Opinião Livros

Losing It, Cora Carmack

 

Título Original: Losing It
Autor: Cora Carmack
Editora: William Morrow (Harper Collins)
Páginas: 204
Idioma: Inglês

Sinopse

Virginity.
Bliss Edwards is about to graduate from college and still has hers. Sick of being the only virgin among her friends, she decides the best way to deal with the problem is to lose it as quickly and simply as possible—a one-night stand. But her plan turns out to be anything but simple when she freaks out and leaves a gorgeous guy alone and naked in her bed with an excuse that no one with half a brain would ever believe.
And as if that weren't embarrassing enough, when she arrives for her first class of her last college semester, she recognizes her new theater professor.
She'd left him naked in her bed about eight hours earlier. . . .


Se querem um livro curto mas muito engraçado este é o livro.
Bliss Edwards é uma jovem de 22 anos que está no último ano da faculdade. Tem bons amigos, Kelsey e Cade. É muito dotada como gestora de palco, mas também ambiciona ser actriz. É, por isso, determinada e focada nos seus objectivos mas tem um senão. No meio de uma vida quase perfeita, ela ainda é virgem. Não é uma história em que ela anda numa demanda para a perder rapidamente. Não, o ponto principal é como conseguir resistir ao novo professor. Será que esta control freak consegue?!

Numa noite a melhor amiga resolve mudar a situação de Bliss e, por isso, vão até um bar para que ela conheça um rapaz. Entre copos e mais copos, Bliss a caminho do WC mete-se com um rapaz que está a ler calmamente um livro. Para ela o facto de ele estar ali a ler Shakespeare é para conseguir engatar raparigas. Mas afinal quem sai dali seduzida é ela. Ele é Garrick e ela quase cai para o lado com o sotaque inglês. Conversa puxa conversa e entretanto já estão em casa de Bliss. Neste ponto ela apenas pensa que só quer despachar a parte do sexo, e conseguir deixar-se levar e não pensar tanto. Porém quando estão quase a chegar aos finalmente, Bliss inventa uma desculpa esfarrapada que tem de ir buscar o gato (nem sequer tem um) ao veterinário, e sai porta fora descalça e sem camisola, deixando Garrick todo nu no seu quarto. E se isto já não fosse mau de mais para ser verdade, é no dia seguinte que, o pior pesadelo dela acontece. Garrick foi contratado como professor substituto e agora terá de o ver várias vezes por semana. 

A partir dali acontecem as mais caricatas situações. 
Uma noite de farra entre amigos acaba com o jogo da garrafa e um beijo à pessoa errada. 
Resolve mesmo arranjar uma gata, Hamlet, que odeia Bliss, só para dar veracidade à mentira. 
Ou facto de aproveitar as aulas de teatro onde coloca todas as frustrações e desejos reais ao encarnar de corpo e alma as personagens. Também gostei quando Bliss se põe a dançar sempre que quer relaxar ou acontece alguma coisa boa ou gritar em silêncio! 
Ou a cena em que Kelsey aparece de surpresa e resolve leva-la outra vez a sair, e Garrick tem de estar escondido. Mas lá aparece na discoteca para salvar a sua donzela em apuros. E que salvação! O facto de ambos quererem resistir a uma paixão que se vai tornando nítida ao longo do tempo. Ela bem tenta ignorar, mas ele tenta sempre contrariar a situação. Nota-se que é uma paixão em que, por mais que tentem “desligarem-se” da atracção existente, há sempre algo a conduzi-los um ao outro.

Adorei a personagem de Garrick, ele é simples, sincero e está sempre a apoiar a Bliss e nunca desiste dela. Mesmo na situação em que eles estão chateados e ela fica doente com mononucleose, é ele que acaba por cuidar dela. “Ele é o sol. Ele sempre foi o sol – brilhante e reluzente” pensa ela enquanto tem as suas alucinações e não percebe se ele é real ou imaginação. Ou quando ele resolve tentar ajudar a relação entre Bliss e Cade. Deu para perceber que ele não o fez com más intenções mas como alguém que já passou pelo mesmo. E quando fica super contente por Kelsey descobrir a relação deles e diz que foi a melhor coisa que aconteceu ao relacionamento deles. Também o momento que ela lhe diz que é virgem a reacção dele merece destaque. No final há um cheirinho de como ele vê a relação deles e foi bom ver o lado dele. E odiar o Mr. Darcy!


Gostei bastante do final. A dançar da vitória! Acho que não era preciso mais história. É curta e cativante. Apesar de toda a história conter clichés, acho que a autora os conseguiu harmonizar muito bem. Um livro leve, descomplicado e cómico. Agora só posso esperar pela próxima obra que vai girar em torno do Cade. Gostei tanto dele e fiquei com pena do seu desgosto amoroso mas em Faking It de certeza vai ter mais sorte. E 3º livro da série foca-se na Kelsey.


Citações:


“An accent. HE HAS A BRITISH ACCENT. Dear God, I'm dying.”

“Sometimes, it’s the scary things in life that are the most worthwhile.”

“I want to say we're okay, Bliss. I need you, too. But I can't pretend I wasn't hoping this would go somewhere. I don't know if I can do it. The truth is... you are hurting me. Not on purpose, I know that. But I love you and every second that you don't love me back... it hurts.”

“Let me get this straight… you didn’t have a cat? Did you get a cat just so that you wouldn’t have to tell me you were a virgin?” 

