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Opinião Livro

A Sombra de um Passado, Carina Rosa



Título Original: A Sombra de um Passado
Autor: Carina Rosa
Editora: Coolbooks
Género: Romance Contemporâneo
Páginas: 312
Ano Publicação: 2014

Sinopse

Conseguirá o verdadeiro amor apagar uma grande paixão?

Clara e Santiago vivem um casamento feliz e juntos planeiam construir um palácio de sonho para viverem com a filha. Mas quando, numa concentração de motas, Clara reencontra o homem que quase destruiu a sua vida, o passado mistura-se com o presente e a sua felicidade ao lado de Santiago é ameaçada. Hugo regressa após dez anos na prisão e Clara sabe que ele quererá vingança por ter sido abandonado e por tudo o que ela construiu na sua ausência. As inseguranças da menina inocente que foi um dia regressam e, com elas, a culpa e o sentimento doentio que nutriu em tempos por Hugo.

A sombra de um passado é uma história de amor, de sonhos e de perdas que nos leva ao mundo do crime, das drogas e da discriminação racial. Um tributo à família, aos que amam e sabem amar-se e à felicidade nas pequenas coisas.


Quando eu e a Silvana do Por detrás das palavras criamos o Desafio Português no Feminino 2015 pensamos em aliar este com a nossa parceria para leituras conjuntas, daí termos sugerido ler como primeira autora portuguesa a Carina Rosa. Se em Dezembro tinha lido o conto Olhos de Vidro, fiquei ainda mais entusiasmada para avançar para uma obra maior.

Clara tem uma vida estável com o seu marido Santiago e a filha Carolina no Algarve, longe do local onde nasceu, o Porto. Dez anos separam o momento que abandonou o local de más memórias para construir uma nova vida na outra ponta do país.

Profundamente marcada pelo passado, o presente é resultado das cicatrizes deixadas quer pelo pai, quer pelo ex-namorado Hugo. Não acredita no para-sempre, tem uma vidão muito clara e realista do que espera da vida. Por se ter deixado levar na cantiga do ex-namorado, tem serias dificuldades em ver exactamente o que de bom que tem à sua frente, e neste caso falo no amor e dedicação que o marido Santiago, depositou desde o 1º momento nela. Pelo contrário senti que a Clara transfere esse tipo de emoções para com o Hugo e não pelo marido. Enquanto se subjuga a um, a outro é fria e distante.

Em certos momentos não estava mesmo nada à espera do rumo que as situações tomam, e foi este um dos aspectos que me cativou, pela estupefacção que me deixaram. Contudo também existiram outros tantos que só me apetecia dar um estalo a alguém para chamar à razão. Com personagens verídicas que retratam o bom e o mau do caráter de cada um, achei que existiram alguns pontos que careceram de realismo. Vamos conseguindo ter uma visão de quase todas as personagens - Clara, Santiago, Hugo, Tatiana - com os diálogos internos que vão tendo e muitas vezes sentimos a angústia, frustração ou medo de cada um. E neste aspecto a Clara era a mais repetitiva com pensamentos recorrentes ao que se passou naquela garagem há tantos anos.

Não há certezas absolutas até ao final, tais são os confrontos com a verdade, a escolha, o perdão, e acima de tudo, a aceitação de que o do que aconteceu e que nem sempre há vencedores. O Hugo teve de conseguir aceitar a escolha da Clara e a Clara teve de aceitar as memórias de um passado que pouco ou nada a fizeram feliz. Para o Santiago foi um abre olhos de finalmente aceitar as cicatrizes físicas e emocionais que a mulher tanto tentava esconder.

Uma história marcada por um passado de violência que transfere uma pesada carga de mágoas e desespero para o presente e para alguém que acha que vai ser uma história de amores reencontrados, desengane-se. Ficámos na incerteza quase até ao último momento do que poderá acontecer.

Esta semana será ainda publicada a entrevista à autora da obra, Carina Rosa. Fiquem atentos!

Citações:

"O amor não pode ser ensinado. Ou existe ou não existe."

"Às vezes, amar é deixar voar."

Classificação: 4*

O Resumé de Opiniões V





Estes foram os livros que escolhi com a temática natalícia, mas claro o último não tem nada a ver, apenas foi lançado nesse altura.


Dash and Lily's Book of Dares:



Sob os pontos de vista de Dash e Lily vamos acompanhando a jornada de ambos enquanto se conhecem através de um livro de capa vermelha. Através de desafios vão passando os dias deambulando por Nova Iorque antes e após Natal com o sentido de obrigação de completar os testes proposto pelo outro.
Foi uma leitura agradável mas não me deixou super entusiasmada, talvez porque não tenha gostado particularmente de nenhum deles, ela sempre me pareceu uma rapariga demasiado histérica - tanto emocionalmente como fisicamente -, ele porque quis ter mais aquela aura de filosofo que "se te conheci assim, então significa que não era para sermos um casal."
Senti falta da magia do Natal, pois neste livro houve apenas a magia da Passagem de Ano.
3*

Let It Snow:



Com três contos passados no Natal que abordam as aventuras de várias personagens em que cada história individual se cruza, eventualmente, com a de todos os outros. Já estou familiarizada com John Green porém não estava com as duas outras autoras, e não acho que tenha ficado particularmente fã de nenhuma.
Não me senti direccionada para nenhuma história, cada uma teve os seus prós e contras, mas acho que a história final de Lauren Myracle lhe faltou essência, se a personagem principal já é egocêntrica o conto foi até ao momento final todo ele focado nela e nem mesmo o reencontro com o namorado e todas as outras personagens dos contos anteriores, fez com que melhorasse. 
De John Green gostei mas faltou-lhe mais magia natalícia, pois se sou uma sucker por amigos que se tornam namorados, podia ter tido mais alma. E o primeiro conto de Maureen Jonhson gostei como se desenrolou mas tenho de admitir que história é a mais irreal e mais inocente, mas talvez por isso fosse aquele que senti a magia do Natal a funcionar.
3*

Série Wallflower V:


