verdade sobre as suas origens, sobre o desaparecimento da sua mãe e ainda lutar contra o vilão, Valentine (Jonathan Rhys Meyers) que quer a todo o custo a Taça Mortal. E claro, o melhor amigo de Clary, Simon (Robert Sheehan) também dá uma ajudinha.


Quis ver este filme porque li o livro e quis ver até que ponto conseguiram transformar as páginas em segmentos cinematográficos. E desde o início que pensei que teria de deixar qualquer ideia de semelhanças ou não com o livro, porque todos sabemos que é mais que inevitável existirem alterações, a não inclusão de cenas importantes para nós ou condensarem toda a premissa. Não desgostei, e digo isto, porque vejo pelo prisma que é um filme independente do livro, baseia-se nele mas não é a cara chapada dele.  
Se podia ser muito melhor podia mas acho que uma história que tem tanta coisa a acontecer num livro com tanta página, fica complicado compor a narrativa da maneira certa.


O que gostei foi que achei que os actores conseguiram captar alguma da essência de cada uma das personagens. Não estão perfeitos mas conseguiram transformar a personagem em alguém real com o tempo limitado que disponham para mostrar um Jace sarcástico, um Alec ameaçado ou uma Isabelle pronta para acção e defesa dos seus. Consegui ver esses traços nos actores que os encarnavam mas o tempo foi o pior inimigo do filme. Porquê?! Porque simplesmente tem de se condensar uma história de 400 páginas num filme que já tem 2 horas. E nesse tempo tem de se dar uma pincelada às personalidades das personagens, mostrar as principais personagens, mostrar a acção da história e o porquê da vida de Clary estar de pernas para o ar. O que faz com que personagens importantes no livro tenham pouco tempo de antena como os irmãos Wayland, Magnus Bane e Luke. E que haja já inclusão de elementos pertencentes aos outros volumes. E claro, para quem não leu os volumes seguintes fica descontente.

Então eu fico a saber que afinal dizem que eles são irmãos e afinal não são?!WTF?! Eu já li o 2º volume mas pelos vistos, segundo verifiquei depois de ver o filme, só no 3º livro ficamos a saber a verdade do parentesco. Estraga com personagens que aparecem do nada sem existir uma explicação para esse facto (coisa que no livro é bem feita). Já a banda-sonora nada tem a ver com o filme, no momento romântico aquela músiquinha estragou tudo, credo que péssima escolha, parecia que estava a ver um filme super hiper romântico

Não é de todo a melhor adaptação feita, estraga com spoilers, com acontecimentos fora do contexto e claro a banda-sonora que é mesmo mázinha. Sinto que a personalidade das personagens está lá mas a história tem uma acção muito mas muito rápida, passamos de um momento para o outro numa ápice, mas consegui compreender o porquê disso. Por isso não não foi assim tão mau, mas também não foi assim tão bom.







Música da Semana






Esta semana escolhi uma música que está a fazer bastante furor, aquela que é a nova coqueluche dos casais enamorados. Ela é nada mais nada menos que a nova versão que veio substituir aquela que encheu corações românticos e destroçados e como eu gosto de dizer, a resposta à "Someone Like You", da Adele.
A única coisa que sei é que me arrependo de não ter ido vê-lo ao vivo neste verão. É que segundo ouvi dizer deu um concertão.





Desafio Literário

Todos já leram menos eu


Vi esta TAG na A Magia dos Livros e foi criada pela Nayara, pensei que era mesmo a minha cara porque há tantos escritores BEM famosos que nunca li e que segundo algumas pessoas estou a perder um grande escritor. Aqui vão eles:

1. Carlos Ruiz Zafón

Este nuestro hermano bastante aclamado pelas obras "O Jogo do Anjo" e "A Sombra do Vento" tem me suscitado grande atenção. Já adquirir esta semana o último livro referido e espero ainda lê-lo este ano.






2. José Saramago

A vergonha das vergonhas mas é verdade nunca li nenhuma obra. Eu estive no que chamavam 4º agrupamento - Humanidades - e nem assim foi obrigatório ler "O Memorial do Convento" como era para o 1º agrupamento, o que sinceramente achava estranhíssimo tendo em conta que era o agrupamento de letras e devia-se dar atenção ao Nobel da Literatura. Adquiri um livro dele à pouco tempo mas ainda não foi desta que o li.


 3. Nora Roberts

Basta andar de blogue em blogue literário para saber que muitas blogueres já leram e adoram esta autora. Também já li algures que é a versão feminina de Nicholas Sparks (que já li e gosto), sei do sucesso de vendas que tem e da escrita como J. D. Robb (que também ainda não li), mas nem assim me decidi a ler nem adquirir nenhum livro.


4. José Rodrigues dos Santos

Pois é este jornalista/escritor tão famoso pelo nosso país e com todos os livros no TOP10 sempre que lança um novo no mercado. Eu tenho um livro dele por acaso, " O Codex 632", só que tenho ideia que será mais uma história à Dan Brown e então ainda não me apeteceu pegar-lhe. E outro dos motivos para ainda não ter adquirido outro com uma história mais interessante é o custo dos livros, já viram como são caros?!

 
5. Philippa Gregory

Já estou como a Rita. Tenho há tanto tempo um livro emprestado em casa para ler "Duas Irmãs, Um Rei", mas acho que nunca lhe peguei porque penso que a história será maçuda e que tenho que estar com espírito para ler livros históricos (se bem que tenho vindo a aprender a gostar).




6. Stephen King

Bom escolhi este autor porque para quem gosta de filmes de terror e suspense este senhor é mestre nessa área mas na literatura. Por isso gostava de ler algum livro dele, tenho bastante curiosidade e pode ser que o faça já no próximo ano.



 7. Agatha Christie

Para ser sincera a única razão para isso é que nunca tive realmente curiosidade para ler as suas obras. Não sei se é o facto de serem romances policiais e que não me apelarem por aí além, e depois tenho sempre outras preferências que coloco em 1º lugar que não os seus livros.




 
8. George R. R. Martin

Já tenho a colecção completa d' "As Crónicas de Gelo e Fogo" que aproveitei da revista Visão mas como foi tão recente esta aquisição que ainda não me apeteceu estar focada naquela fantasia épica tão badala devido à série "Guerra dos Tronos".





 
9. Emma Wildes

Pois esta senhora escreve livros do género que aprecio, já andei de volta dos livros de bolso que há à venda e nem assim li ou tenho um livrinho desta autora. Pode ser estranho mas parece que há sempre outros que ficam à frente dela. Mas tenciono mudar essa situação brevemente.


10. Madeline Hunter

Mais uma mulher e outra que tem todos os ingredientes que adoro em romances. Recomendada em vários blogues a minha curiosidade é grande mas lá está há sempre uma força maior que me impele para colocar as suas obras em 2º plano.







Que acharam das minhas escolhas?! Do leque acham que estou REALMENTE a perder um grande autor? Digam da vossa justiça :)