 Classificação: 4 de 5*

 
 

One Song From a Book

The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky


Da mixtape do Charlie fiquei a conhecer esta música dos The Smith que é fantástica.


Opinião Filme

The Perks of Being a Wallflower

 

 


Tenho a dizer que o filme foi muito bem adaptado e as partes mais importantes do livro aparecem, mas a isso se deveu o facto do autor Stephen Chbosky ter sido o realizador e quem escreveu o argumento. Acabei por gostar mais do filme do que do livro. 
Ao ler certas passagens acabava por estar a visualizar na minha cabeça cenas do filme, e assim ajudou-me a encaixar certos elementos que, acho, não os perceberia ao ler em primeiro lugar. E o filme também ajudou no facto de não ter a linguagem do Charlie de pura inocência que contém no livro, sendo que assim, não se tornou maçador a "descoberta" para a vida dele.


O que me cativou foram as interpretações: Logan Lerman como Charlie, Emma Watson como Sam e o brilhante Ezra Miller como Patrick. Conseguiram extrair a magia das personagens do papel para o ecrã. 

Ezra Miller, Emma Watson e Logan Lerman

E a citação que encerra da melhor maneira o filme “This one moment when you know you’re not a sad story. You are alive, and you stand up and see the lights on the buildings and everything that makes you wonder. And you’re listening to that song and that drive with the people you love most in this world. And in this moment I swear, we are infinite.”



Opinião Livro

The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky

Título Original: The Perks of Being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Editora: SIMON & SCHUSTER LTD
Páginas: 244
ISBN: 9781471116148
Idioma: Inglês 

Sinopse

Charlie is a freshman. And while he's not the biggest geek in the school, he is by no means popular. Shy, introspective, intelligent beyond his years yet socially awkward, he is a wallflower, caught between trying to live his life and trying to run from it. Charlie is attempting to navigate his way through uncharted territory: the world of first dates and mixed tapes, family dramas and new friends; the world of sex, drugs, and The Rocky Horror Picture Show, when all one requires is that perfect song on that perfect drive to feel infinite. But Charlie can't stay on the sideline forever. Standing on the fringes of life offers a unique perspective. But there comes a time to see what it looks like from the dance floor. The Perks of Being a Wallflower is a deeply affecting coming-of-age story that will spirit you back to those wild and poignant roller-coaster days known as growing up.

The Perks of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível) captou a minha atenção depois do burburinho causado pelo filme que estreou no ano passado. Por isso, eu vi primeiro o filme e só depois decidir ler o livro.

Escrito em formato de cartas Charlie narra-nos a viagem da “descoberta” da sua vida. Reticente com o início da entrada para o secundário e as expectativas que isso acarreta, Charlie decide enviar cartas a um desconhecido a relatar um ano da sua vida, o ano lectivo de 1991/92. Charlie é o típico rapaz que nós vemos nos filmes americanos de adolescentes que na escola não pertence ao grupo dos populares, mas ao grupo dos indiferentes. Mas é lá que conhece Sam e Patrick. E assim cresce uma relação de amizade. Sam é ponderada e querida, Patrick é extrovertido e engraçado. Este descreve Charlie como um wallflower, ou seja, “you see things. You keep quiet about them. And you understand.” E acaba por não mudar muita coisa neste aspecto com a continuação desta amizade. O poder de observação e de introspecção, a sua inocência e o de estar presente em qualquer situação para os amigos continua presente. Mas é essa convivência que fá-lo experienciar e viver a vida. E entender tanto a sua própria vida como a dos outros.

É um livro rico em temáticas, focando não só as próprias da adolescência mas outras mais pesadas. A relação entre irmãos, o primeiro amor, a homossexualidade, os abusos sexuais, a morte de um ente querido, o suicido de um amigo, a violência doméstica, o aborto, as drogas ou os problemas psicológicos são retratados pelas diversas personagens da história.

Apesar de me interessar bastante estas temáticas, acho que se não tivesse visto o filme primeiro teria ficado um pouco confusa. Porquê?! Porque para quem era “invisível” muita coisa acontece apenas num ano. Eu sei que a vida de quem está ao redor dele também avança mas acaba por ser um pouco demais. E como o Charlie tem uma linguagem de pura inocência em relação a tudo, acabou por me irritar um pouco. Mas gostei das referências aos livros que vão sendo dados a conhecer a Charlie pelo professor Bill. To Kill a Mockingbird de Harper Lee, Hamlet de William Shakespeare ou The Great Gatsby de F. Scott Fitzgerald são alguns exemplos. Ou a música dos anos 90 ao mencionar os U2, The Smith ou Smashing Pumpkins. 


Foi por isso uma leitura simples e boa, que apesar do excesso das problemáticas, reflecte algumas lições. No final dá-nos a noção que não importa o que nos aconteça, a nossa vida como a dos outros, nunca pára. Como diz no livro, mesmo que alguém esteja pior do que nós, isso não muda o facto de a nossa vida continuar e mudar. Não podemos alcançar os mesmos tempos que os outros porque, simplesmente, cada um de nós tem o seu próprio tempo e a sua própria vida. Se doer a barriga ao vizinho, não tem de doer a minha! Mas podemos perceber que a vida pode melhorar.

Citações: 


“We accept the love we think we deserve.”

“And in that moment, I swear we were infinite.” 

“So, I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we'll never know most of them. But even if we don't have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them.”

Classificação: 4 de 5*