Rafe Bowman não só tem uma personalidade semelhante à da irmã Lillian, como o mesmo jogo de sedução odeio-te/adoro-te, funciona nas suas relações amorosas. 
E se gostei tanto do Sedução Intensa com a Lillian e o Marcus, tinha de gostar deste pois para mim este tipo de história que "odeio-te mas não consigo deixar de pensar em ti", deixa-me sempre a pedir por mais.
Aqui vemos todas as Encalhadas felizes e realizadas com a suas famílias e amigos mas agora veem se na iminência de ajudarem mais uma rapariga recrutada para o grupo, Hannah. E entre encontros inquietantes entre ela e Rafe, em que nenhum quer assumir a verdade, a época que retrata e o conto de Natal de Dickens parecem surtir os efeitos necessários para que ambos se entendam.
Lisa Kleypas não desilude e continuo cada vez com mais vontade de ler as suas restantes obras.
4*

Série  Friday Harbor I:




Uma história fofinha de novas oportunidades para a pequena Holly, para a destroçada Maggie e para o novo homem de família Mark.
Indirectamente Holly consegue com que o tio passe a conhecer gradualmente Maggie e sem saber como o seu pedido de Natal é atendido. Afinal a magia do Natal está sempre presente nos corações dos mais pequenos e naqueles que acreditam em fadas e princesas.
E ainda apanhamos um vislumbre do que poderá acontecer nas histórias seguintes que contemplam os dois irmãos de Mark, Alex e Sam.
Apesar de não me ter entusiasmado tanto quantos os romances históricos, este contemporâneo é lesse bem.
3*

 Olhos de Vidro:


A minha primeira aventura com a Carina Rosa foi com este conto. E que conto!
Acho que fui apanhada bem desprevenida pois não estava mesmo nada à espera de algo tão pouco abonatório para esta altura do ano (Natal).
Apesar da surpresa, foi uma leitura que me deixou com um sorriso de choque e sadismo no final. 

Gosto de história mórbidas e que nos deem várias realidades pois definitivamente não vivemos num mundo cor-de-rosa.
Amanda não consegue separar a linha ténue entre a realidade da sua vida e a da personagem de ficção Milena que dá corpo, e aparentemente toda a sua alma. Demente, intensa e trágica, assim defino Amanda.
4* 

E vocês têm curiosidade em relação a algum deles?











O Resumé de Opiniões IV





E parece não acabar os mini-resumos que fiz sobre os vários livros que li antes do ano 2014 terminar, e estes são os contemplados de hoje.

Série Shatter Me II e III:


E terminei mais uma série em 2014: Shatter Me da Tahereh Mafi. E posso dizer que foi uma agradável surpresa.

Em Unravel Me foi difícil acompanhar as constantes flutuações de humor e ideias da Juliette, andar constantemente a chorar, triste, desesperada não fez propriamente as minhas delícias, contudo Tahereh compensou com a criação de personagens masculinas semi-perfeitas. Warner o vilão que só quer amar, Adam o protetor que só quer sentir segurança e Kenji o bem-disposto que só quer partilhar bons momentos com os outros. 
Conhecemos o mundo dos Omega Point e quais os poderes que reservam a cada personagem, mas ficámos a conhecer mais um vilão, o pai do Warner. Mesmo que a tenham unravel, a Julietta continuou a ser o meu ódio de estimação.
4*

Já em Ignite Me há uma diferença na atitude da Juliette mas senti que ela passou de permissiva para fria e egoísta. Por isso, apesar do Adam não ser de todo a minha personagem preferida, há que ter um bom senso para lidar com as situações e ela não o soube fazer, sabendo que de alguma maneira eles já se conheciam de pequenos, podia existir mais respeito. Adam passou de discreto a desesperado permanente mas não o consegui odiar pois ele fez bastante por ela e pareceu que foi descartado facilmente. Já tinha adorado o Warner nos livros anteriores mas neste ele entra a matar. Kenji é aquela personagem que queremos que tenha um livro só para si pois não é possível criá-la e não dar continuidade à alma.
Achei que o final foi demasiado apressado para o que ia acontecer, pensei que este livro tivesse mais momentos de combate mas quando tudo se passa pareceu tão rápido e fácil, que o assombração do pai do Warner desde o início da leitura não fez muito sentido quando se termina. E claro um epílogo não teria ficado mal.
4*

De destacar a escrita desta senhora que faz com que estejamos a ler prosa como se fosse poesia, ela dá às palavras a emoção exacta para que consigamos sentir o que a personagem está a vivenciar em determinado momento. As metáforas e as comparações foram feitas pela ela e perfeitas para muitas vezes entender, a já complicada, cabeça da Juliette.

Classificação total da série: 4*


Série Os Jogos da Fome III:



Sinceramente nem sei o que achar deste final da série Os Jogos da Fome. Gostei do primeiro, consegui compreender melhor o segundo, mas este nem me seduziu nem me desesperou.
Foi uma leitura arrefecida, em que tentava perceber em que ponto estava a Katniss, se estava revoltada com a captura do Peeta ou se estava revoltada com a mudança brusca dele (convém dizer que é devido a uma droga). A rapariga passou de lutadora que se coloca na frente da batalha para proteger tudo e todos, mas que neste livro quando tinha a oportunidade perfeita de ser um símbolo de uma nação revolucionário, teve de ser "obrigada"?! O que nos leva a um livro mais triste e depressivo, quando devia ter uma aura de força e batalha.
O que nunca me convenceu nesta história foi o triângulo amoroso, que só me fez chegar à conclusão que a Katniss é carente e que só quer que gostem dela, seja ele quem for. Mas como sempre fui a favor do Peeta, fiquei feliz com o epílogo.
3*

Sobre toda a série, gostei do ambiente que a autora construir a constante matança e sobrevivência, achei que muitas vezes se alongava demais nos pensamentos da Katniss, e ela nem sempre é a melhor narradora, mas compensava com os momentos na arena e talvez neste capítulo final faltou um verdadeiro ambiente parecido com a acção dos Jogos da Fome.

Classificação total da série: 4*

The Do-Over:



Homem que pensa que é o maior, dorme com tudo o que mexe e apesar de não se sentir atraído por uma rapariga com demasiadas camadas de roupa, também não a consegue esquecer. Conheçam Kyle Manchester que acha que é demasiado bom para este mundo até que conhece Lanie Carmichael e finalmente caí-lhe a ficha e vê que não é bem assim. Enquanto um é confiante em tudo na vida, Lanie é apenas na sua profissão de advogada. Quando propõe a Kyle ajudá-la a conquistar o seu melhor amigo aka namorado da irmã, de forma a melhor a sua aparência e auto-estima, chegam a um consenso que é melhor fingirem que namoram para dar credibilidade à aproximação e amizade crescente. E por isso é que não esperavam enquanto andavam a brincar aos namorados.
Uma óptima interacção entre as personagens que gradualmente passou da amizade a algo mais, uma leitura bem agradável e satisfatória.
4*


Série On Dublin Street III:


Se há um tipo de romance que gosto é quando aborda melhores amigos que passam a namorados.
Olivia e Nate são muito diferentes, enquanto ela é tímida e não sabe reagir ao sexo oposto, Nate é cheio de si e o sexo oposto é o que o faz perder a cabeça. Porém a amizade que têm, fá-los procurar a companhia um do outro para descontrair e conviver sem qualquer tipo de barreiras e sentimentos mais fortes. Até ao dia que Olivia pede ajuda a Nate para que a ajude a melhorar os seus atributos para captar a atenção dos homens, só que no jogo de mestre/aluno, a sedução passa a atingir outros limites. E será que Nate está disposto a esquecer de vez o passado para poder dar um futuro a Olivia?
Adorei este casal, super engraçados, inteligentes e carinhosos, Olivia foi mesmo uma grande protagonista que não se deixou amedrontar e sempre soube pensar correctamente no momento certo, só não era preciso fazer sofrer tanto o homem.
Acho que o meu senão começa a ser que todos os livros da série estão a seguir a mesma linha final: casam e/ou engravidam.
4,5*

E vocês que opinião partilham destes livros?


O Resumé de Opiniões III




Frankenstein


Bastante famosa pelas várias adaptações cinematográficas, esta obra é amplamente conhecida mas convém dizer que quem pensar que vai ler o mesmo que viu nos filmes, está redondamente enganado.
A criação nasce pelas mãos de Victor Frankenstein que resolve utilizar os seus estudos e a sua ânsia de saber mais e acrescentar algo ao mundo. Só que o que cria não é exactamente o que esperava, e depressa momentos de loucura, desespero e solidão passam a fazer parte da vida de Victor que não aceita o monstro que deu vida. E numa tentativa de escapar à sua criação, esta persegue-o para que perceba os motivos pessoais de querer outra vida à de fugitivo.
Por isso o único defeito que tenho a apontar é que não houve uma alma que tivesse compaixão pela criação de Victor Frankenstein, ninguém lhe estendeu a mão nem mesmo quando abriu o coração ao criador. 
Para um livro de 1818 fiquei contente com escrita e com a leitura fácil, conseguindo absorver bem os elementos que ligam os vários protagonistas desta história.
4*

Ligação: Anjos Negros


Mais uma autora portuguesa que fiquei a conhecer através da oportunidade dada pela Silvana do Por detrás das palavras, quando me emprestou este livro. Por isso obrigada Silvana.
Ficamos a conhecer os Anjos Negros, vampiros que protegem os humanos de outras criaturas que lhes querem fazer mal. Por isso o lado protetor de Leonardo é colocado em acção quando Jessica é brutalmente agredida por dois homens.
Foi difícil conseguir sentir-me entusiasmada pela história. A razão? A rapidez com que os protagonistas caiem nos braços um do outro e proclamam o amor que sentem, sem se conhecerem de lado nenhum. Percebi que a autora introduziu o ponto de serem almas gémeas para conseguir explicar este amor repentino, mas foi difícil digerir este ponto. As impressões que fui tendo ao longo da leitura foi que a autora focou-se mais no romance do que na questão dos Anjos Negros e da acção que poderia derivar daí.
3*

Dança com o Diabo


Zarek é um exilado, ninguém gosta de si devido ao seu passado. Contudo vive bem com este facto, até ao dia que tem a sua cabeça a prémio, só não esperava que uma bela mulher cega, Astrid, fosse a sua única juíza para quebrar a caça ao homem. Entre um escravo e uma ninfa, não se pode esperar facilidades.
Um homem que nunca soube o que era ser amado nem nunca amou, e a ideia de si próprio não é de todo a melhor, mas que consegue restaurar a sua alma através do amor que Astrid lhe proporciona.
Engraçado o poder que O Principezinho tem nesta história. Com uma linguagem fácil e leve, deixamo-nos entrar no mundo de mais um Predador da Noite. Acção e emotividade são alguns dos aspectos que podem esperar.
4*

The Piper's Son


Não foi uma leitura nada fácil de terminar mas insisti porque era a primeira vez que lia algo de Melina Marchetta e queria saber o porquê desta autora australiana ser tão admirada.
Talvez não tenha sido a escolha mais feliz mas quando encarrilei com a leitura consegui levá-la até ao fim.
Com dupla narração, Tom e a sua tia Georgie não são de todo os protagonistas ideais para conquistarem os leitores. As crises emocionais e os dramas familiares, são várias as percas que estes dois seres sofreram no passado mas consequentemente ainda sofrem por elas. O objectivo do livro é relembrar que aconteça o que acontecer há sempre a possibilidade de nos redimirmos e conseguirmos seguir em frente para melhorarmos o que para trás ficou estragado.
Só que o livro peca por introduzir tantas personagens e os dramas de todas elas, é difícil seguir uma boa linha de orientação para captar tudo. E os nomes são quase todos parecidos, cheguei a um ponto que já não sabia de quem estavam a falar.
3*

The Rosie Project


Estranhei a história no início porque Don Tillman não propriamente o protagonista mais entusiasmante. Contudo assim que aparece a Rosie, não é complicado entranhar com o modelo de vida completamente regrado e programado de Don e a impulsividade e espontaneidade da vida de Rosie. Pois estes opostos bem diferentes produzem impactos grandes na vida de cada um. Inicialmente será um projecto para encontrar a esposa ideal mas depois passa a ser o projecto de ajudar a Rosie a descobrir parte do seu legado.
Afinal o que realmente importa são as nossas diferenças e a capacidade de nos adaptarmos ao outro, e desse modo, Graeme Simion tentou mostrar com as particularidades de Don e o espírito livre de Rosie, que é possível basta acreditar que não existe um modelo certo de pessoas para nós.
3,5*




O Resumé de Opiniões II




E volto com mais resumos das leituras realizadas em Novembro e Dezembro.

Puddle Jumping:




Tão pequeno mas com uma história tão terna. Não foi difícil cair de amores por esta beleza, e tenho de dar o mérito à capa, que bem podia ser um dos retratos feitos por Colton de Lilly.
Lilly viveu mini aventuras aos 10 anos com Colton, mas nunca percebeu bem a reacção que este tinha às suas quedas, até que quando se reencontram anos mais tarde percebe que Colton é autista.
Com a oportunidade de voltar a ser amiga do rapaz que assistiu a vários momentos embaraçosos, torna a experiência do liceu inesquecível para Colton. Só que terá de deixar de parte a maneira como lida com os da sua idade, pois Colton não reage da mesma maneira. Mas será este aspecto que faz com que a história seja vista de outra forma, ele para Lilly é igual a ela e a todos os outros jovens, e é a sua determinação que fará com que Colton aprenda a descobrir e a declarar o seu amor.
Apaixonei-me por esta adorável história de amor entre dois jovens que conseguiram ignorar a diferença e torná-la especial.
5*


Archer's Voice:



Gosto mesmo de histórias traumáticas que mexam com o meu coração, e esta foi uma delas, um rapaz que perdeu a fala ainda em criança e que guarda demasiados segredos dentro de si.
Archer vive como um recluso, poucos são aqueles que o vêem e ninguém convive consigo na pequena cidade rural, mas foi necessário chegar uma forasteira, Bree, para alterar radicalmente a vida que sempre conheceu. Ela não é nenhuma alma milagrosa, contudo ambos parecem buscar um no outro, a força, respeito e atenção necessária para lidarem com a vida. Pois também Bree vive à sua maneira atormentada pela maneira como o pai morreu, e Archer parece ser o calmante necessário. 
Contado as duas vozes sabemos as angústias e alegrias do passado e presente, são personagens marcantes, frágeis, sensatas e que apenas querem ser felizes juntos, mesmo que tenham dificuldade em lidar com muitas coisas, principalmente Archer.
Uma leitura cativante, emocionante e bela, que mostra que as diferenças não são barreiras no amor.
5*


Série Perfect Chemistry II:


Depois de ter apreciado a questão inter-racial no livro anterior, quis saber que rumo ia tomar o irmão do meio de Alex Fuentes, Carlos.
Para Carlos, Kiera parece não ser a rapariga à sua altura, mas com o tempo e convivendo com a família da rapariga, depressa passa a perceber que não pode nem deve perder a única que parece não cair na sua conversa esfarrapada. Mas será que Kiera está disposta a correr riscos por ele?
Houveram vários aspectos que me fizeram uma certa comichão. Se por um lado achei que a história toma um rumo demasiado repentino por duas situações, pois quando estamos dentro de um ritmo torna-se estranho alterá-lo de forma tão brusca que até se fica com a sensação de falta de páginas. Por outro, tanto a questão do gangue como a da rapariga que anda de olho no Carlos mas que ele quer evitar a todo o custo, podiam ter sido os grandes trunfos nesta história, mas foram simples ameaças só para explicar a razão dos elementos principais tomarem certas medidas.
De destacar a capa pois esta cena acontece mesmo.
3*

Série Forbidden Men I:


Depois de ler a sinopse, quem não fica curiosa, com a revelação que Reese está apaixonada por um gigolo?
Mason aka Hotness é a mais recente maravilha humana para Reese, só que depressa descobre que o rapaz tem um senão. E se a atitude dele para com ela não bastasse, tinha logo de ser a ama da irmã de Mason. Só que nem tudo é o que parece, e se Mason nunca conseguiu ser um rapaz normal, já Reese quer libertar-se do peso que carrega pela loucura do ex-namorado. Apoiam-se mutuamente mas eventualmente os sentimentos começam a corromper a relação de amizade. Porém conseguirá Mason finalmente acreditar que a decisão que tomou, não colocará Reese a fugir a sete pés?
Uma aventura bem engraçada e leve que me deixou com um sorriso parvo no rosto.
4*

O Resumé de Opiniões I





O final do ano passado ficou marcado pela falta de publicações permanentes sobre os livros que ia lendo. Por isso, como estou em falta com várias opiniões, resolvi fazer um resumo do que achei desses livros.
Aqui estão alguns deles.


Série Wild Season I e II:



Conheci estas autoras através destes livros apesar da série Beautiful Bastard ser amplamente conhecida. E como gostei da escrita acabei de saltar de um livro para outro.
É em Las Vegas que Mia, Harlow e Lola conhecem os rapazes, a quem as autoras decidiram dedicar os seus livros.

Sweet Filthy Boy conta a história de Mia e Ansel, desde o momento em que se conhecem, casam e vivem durante uns meses em Paris. No início passam por situações constrangedoras, em que Ansel está constantemente a trabalhar e Mia tenta adaptar-se à vida parisiense sozinha. Mas quando o tempo passado em Las Vegas começa a ser relembrado, o lado mais espontâneo e divertido de ambos é aproveitado para momentos bem escaldantes e atenciosos. Só que, não só têm vidas em continentes diferentes, como o passado parece ser a grande assombração deste casal que nasceu numa noite.
Uma leitura divertida, romântica e amorosa contado na primeira pessoa por Mia. 
4*

Já no 1º livro assistimos a um vislumbre do que poderia surgir em Dirty Rowdy Thing, pois Harlow e Finn, não foram nada modestos em mostrarem-nos o contrário.
Também casaram em Las Vegas mas no dia seguinte anularam, só que volvidos uns meses quando se voltam a reencontrar, tentam ignorar-se mas isso não funciona e o sexo passa a ser uma constante. Só que amigos com benefícios não funciona realmente com eles e os sentimentos passam a estar na ordem do dia. E para perceberem esses sentimentos tem que primeiro que lidar consigo próprios.
Foi entretenimento puro até ao final, Harlow é uma grande protagonista e Finn também merece elogios pelo seu comportamento, afinal a parte mais sexy e steamy, é toda graças a ele.  
4*

Série Friend-Zoned II:


Adoro mas adoro esta série, que conjunto de personagens principais e secundárias mais entusiasmantes e brutais.
Asher "Ghost" Collins é o misterioso do grupo de amigos de Nikolai e Natalie Kovac a louca amiga de Tina, e depois de um tórrido encontro sexual, passam a dar-se como cão e o gato. Mas esta inimizade não dura para sempre pois Ghost não consegue resistir a Nat, e por mais que ela tente negar, quer quebrar o coração de gelo ao homem que põe o corpo e a mente na máxima voltagem. Ele é o grande amigo que ela nunca esperou encontrar num homem daquele calibre, ela é a quem lhe ensina o que é o amor e o que pode esperar dele. 
Um livro onde personalidades vincadas estão na ordem do dia e onde certas convicções foram criadas pelo passado mas que não fazem sentido no presente.
Bem descontraído, sensual, sexy, hilariante, alguns momentos frustrantes mas que compensa com um óptimo conjunto de personagens.
4,5*

Série Mara Dyer II:


Depois da surpresa que foi o final do livro The Unbecoming of Mara Dyer, andamos numa roda viva para saber se afinal Mara está a falar verdade ou está a ficar completamente louca.
Esta leitura foi uma autêntica montanha russa pois a única pessoa que está do lado da Mara e confia plenamente nela, não pode estar constantemente consigo para a "salvar" dos momentos que a aterrorizam. E várias são as pistas que lhe são dadas para conseguir decifrar quem ela é, o que é capaz e em quem pode confiar. No final, não pude deixar de ficar de queixo caído, pois o momento psycho killer voltou em força, talvez por isso a música dos Talking Head seja perfeita para este livro. 
Agora é tempo para agarrar no último, The Retribution of Mara Dyer
4,5*

Série Wait For You I:


A decisão de lê-lo foi baseada nos elogios que tanto fazem a este livro como à autora que lhe dá nome. Como nunca tinha lido nada em nome de Jennifer L. Armentrout nem J.Lynn, resolvi-me por este. 
Esta é mais uma história do rapaz giro que todas as mulheres querem e da rapariga que deixa que o passado a condicione. Conhecem-se mas as coisas não correm tão bem para Cameron como seria de esperar, Avery não vai na conversa dele, mas concede que sejam apenas amigos. Até que de um momento para o outro percebem que não podem mais ignorar o óbvio, só que há aspectos do passado que Avery não consegue libertar, apesar de Cam confessar todos os seus erros e problemas.
Não foi uma leitura digamos fácil, Avery é teimosa demais e Cam seguro demais, acho que o que um tinha em falta, o outro tinha em demasia. Mas houveram realmente bons momentos e achei ternurento este não ser mais um baseado em sexo. Afinal quando se gosta espera-se por quem se ama.
4*


E vocês têm alguma opinião formulada por alguns destes livros, mesmo que não os tenham lido?

Opinião Livro

Ask The Passengers, A. S. King



Título Original: Ask The Passengers
Autor: A. S. King
Editora: Little, Brown
Género: YA
Páginas: 209
Ano Publicação: 2012

Sinopse

Astrid Jones desperately wants to confide in someone, but her mother's pushiness and her father's lack of interest tell her they're the last people she can trust. Instead, Astrid spends hours lying on the backyard picnic table watching airplanes fly overhead. She doesn't know the passengers inside, but they're the only people who won't judge her when she asks them her most personal questions--like what it means that she's falling in love with a girl.

As her secret relationship becomes more intense and her friends demand answers, Astrid has nowhere left to turn. She can't share the truth with anyone except the people at thirty thousand feet, and they don't even know she's there. But little does Astrid know just how much even the tiniest connection will affect these strangers' lives--and her own--for the better.

In this truly original portrayal of a girl struggling to break free of society's definitions, Printz Honor author A.S. King asks readers to question everything--and offers hope to those who will never stop seeking real love.


Já há algum tempo que tinha alguma curiosidade em ler A.S. King, pois os seus livros são bastante adorados na blogosfera. E tendo lido muito poucos que abordam questões como a homossexualidade, resolvi experimentar este. 
A verdade é que tive sérias dificuldades de entrar na história, mas assim que o terminei foi quando consegui digeri-lo melhor.

Astrid é uma alma solitária que adora deitar-se ao relento e ver os aviões passarem no céu distante e falar com os passageiros. A maneira que adoptou para conseguir lidar com frustrações, tristezas, alegrias e segredos, é declarar o seu amor aos passageiros do avião que avista. Ao expor os seus problemas espera que alguém consegui receber o seu amor nas alturas para saber que não está sozinho/a. Todos enfrentamos dificuldades e são várias as questões que nos interrogamos e assim Astrid, sem conseguir desabafar com a família ou os amigos, fala com quem está naquele vôo.

Os segredos fazem parte de cada um de nós, um piores do que outros, a verdade é que todos nós os temos. Só que esta história está rodeada de tantos segredos que no fundo me pergunto para quê. Inicialmente andamos em volta do segredo dos amigos de Astrid, que guarda a sete chaves, até que chegamos ao da própria Astrid. Conclusão, o segredo é o mesmo, não percebo o porquê de tanto alarido para querer escondê-lo, ainda por cima, quando são melhores amigas.

Porém o livro consegue ganhar outro ânimo quando Astrid se consegue libertar das amarras que a estão até então a prender. Mostra que, muitas vezes, não são os de fora que dificultam as coisas, mas somos nós próprios, tanto por não sabermos exactamente o que queremos ou o que somos, como na importância que imprimimos nas expectativas dos outros. Mas no fundo quem tem de ser e estar feliz, somos nós, e levantar sempre a cabeça quando sabemos que não devemos nada aos outros, e neste ponto o livro conseguiu exprimir-se bem.

Outro ponto que só consegui apreciar quando acabei a leitura foi, ao focar-me na solidão e nas questões que assombram a mente de Astrid é fácil perceber que o ser humano, seja qual a idade que tenha ou em que contexto está inserido, tem constantemente dúvidas e incertezas, mas é na capacidade de aceitar o presente e lutar por um futuro mais risonho, que conseguimos suportar o que nos tenta deitar abaixo.

Com um ritmo que demora a acelerar e a cativar, a leitura em si não me prendeu satisfatoriamente, mas quando terminei e abordei certos passos dados, gostei do caminho que tomou e na mensagem que incidiu. Por isso venham mais leituras de A.S. King.

Citações:

“All those people who are chained here thinking that their reputations matter and this little shit matters are so freaking shortsighted. Dude, what matters is that you're happy. What matters is your future. What matters is that we get out of here in one piece. What matters is finding the truth of our own lives, not caring about what other people think is the truth of us.”  

“Look, this is a loan. I don't know if love is something I will run out of one day. I don't know if I should be giving it all to you guys or not. Today, I feel like maybe I should have kept some for myself for days when no one else loves me.” 

“I place us where we are a happy couple who are madly in love, and we are kissing the way people kiss on their wedding day. With joy and relief and love. Without guilt. Without Shame.”

Classificação: 4 de 5*


Opinião Livro

One Tiny Lie, K. A. Tucker



Título Original: One Tiny Lie
Autor: K. A. Tucker
Editora: Atria Books
Género: NA
Série: Ten Tiny Breaths #2
Páginas: 266
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Livie has always been the stable one of the two Cleary sisters, handling her parents' tragic death and Kacey's self-destructive phase with strength and maturity. But underneath that exterior is a little girl hanging onto the last words her father ever spoke to her. “Make me proud,” he had said. She promised she would...and she’s done her best over the past seven years with every choice, with every word, with every action.

Livie walks into Princeton with a solid plan, and she’s dead set on delivering on it: Rock her classes, set herself up for medical school, and meet a good, respectable guy that she’s going to someday marry. What isn’t part of her plan are Jell-O shots, a lovable, party animal roommate she can’t say ‘no’ to, and Ashton, the gorgeous captain of the men’s rowing team. Definitely him. He’s an arrogant ass who makes Livie’s usually non-existent temper flare and everything she doesn’t want in a guy. Worse, he’s best friends and roommates with Connor, who happens to fits Livie’s criteria perfectly. So why does she keep thinking about Ashton?

As Livie finds herself facing mediocre grades, career aspirations she no longer thinks she can handle, and feelings for Ashton that she shouldn’t have, she’s forced to let go of her last promise to her father and, with it, the only identity that she knows.


Depois de seguirmos Kacey em Ten Tiny Breaths, chega a vez da irmã mais nova Livie ter direito ao seu tempo de antena. Só não estava à espera é que esse tempo fosse igual ao tempo de antena dedicados aos partidos políticos. Que é o mesmo que dizer, meh e dispensável.

Livie Cleary entra em Princeton como sempre sonhou. Desde nova que tem os seus objectivos bem definidos, mas para a irmã Kacey, Livie é uma bomba prestes a rebentar. E talvez por isso aceite a sugestão da irmã e comece a conversar uma vez por semana ao telefone com Dr. Stayner. Só que este não é um psiquiatra qualquer, sugere-lhe fazer coisas que a façam sair da sua zona de conforto e assim conhecer realidades para além daquela que definiu. Uma das ideias, e que a irmã Kacey ajuda de bom agrado, é beber e conhecer rapazes. Numa noite de divertimento deixa-se levar pelo efeito da bebida e é assim que conhece Ashton. 

Com dificuldades em lembrar-se da noite louca, quer riscar Ashton da sua vida, como este até sugere, só que parece que não será assim tão fácil, pois o novo rapaz que Livie conhece, Connor, é o melhor amigo e colega de casa de Ashton. Passa a vê-lo e a saber mais do que queria sobre a sua vida mas mesmo assim não consegue desligar-se dele, e claro, Ashton também não facilita as coisas pois tanto a empurra como está sempre de volta dela.

Tudo culmina na descoberta da dupla vida de Ashton e nas incertezas que Livie passa a vivênciar. O final ficou explicado e podemos entender as acções de Ashton e saber o que o estava a "prender" e em que ponto está a agora a vida Livie, mas foi tudo tão rápido, tão fácil, tão pouco realista, que não me fez esquecer os problemas sérios que tive com a leitura.

Eu queria ter gostado deste livro mas a via que a autora escolheu para ar vida à nova Livie não foi de todo a mais correcta. Não acho certo que a irmã mais velha seja instigadora para que irmã mais nova beba para se soltar mais. Nem um psiquiatra tenha um tratamento como aquele nem que esteja tão intrometido na vida de uma paciente não oficial. 

Livie devia ter encontrado um equilíbrio entre aquilo que os outros gostavam que ela experimentasse e não lançar-se logo de cabeça. Já que um dos pontos essenciais da sua personalidade foi a sua postura firme nas suas ideias, e vê-la percorrer caminhos só porque era a vontade dos outros, não me parece nada razoável. Desapontou-me como personagem, pois passou de uma aparente maturidade com os seus 16 anos em Ten Tiny Breaths para completa ingenuidade com 18 anos.

E há certos aspectos que não gosto nos livros que são traições, triângulos amorosos e amor à primeira vista. A não ser que sejam bem fundamentados e que de alguma maneira eu consiga ao longo da leitura ultrapassar esse aspecto. 
O que não aconteceu aqui, Livie desde que começa a namorar com Connor, sabe que não gosta dele e se o rapaz tenta por tudo mostrar que gosta mesmo dela, ela sente-se incomodada e sufocada?! Para uma rapariga que sempre quis estar nas boas graças das pessoas e fazer o que está certo, estar com o Connor só porque sim, não está definitivamente correcto. E se critica o lado infiel de Ashton, quem é ela para lhe dar lições de moral. Definitivamente existe um triângulo amoroso sem haver necessidade de existir, muito menos, marcado por traições.

K. A. Tucker tem uma escrita apelativa que faça com queiramos seguir a narrativa apesar do desenrolar dos acontecimentos não sejam apelativos. Tanto o triângulo amoroso como o drama do passado em volta das personagens principais não mereceram grande simpatia da minha parte, e no final só fiquei feliz por acabar de vez com a história. 
Mas não desisti desta série, pois os próximos livros são com o Cain e o Ben, que tiveram muito pouco tempo de antena em One Tiny Lie.

Citações:

“The only thing I regret is that it ever ended. And I'm the one who's jealous. Insanely so.” 

“Because you’re not a one-night girl, Irish.” (...) “You’re my forever girl.”  

“Life has a funny way of creating its own tests. It throws curve balls that make you do and think and feel things that are in direct conflict with what you had planned and don't allow you to operate in terms of black and white.”

Classificação: 2 de 5*



Opinião Livro

Willing Captive, Belle Aurora



Título Original: Willing Captive
Autor: Belle Aurora
Género: NA
Páginas: 199
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Delilah “Lily” Flynn is used to her drab existence. Lily’s been living it for twenty two years.
Her boring life is suddenly turned on its head when she’s rudely kidnapped from her bedroom.
Or so she thinks.

Nox Taylor is far too high up in his field to be assigned a babysitting job.
There’s nothing more he wants than to complete his mission so he can be rid of the smartass tomboy, Lily.

Day after day, Nox watches Lily and her strange ways. She’s unlike any woman he’s ever met.
Getting close to the girl is purely for her own protection…right?

Lily never imagined she’d make her first real friends in captivity.
What lengths would she go through to keep them?


Quando lemos a sinopse no Goodread ficamos logo a saber que não estamos perante um romance negro e quando navegamos por ele não está em nada ligado ao BDSM, como pode sugerir a capa. 
Foi mesmo uma grande surpresa esta leitura que alia humor a temas como o rapto, porém só lendo é que ficamos a perceber que nada é o que parece.

Lily sempre viveu bem com o lado super protetor do pai, um empresário que ao longo dos anos conquistou uma farta fortuna. O que gosta mesmo é de estar no seu quarto, o único sítio que consegue transportá-la para os mundos que os livros lhe apresentam. Bem diferente da irmã Terah que gosta de sair à socapa para festas. Só que na noite em que irmã tenta sair pela janela deixando-a a ler um livro, são ambas raptadas.

Mas este rapto tem muito que se lhe diga: foi o pai que planeou tudo para que a ameaça de matar Lily, seja finalmente desvendada. Por isso confia as filhas a seguranças privados, mas elas têm de estar separadas e ninguém pode saber do rasto delas. 
É aqui que entra Nox, o rapaz que tem de proteger e vigiar Lily, como se a sua vida depende-se disso.

Nox tem mesmo um caso bicudo à sua frente. Lily não se cala, quer saber tudo, quer falar com a família, e quer conseguir acreditar naquele rapaz. Mesmo com a simpatia de Boo e o humor espontâneo de Rocky, Lily tem sérias dificuldades em gostar de Nox. E este não nutre particular simpatia por ela. 
Mas da irritabilidade ao amor é um passo, e quando se vêem na iminência de lutarem pelo que sente, são traídos pelos inimigos.

É graças a Nox que Lily aprende o valor da vida e passa a perceber que não pode continuar a só existir. Tem de sair da sua zona de conforto e conquistar o mundo tem para lhe oferecer. Gostei desta personagem é genuína, sarcástica e confortável consigo mesma, enquanto Nox é reservado, parco em palavras e sincero. E paciente, pois para aturar tanto choro da rapariga, é preciso sê-lo. 
Conjugam bem num romance que vai crescendo, entre situações hilariantes e inocentes, para o momento que dita a reviravolta.

Entreguei-me completamente às cegas nesta leitura e fiquei tão surpreendida, não estava mesmo à espera que o factor surpresa fosse a grande conquista deste livro. Duas personagens que não tiveram qualquer dificuldade em admitir o que estava mesmo ali à acontecer, perceberam que gostavam um do outro, quiseram lutar por isso e não fizeram nenhum drama à volta disso, enquanto envolvidos numa situação bem estranha. Mesmo a profissão de Nox podia ser usada como desculpa para dificultar o namoro, não o vi por um momento, reticente ao que sentia e ao que devia lutar. E a parte final foi de partir o coração mas foi tão genuíno e tocante que valeu novamente pela surpresa. E graças a esse amor que nasceu de carinho e respeito, que o final teve aquela beleza.

Não devemos levar à letra as sinopses nem as capas dos livros, pois se assim fosse, teria perdido uma história divertida e encantadora. Bella Aurora conquistou-me com a série Friend-Zoned e com este veio confirmar e cimentar um lugar nos meus autores preferidos.

Citações:

“Most content People don't have the best of everything. They just make the best of everything they've got.”  

“Words hold power. They can bring you from the lowest low to an ultimate high in a matter of moments, and just the opposite, too”

“That one person everyone looks for. They search and search, and some die trying to find ‘em. And when you finally meet them, something inside of you says “Oh, there you are. I’ve been looking for you. And I didn’t even know it.” 

Classificação: 4 de 5*

Opinião Livro

Scarlet, Marissa Meyer



Título Original: Scarlet
Autor: Marissa Meyer
Editora: Puffin Books
Género: Distopia
Série: The Lunar Chronicles #2
Páginas: 452
Ano Publicação: 2013

Sinopse

Cinder, the cyborg mechanic, returns in the second thrilling installment of the bestselling Lunar Chronicles. She's trying to break out of prison--even though if she succeeds, she'll be the Commonwealth's most wanted fugitive. Halfway around the world, Scarlet Benoit's grandmother is missing. It turns out there are many things Scarlet doesn't know about her grandmother or the grave danger she has lived in her whole life. When Scarlet encounters Wolf, a street fighter who may have information as to her grandmother's whereabouts, she is loath to trust this stranger, but is inexplicably drawn to him, and he to her. As Scarlet and Wolf unravel one mystery, they encounter another when they meet Cinder. Now, all of them must stay one step ahead of the vicious Lunar Queen Levana, who will do anything for the handsome Prince Kai to become her husband, her king, her prisoner.

A continuação da série Crónicas Lunares apresenta-nos mais uma personagem do mundo de fantasia que nos é dado a conhecer quando somos mais novos: a Capuchinho Vermelho.  
 Marissa Meyer continua assim a explorar personagens, que encantam crianças e adultos, em versões bem alternativas.

Em França é nos dada a conhecer Scarlet Benoit, uma jovem de 18 anos, que está completamente desesperada pelo desaparecimento da sua avó. Sentindo-se sem chão depois de ver a inactividade da polícia sobre o desaparecimento da mulher que cuidou de si desde que o pai a abandonou, pensa em alternativas para conseguir encontrar a sua avó. Mas não esperava que um estranho e inquietante rapaz pudesse ter algumas respostas e maneira de saber onde está a sua familiar.

Só que no meio das buscas descobre que a sua avó não era bem quem pensava e que são vários os segredos que sempre escondeu. Apesar de não confiar a 100% em Wolf, deixa-se levar pelos seus instintos animais e conseguem chegar ao local que será a derradeira surpresa para Scarlet. Conseguirá voltar a confiar em quem sempre cuidou de si e agora confiar naquele rapaz que a ajudou a descobrir as verdades?

Paralelamente vamos conhecendo Scarlet e continuando com Cinder. Esta tenta arranjar maneira de fugir da prisão e de não ser entregue à Rainha Levana, só não contava ter de levar consigo o "Capitão" Thorne. Juntos consegue causar o caos mas finalmente alcançam o seu objectivo: resgatar Scarlet.

Sendo esta uma continuação pensava gostar mais de ler as partes da Cinder, mas para dizer a verdade ela foi a personagem que mais me irritou. 
A ideia de não querer usar o seu poder mas saber que é a sua única maneira de poder fugir e escapar ilesa, deixa um pouco a desejar. Podia notar-se que ainda não está completamente confortável com aquela decisão, mas não é preciso estar sempre a dar a ideia de tem um coração tão bom que não faz mal a ninguém. Porque se ela se quer safar é claro que tem de usar o seu dom, não há mal nenhum nisso. E depois para alguém que gosta tanto de ajudar, e notou-se uma certa simpatia no livro anterior, não a senti nada receptiva e calorosa neste, até tive pena do Thorne.

Contudo notou-se que a autora quis dar mais acção e frenesim à narrativa, tanto com as fugas de Cinder e Thorne, como com a construção que faz da personagem Scarlet, sempre em alerta e pronta para a o ataque, juntando-a ao predador Alpha Wolf. Sendo este a surpresa da história, pelas suas atitudes inesperadas. Outro aspecto engraçado é que a Scarlet lembrou-me a Red, personagem da série Once Upon a Time, talvez a autora se tenha inspirado por lá.

Não foi uma leitura fantástica mas conseguiu desenvolver a continuação ao pegar nas pontas soltas do primeiro livro da série Crónicas Lunares. Aos pontos de vistas de Cinder e Príncipe Kai, junta-se Scarlet e Wolf. É fácil perceber a interligação entre as várias personagens pois Marissa Meyer, não deixou escapar nenhum detalhe, mesmo que estas estejam espalhadas pelos vários pontos do globo. Talvez o meu único senão é a ideia de querer construir personagens femininas ferozes que caiem no limbo de serem rudes e pouco humildes.

Citações:

“We met less than a week ago and in that time I've done nothing but lie and cheat and betray you. I know. But if you give me a chance...all I want is to protect you. To be near you. For as long as I'm able.”  

“I knew they would kill me when they found out, but…” He struggled for words, releasing a sharp breath. “I think I realized that I would rather die because I betrayed them, than live because I betrayed you.”


Classificação: 4 de 5*

Opinião Livro

Mil Sóis Resplandecentes, Khaled Hosseini


Título Original: A Thousand Splendid Suns
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Editorial Presença
Género: Romance
Páginas: 328
Ano Publicação PT: 2008

Sinopse

Há livros que se enquadram na categoria de verdadeiros fenómenos literários, livros que caem na preferência do público e que são votados ao sucesso ainda antes da sua publicação. Há já algum tempo que se ouvia falar de Mil Sóis Resplandecentes, do afegão Khaled Hosseini, depois da sua fulgurante estreia com O Menino de Cabul, traduzido em trinta países e agora com adaptação cinematográfica em Portugal. A verdade é que assim que as primeiras cópias de Mil Sóis Resplandecentes foram colocadas à venda, o romance liderou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Noruega, Nova-Zelândia e África do Sul, estando igualmente muito bem classificado no Brasil e em França. A própria Amazon americana afirmou que há muito tempo não tinha visto um entusiasmo tão grande a propósito de um livro. Devido ao elevado número de encomendas, nos Estados Unidos, foram realizadas cinco reedições ainda antes do livro chegar às livrarias e na primeira semana após a publicação, já tinham sido registadas um milhão de cópias em circulação. É pois um caso verdadeiramente arrebatador que combina preferências populares potenciadas pelo efeito de passa-palavra às melhores críticas internacionais. Confirmando o talento de um grande narrador, Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime taliban, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reacções de poder excessivo e impunidade. 



Há livros que simplesmente têm o poder de mudar a imagem e percepção que fazemos de um certo país e/ou povos como os muçulmanos. Afinal o que eu apenas conheço, que verdade seja dita sem conhecer bem, é a história recente, não a verdadeira história de um povo que podia ter melhores condições de vida, senão fossem as constantes invasões de outros países ou ideais, que lhes dão ainda mais motivos para se revoltarem.

Como pano de fundo Cabul, é nos dado a conhecer a história de vida de duas mulheres de gerações e vivências bem diferentes. 
Mariam sempre viveu excluída da sociedade, filha bastarda de um homem importante, conheceu a dura realidade de vida, quando aos 15 anos sofre uma forte reviravolta. Apercebeu-se de como é verdadeiramente o pai como pessoa, perdeu a mãe e casou com um homem mais velho que não conhecia de nenhum lado. Já Laila, uma jovem a quem a vida prometia tanto e vizinha de Mariam, despede-se do amor da sua vida, perde a casa e os pais e aceita casar com o marido de Mariam, Rashid, para dar pai à criança que traz no ventre. 
Diferenças não só ao nível do crescimento como no trato que o marido passa a dirigir a cada uma.

Se vamos vendo com a passagem dos anos as transformações que o Afeganistão sofre, vamos descobrindo o papel que a mulher detém naquela sociedade. Se por momentos vemos que as mulheres podiam vestir-se sem terem de usar obrigatoriamente burca ou que podiam continuar os estudos, depois da chegada de novos ideais ao poder passam a representar o papel de submissão, obediência e de completa posse pela parte do marido/pai/irmão, homem no geral. A mulher passou a ser vista única e exclusivamente como um objecto.

Por estar na óptica feminina não é difícil colocarmo-nos no papel daquelas mulheres. São mais do que muitos os pensamentos que fluem ao lermos certas passagens, como o diferente papel das mulheres comparada com o das ocidentais. Mas se este aspecto nos chama logo à atenção, a violência, a intolerância, o sofrimento, a coragem, são afinal características bem comuns às mulheres no geral. E se temos por base odiar outra mulher, sejam por quais forem os motivos, este livro mostra que é na condição de nos unirmos que somos mais fortes. Quando nos deixamos de comparações e passamo-nos a ver como iguais, há uma solidariedade feminina sem igual. Afinal o amor e amizade podem crescer onde menos se espera, e são eles as grandes motivações para continuar a lutar e fazer o que está certo.

Entrelaça a História do Afeganistão com a história de vida de duas mulheres que tiveram de crescer cedo de mais para uma dura e fria realidade. Não só a guerra rouba, mas também o papel dos extractos sociais são muitas vezes os agentes activos para não concederem a dignidade a quem a merece. Mariam, Laila e Tariq são os rostos ficcionais de muitas histórias verídicas.
Com uma escrita simples, motivadora e verdadeira, Khaled Hosseini ganhou uma forte admiradora.

Citações:

"Aprende já isto e aprende bem, minha filha: assim como a agulha de uma bússola aponta para o Norte, também o dedo acusador de um homem encontra sempre uma mulher. Sempre." 

"Os rapazes apercebeu-se ela, tratavam a amizade da mesma maneira que o Sol: a sua existência era indiscutível; e o seu fulgor desfrutado de preferência sem ser directamente contemplado."

"Laila, minha querida, o único inimigo que um afegão não consegue derrotar é ele próprio."

Classificação: 5 de 5*